O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Camila Goetzinger (UFSC)

Minicurrículo

    Mestranda em História pela Universidade Federal de Santa Catarina, com graduação em História concluída na mesma instituição em 2015. Desde 2011 desenvolve pesquisa relacionada às relações entre Brasil e Estados Unidos nas décadas de 1930 e 1940, com ênfase em história do cinema e história social.

Ficha do Trabalho

Título

    As ‘majors’ e o governo estadunidense contra as taxas no Brasil – 1940

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

Resumo

    A partir da leitura da documentação diplomática produzidos pela Embaixada dos Estados Unidos e seus consulados no Brasil entre 1940 e 1944 debateremos questões relacionadas à história política e econômica da cinematografia brasileira com base em querelas diplomáticas entre o Brasil e os EUA, representando as “Grande Oito”, ‘majors’ da cinematografia estadunidense entre os anos de 1940 e 1944.

Resumo expandido

    Em dezembro de 1939 é publicado no Brasil o decreto 5 077 cuja diretriz cobria a formação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). O decreto dava resolução ao DIP, suas funções, divisões, disposições gerais, etc. A instauração do DIP simbolizava um acirramento da preocupação com a centralização dos meios de comunicação dentro do Estado Novo, estimulava a organização da propaganda em território nacional e ampliava o controle de Vargas sobre o que era produzido e publicado no Brasil. Dentre outras resoluções, foi instituído um decreto-lei (nº 1949) que se ligava aos meios de comunicações e diversões públicas, dizia respeito à propaganda e também regulamentava novas leis referentes ao cinema brasileiro, leis de importação, condições, etc. O Decreto-lei nº 1.949 chamou a atenção das autoridades estadunidenses e empresas cinematográficas que exportavam filmes para o Brasil.
    As maiores companhias cinematográficas dos Estados Unidos (EUA) na época, conhecidas como “Big Eight”, já formavam um cartel a nível internacional e contestavam a validade das alterações feitas por meio do decreto no Brasil. Neste estavam previstas mudanças significativas nos valores das taxas para importação de filme estrangeiro no Brasil, eram variações que poderiam representar benefícios para o desenvolvimento do cinema nacional e em contrapartida elevaria os gastos das empresas para exportar seus filmes para o Brasil.
    Entre 1939 e 1944 a embaixada estadunidense no Brasil trocou mensagens com o Departamento de Estado dos EUA e intermediou um conflito que ficou em vias de confidencialidade entre o Brasil e os Estados Unidos, representados pelo governo brasileiro e as companhias cinematográficas estadunidenses.
    As resoluções que determinavam sobre essas novas formas de organização do cinema iam ao encontro com algumas determinações do Tratado de Comércio Brasil-EUA – que fora assinado em 1935 entre os dois países – que isentava os EUA de mudanças na taxação para filmes virgens e impressos. O decreto de 1939 buscava, além de delimitar as prescrições sobre o cinema – centralizar e controlar sua produção nacional – a promover o avanço do cinema brasileiro protegendo o cinema nacional, impondo restrições às facilidades estrangeiras dentro do território do Brasil, cobrança de altos custos para a importação de filmes, impondo a obrigatoriedade de exibição de produção nacional e promovendo prêmios para a indústria do cinema brasileiro. Os obstáculos impostos foram rapidamente observados pelos agentes governamentais estadunidenses e podemos esboçar por meio da documentação pertinente, algumas dessas reações que apareceram e foram minuciosamente discutidas nos meios departamentais dos governos brasileiro e estadunidense no período. A argumentação estadunidense sobre a causa se apoiou principalmente na regulamentação do Tratado de Comércio Brasil-EUA de 1935.
    A documentação analisada também traz dados de que havia uma taxa compulsória de 8%, que o governo brasileiro pretendia impor aos filmes importados dos EUA que buscava regular o valor da taxa de importação dos filmes, tendo em vista que os filmes oriundos dos EUA aparentemente entravam no Brasil com um valor de taxa abaixo do previsto para produtos de sua natureza desde o fatídico ano de 1935.
    A discussão principal presente na documentação pertinente traz questões de distribuição e exibição cinematográfica, que é levantada pelas empresas estadunidenses e verificavam, na alteração dessas taxas, um golpe contra seu mercado já consolidado no Brasil por meio de seu sistema de exportação privilegiado.
    Nossa intenção é fazer uma leitura da documentação documentos diplomáticos produzidos pela Embaixada dos Estados Unidos e seus consulados entre 1940 e 1944 – preservados em microfilme pela National Archives and Records Administration (NARA) – a fim de compreender o processo de negociação entre os dois países e os significados das resoluções para a economia cinematográfica brasileira.

Bibliografia

    FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves. O Brasil republicano. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
    GELLMAN, Irwin F. Good Neighbor Diplomacy: United States Policies in Latin America, 1933-1945. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1979.
    LAGNY, Michele. Cine e historia: problemas y métodos em la investigación cinematográfica. 1a ed.: Bosch Comunicacion. Barcelona, 1997.
    MCCANN Jr., Frank D. Aliança Brasil Estados Unidos 1937/1945. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1995.
    SCHATZ, Thomas. O gênio do sistema: a era dos estúdios em Hollywood – São Paulo : Companhia das Letras, 1991
    SIMIS, Anita. Estado e cinema no Brasil. São Paulo: ANNABLUME, 1996.
    ___________. O Tratado de Comércio entre o Brasil e os EUA. Revista Neamp. Aurora, 5 : 2009. São Paulo.
    SOUZA, José Inacio de Melo. O Estado contra os meios de comunicação (1889-19450. São Paulo: Annablume: FAPESP, 2003.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.