O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Eduardo Tulio Baggio (Unespar)

Minicurrículo

    Docente no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Estadual do Paraná e documentarista. Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP com a tese “Da teoria à experiência de realização do documentário fílmico”. Líder do grupo de pesquisa Cinema: Criação e Reflexão (UNESPAR/CNPQ), membro coordenador do GT A Teoria dos Cineastas da AIM (Associação de Investigadores da Imagem em Movimento de Portugal) e coordenador do ST Teoria dos Cineastas da SOCINE.

Ficha do Trabalho

Título

    O projeto de cinema popular no primeiro Leon Hirszman

Seminário

    Teoria dos Cineastas

Resumo

    Leon Hirszman dirigiu 19 filmes entre 1960 e 1986, firmando-se como um dos mais importantes diretores brasileiros do período. A comunicação objetiva analisar o conceito de cinema popular na fase inicial da carreira do cineasta. Paralelamente à realização dos filmes, Hirszman explicitou, em suas manifestações verbais, seu interesse em um cinema que tivesse contato direto com a cultura popular. Estas, juntamente com os filmes, serão referências essenciais da análise.

Resumo expandido

    Dos 19 filmes do cineasta Leon Hirszman, seis estão situados na fase inicial de sua carreira, que é o foco desta proposta de comunicação: “A Mais-Valia Vai Acabar, Seu Edgar” (1960), “Pedreira de São Diogo” (1962), “Maioria Absoluta” (1964), “Nelson Cavaquinho” (1964), “Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia” (1964) e “A Falecida” (1965). O primeiro é um filme de montagem – em que Hirszman foi o montador –, a partir de vários outros filmes, feito para a peça de mesmo nome, de Oduvaldo Vianna Filho, dirigida por Chivo de Assis, e que esteve em cartaz no Teatro de Arena da Faculdade de Arquitetura da UFRJ em 1960. Os outros são filmes dirigidos por Hirszman, sendo que “Pedreira de São Diogo” foi feito como um episódio integrante do longa-metragem “Cinco vezes favela”, de 1962. Já “Sexta-feira da Paixão, Sábado de Aleluia” foi lançado como episódio do longa-metragem “América do Sexo”, apenas em 1969.
    Nestes filmes há a delineação de um projeto de cinema popular, que posteriormente seria ainda continuado e até enfatizado em parte da obra do cineasta. Hirszman grifou tal interesse pelo popular também em suas manifestações verbais – em textos, entrevistas e depoimentos filmográficos – que apontam para um projeto conceitual cinematográfico em que o povo é elemento central, em especial o trabalhador.
    Hirszman foi um dos fundadores do CPC (Centro Popular de Cultura, da União Nacional dos Estudantes – UNE) e realizou seu primeiro filme como diretor através deste centro. Trata-se do curta “Pedreira de São Diogo”, que já apontava para a preocupação em constituir um cinema que fosse do povo para o povo. Esta era, inclusive, a maior motivação do CPC, produzir cultura popular para o povo.
    Durante a primeira metade dos anos 1960, Hirszman, juntamente com alguns colegas, adotou a postura de filmar o que estava acontecendo no tempo presente – época de profundas movimentações políticas e sociais no Brasil –, mesmo que muitas vezes nem sequer tivesse a previsão de como tais filmagens seriam utilizadas ou se seriam autorizadas as exibições: “A gente documentava muita coisa, como o movimento dos retirantes, o comício de Jango na Central do Brasil, em 13 de março, as atividades do próprio CPC. Só que nem sempre se pode mostrar, por questões de segurança.” (HIRSZMAN, 1979: 2)
    Esse impulso fundador na obra do cineasta, oriundo da experiência com CPC e com outros movimentos de cunho popular, será abordado na comunicação a partir dos conteúdos e das opções estilísticas presentes nos seis filmes iniciais de Hirszman, além de suas constantes e veementes afirmações verbais. A intenção é discutir como o cineasta concebeu esse conceito popular para o seu projeto cinematográfico, que era também parte da fecunda troca de ideias com outros cineastas do Cinema Novo e com dramaturgos e diretores de teatro da época.

Bibliografia

    AVELLAR, José Carlos; GUIMARÃES, César; MELO, Walter; et al. Memória, História, Identidade. Cinemais 37 – Revista de Cinema e outras questões audiovisuais, Rio de janeiro: Aeroplano Editora, outubro/ dezembro 2004.
    CINEMATECA Brasileira. Leon Hirszman: ABC da greve, documentário inédito. Catálogo. Cinemateca Brasileira: São Paulo, 1991.
    DEIXA QUE EU FALO. Direção: Eduardo Escorel. Rio de Janeiro: VideoFilmes, 2007.
    HIRSZMAN, Leon. O Espião de Deus: entrevista a Fernando Morais, Cláudio Kahns, Sérgio Gomes, Adrian Cooper e Uli Bruhn. 1979.
    ______ Entrevista à Revista Filme Cultura, nº 44, Abril-Agosto, 1984.
    ______ É Bom Falar. Organizado por Arnaldo Lorençato e Carlos Augusto Calil. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.
    HIRSZMAN, Leon; et al. Deus e o Diabo na Terra do Sol. In: VIANY, Alex. O Processo do Cinema Novo. Rio de Janeiro, Aeroplano, 1999.
    VASCONCELOS, Ana Lúcia. Leon Hirszman de volta às origens. Agulha Revista de Cultura, nº44, 2006.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.