O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Rodrigo Oliva (UNIPAR)

Minicurrículo

    Doutor em Comunicação e Linguagens pela Universidade Tuiuti do Paraná na Linha de Pesquisa em Estudos de Cinema e Audiovisual; Mestre em Comunicação pela Universidade de Marilia; Especialista em Práxis e Discurso Fotográfico pela UEL; Graduado em Comunicação Social com habilitação em Cinema/FAAP; Docente e Pesquisador em Comunicação da Universidade Paranaense (UNIPAR); e-mail: prof.rodrigo.oliva@gmail.com

Ficha do Trabalho

Título

    Narrativa audiovisual em videoclipes e filmes de Xavier Dolan

Resumo

    Este trabalho discute pontos comuns entre a linguagem do cinema e a do videoclipe, com ênfase no debate sobre a narrativa audiovisual. A partir de um desdobramento que verifica uma ampliação de aspectos narrativos em videoclipes. Propõe-se a discussão do conceito de “narrativas dilatadas” em videoclipes. A análise se projeta para os videoclipes dirigidos pelo cineasta Xavier Dolan, estabelecendo um diálogo com seus filmes.

Resumo expandido

    Este resumo faz parte de um projeto que busca compreender as aproximações estéticas e poéticas das linguagens audiovisuais. Trata-se de um estudo centrado na linguagem do videoclipe e do cinema, com foco na narrativa audiovisual. Aponto que um dos aspectos que caracteriza a linguagem do videoclipe é a ruptura da narrativa. Alguns autores como Arlindo Machado (2003) e Carol Vernalis (2014) pontuam que os videoclipes se estruturam a partir da ideia de um efeito narrativo, uma certa intenção narrativa, mas que se apresenta de uma forma incompleta. Vernalis (2014) discute que os formatos dos videoclipes são fluidos e que, a partir do tempo numérico das canções, suas narrativas são soltas.
    Bryan Alexander (2011) sistematiza o conceito de digital storytelling. Segundo o autor, as histórias continuam sendo contadas, mesmo com mudanças de paradigmas estruturantes das articulações das linguagens. Alexander debate que as imagens, tons musicais ou objetos em sua unicidade não se constituem como uma história, cuja a articulação é evidenciada como narrativa, a partir da estruturação destes elementos em sequencialidade.
    Ao estudar o digital storytelling numa aproximação com a linguagem do videoclipe, percebo uma ampliação das narrativas em vários videoclipes contemporâneos. Antes estruturados a partir do tempo total da música, com formatos para serem encaixados em blocos com fluxos bastante característicos, os videoclipes aproximavam-se, na maioria das vezes, com as experiências das estéticas da videoarte. Hoje, com as plataformas digitais, temos um dilatação narrativa. Os videoclipes não estão mais presos as configurações do tempo exato da canção.
    Nesta abordagem, discuto os videoclipes College Boy (2013) e Hello! (2015) dirigidos pelo cineasta canadense Xavier Dolan, bem como seus filmes Mommy (2015) e Amores Imaginários (2010) e proponho pensarmos como essa intenção de narrativa vem se ampliando nos novos cenários das mídias, configurando-se como “narrativas dilatadas”. O que vemos são videoclipes se aproximando de formatos cinematográficos, numa intensa hibridização de formas. Há inserção de personagens, de diálogos, de ações e peripécias, antes utilizados em poucas criações. Cito a experiência midiática da cantora Lana del Rey, em seu filme estilizado Trópico (2015): uma espécie de curta-metragem com a inserção de três videoclipes, que podem ser visualizados separadamente ou inclusos dentro da lógica narrativa do filme.
    Contextualizo esta abordagem nos escritos de Henry Jenkins e Carol Vernalis, principalmente por verificarem na plataforma midiática youtube um canal que possibilitou uma certa liberdade na composição de videoclipes, outrora estruturados tendo como formato, o fluxo televisivo.
    Portanto, o objetivo deste estudo é discutir as aproximações que articulam as linguagens do videoclipe e do cinema, apontando para questões ligadas as narrativas em videoclipes. A luz dos pensamentos de David Bordwell, Andre Gaudreault e Michel Chion intenta-se traçar um diálogo teórico, cujo propósito é perceber como preceitos da narrativa cinematográfica começam a serem estruturantes em abordagens de natureza audiovisual intensamente fragmentada, como é o caso do videoclipe. Verifico várias semelhanças na obra de Xavier Dolan, tanto no diálogo que ele estabelece em seus filmes com a linguagem do videoclipe, quanto no sentido contrário, nas estruturas que ele estabelece em seus videoclipes com as pontuações clássicas da linguagem do cinema.

Bibliografia

    ALEXANDER, Bryan. The new digital storytelling: creating narratives with nem media. Santa Barbara, Parecer, 2011.
    BORDWELL, David; THOMPSON, Kristin. A arte do cinema: uma introdução. Campinas: Editora UNICAMP,; São Paulo: EDUSP, 2013.
    ______. O cinema clássico hollywoodiano: normas e princípios narrativos. In: RAMOS, CHION, Michel. A Audiovisão: som e imagem no cinema. Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2008.
    GAUDREAULT, Andre.; JOST, François. A narrativa cinematográfica. Brasilia: Editora da Universidade de Brasilia, 2009.
    JENKINS, Henry. Cultura da Conexão. São Paulo: Aleph, 2014
    MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Editora Senac, 2003.
    SOARES, Thiago. A estética do videoclipe. João Pessoa: Editora da UFOB, 2013.
    VERNALLIS, Carol. Experiencing music video: aesthetics and cultural context. New York: Columbia University Press, 2004.
    ___. Unruly media: YouTube, music video and the new digital cinema. New York: Oxford University Press, 2013.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.