O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    César Geraldo Guimarães (UFMG)

Minicurrículo

    César Guimarães é doutor em Literatura Comparada pela UFMG, integrante do corpo permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da FAFICH-UFMG e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Editor da revista Devires: Cinema e Humanidades (http://www.fafich.ufmg.br/devires/index.php/Devires).

Ficha do Trabalho

Título

    As formas da vida (em) comum em A viznhança do tigre

Seminário

    O comum e o cinema

Resumo

    O trabalho investiga a combinação e a indiscernibilidade entre os registros ficcionais e documentais pelos quais transitam os personagens de A vizinhança do tigre (Afonso Uchoa, 2014), detendo-se especialmente no modo como a cena fílmica se deixa impregnar sensivelmente pelas formas de vida das juventudes periféricas, ao mesmo tempo que se constrói, de modo compartilhado com os atores, situações ficcionais que reconfiguram a experiência da qual eles partem para criarem seus papéis.

Resumo expandido

    Este trabalho procura analisar os principais componentes da escritura fílmica de A vizinhança do tigre (Afonso Uchoa, 2014), que se vale da combinação e também da indiscernibilidade entre os registros ficcionais e documentais pelos quais transitam seus personagens. O filme é animado por um duplo movimento: ao mesmo tempo em que, em sua matéria sensível, busca se impregnar pelas formas de vida das juventudes periféricas – abrindo-se à duração do cotidiano, aos modos de habitar o espaço e à intensidade dos laços afetivos – também lança mão de recursos ficcionais que redimensionam certos aspectos da experiência dos sujeitos filmados, na qual se alicerça sua construção narrativa. Como afirma Jean-Louis Comolli, quando a pessoa real é filmada, ela se divide em dois e “flutua em torno de seu devir fílmico” (2012, p. 422). Quais são então as operações e procedimentos expressivos que, neste filme, promovem a passagem das pessoas reais para o âmbito de uma ficção que não encobre o que de real se inscreve no corpo dos atores quando atuam em seus papéis?
    Tendo como protagonistas jovens da periferia da cidade de Contagem (MG), o filme os acompanha em suas andanças e encontros na vida cotidiana do bairro Nacional, e visita – de maneira cúmplice – os universos do trabalho, da música (o rap e o heavy metal), da amizade e das brincadeiras, das drogas e do crime (com sua violência real e seu apelo imaginário). Se, como afirma Jean-Louis Deotte (2007, p. 12), em debate com Jacques Rancière, no âmbito das imagens técnicas toda aparição do sensível passa pela configuração do que ele chama de “aparelho”, queremos compreender como se dá a composição peculiar da cena cinematográfica em A vizinhança do tigre, detendo-nos especialmente nas escolhas que guiam a presença dos corpos e dos rostos no quadro, bem como as formas de conversação entre os personagens acionadas pelo filme.
    A mise en scène que ampara a visibilidade alcançada pelos sujeitos filmados e a riqueza sensível que eles retiram dos mundos que habitam são sempre peculiares, pois resultantes da combinação contingente de elementos variáveis. Afinal, como reivindica Didi-Huberman, o regime da imagem não é nem um reino nem um horizonte, mas um “regime empírico de abordagem e de aproximações locais” (2011, p. 87). Tendo isso em mente, nosso propósito é o de compreender como a mise en scène de A vizinhança do tigre rompe com o sensorium da dominação e reparte de outro modo a partilha do sensível até então estabelecido (nos termos de Rancière), dando a ver o território da vida em comum tanto em suas fraturas internas, quanto nos liames que os sujeitos inventam entre si.

Bibliografia

    DÉOTTE, Jean-Louis. Qu’est-ce qu’un appareil? Benjamin, Lyotard, Rancière. Paris: L’Harmattan, 2007.
    COMOLLI, Jean-Louis. Corps et cadre. Cinéma, éthique, politique. Lagrasse: Verdier, 2012.
    DIDI-HUBERMAN, Georges. A sobrevivência dos vagalumes. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2011
    ____. Peuples exposés, peuples figurants. L’oeil de l’histoire, 4. Paris: Minuit, 2012.
    JDEY, Adnen (org). Politiques de l’image. Questions pour Jacques Rancière. Bruxelles: La lettre volée, 2013.
    RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível. Estética e política. São Paulo: Ed. 34, 2005.
    ____. Et tant pis pour les gens fatigués. Entretiens. Paris: Éditions Amsterdam, 2009.
    ____. Aisthesis. Scènes du régime esthétique de l’art. Paris: Galilée, 2011
    ____. As distâncias do cinema. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.