O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Matheus José Pessoa de Andrade (UFPB)

Minicurrículo

    Matheus Andrade é professor de Fotografia Cinematográfica do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal da Paraíba e documentarista. Mestre em linguística, especialista em jornalismo cultural, graduado em Rádio e TV. Publicou os livros Documentário paraibano: modos de representação (2016), Rec: uma iniciação à filmagem (Editora Ideia, 2013) e O sertão é coisa de cinema (Marca de Fantasia, 2008). Áreas de interesse: fotografia cinematográfica, documentário, videoclipe e curadoria.

Ficha do Trabalho

Título

    Luz, sombra, corpos: subversão fotográfica em A morte pede carona

Resumo

    Nossa asserção é sobre a fotografia cinematográfica em A morte pede carona, dirigido por Robert Harmond, em 1986. Apontamos para o trabalho subversivo do fotógrafo John Seale, cujos princípios de fotometria e contraluz na ação de iluminar os personagens principais são reinventados diante de alguns métodos fotográficos. Assim, a atmosfera visual mostra coerência narrativa em meio a outros procedimentos não usuais, corroborando ainda com o entendimento dos filmes B enquanto lugar inventivo.

Resumo expandido

    Nossa incursão consiste em destacar como o diretor de fotografia John Seale apresenta um conceito inventivo e subversivo nas imagens cinematográficas do filme norte americano A morte pede carona (Robert Harmond, 1986), um clássico dos filmes B. Entendemos por filme B aqui os trabalhos de baixo orçamento, com produção independente, diretores estreantes, realizados para complementar a produtividade de alguns grandes estúdios. Esse perfil de produção possibilita o reconhecimento de um lugar experimental para os realizados em meio ao campo industrial.
    O trabalho do diretor de fotografia é se responsabilizar pela atmosfera visual de um filme. Escolhe, entre alguns elementos, o estilo de luz que vai aplicar sobre a obra, sobre cada cena e cada personagem, se preciso. A definição do contraste entre luz e sombra implica na dramaticidade imagética. Nesse sentido, dois aspectos nos chama atenção no filme: o lugar de fotometria e a contraluz diurna. Conforme nossas referências, na fotografia existem algumas regras básicas a serem seguintes, tais como: a fotometria deve ser medida no rosto dos atores, pois “(…) é fundamental poder realizar uma exposição correta daquilo que no cinema nos interessa mais: o rosto” (ARONOVICK, 2004, p.32); a contraluz equivale à imagem noturna. “É fácil, é eficaz e realmente já foi usada um pouco demais. Virou uma espécie de convenção: noturna = contraluz” (MOURA, 1999, p.133). Entendemos como conceitos que traduzem fórmulas fotográficas para determinadas situações. Contudo, ressaltamos que os referidos autores destacam que a fotografia é uma atividade criativa e que o limite é a inventividade do fotógrafo, ou seja, regras podem ser rompidas. Assim, Seale materializa uma ruptura a esses dois princípios, oferecendo uma dramaticidade especial sobre os corpos dos personagens do filme A morte pede carona.
    Em síntese, Jim Halsey (C. Thomas Howell) está dirigindo um carro em direção à Califórnia em plena madrugada. Sonolento, ele tenta algumas estratégias para manter-se acordado, até resolver dar carona para uma pessoa na estrada. Não sabia ele que o favor feito a John Ryder (Rutger Hauer) seria perigoso, pois ele matava os motoristas que o davam carona. Ao perceber isso em seu primeiro diálogo, dentro do carro, Jim empurra-o para fora, em movimento, e segue seu caminho. Porém, John não o deixa em paz pelo resto da viagem, numa perseguição doentia e quase surreal pela mais lendária rodovia dos Estados Unidos: a Route 66, a qual cruzava o país. No decorrer da perseguição, a trama faz a polícia pensar que o mocinho é o vilão e vice versa, tornando o problema de Jim ainda mais grave. Entre tiros, folgareis e explosões, batidas, capotadas e afrontas face a face, os dois fixam uma estranha relação durante todo o filme.
    Nossa inquietação, então, reside sobre o conceito fotográfico do filme, o qual parece romper com o habitual do cinema clássico. Notamos que John Seale não mede a luz nos rostos dos personagens principais, preservando constantemente no filme uma face escura nos dois sujeitos de perfil conturbado. E investe numa contraluz diurna frequente, utilizando o sol como luz principal. Duas soluções de luz dramática fundamentais para estabelecer a atmosfera visual da obra com consistência, a fim de melhor traduzir o perfil psicopático dos personagens principais e da narrativa como um todo.

Bibliografia

    ARONOVICK, Ricardo. Expor uma história: a fotografia do cinema. Rio de Janeiro: Gryphus, 2004.
    AUMONT, Jacques. A imagem. 16ed. Campinas: Papirus, 2012.
    BROWN, Blain. Motion Picture and vídeo lighting. 2ed. Oxford: Elsevier, 2008.
    CINEMATECA VEJA. A morte pede carona. São Paulo: Editora abril, 2008.
    LIRA, Bertrand. Luz e sombra: significações imaginárias na fotografia do cinema expressionista alemão. João Pessoa: Editora da UFPB, 2013.
    MOURA, Edgar. 50 anos luz, câmera e ação. São Paulo: Editora Senac, 1999.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.