O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Davi Marques Camargo de Mello (UAM)

Minicurrículo

    Davi Mello é formado em Cinema e Audiovisual (UAM). Cursa o Mestrado em Comunicação na Universidade Anhembi Morumbi (UAM), bolsista CAPES/Prosup. Diretor e roteirista do curta-metragem “A Bordo” (2015), exibido em mais de 40 festivais nacionais e internacionais.

Ficha do Trabalho

Título

    Amador, de Krzysztof Kieslowski, e o cine-olho de Dziga Vertov

Seminário

    Teoria dos Cineastas

Resumo

    O trabalho propõe uma análise do filme “Amador” (Amator, 1979), dirigido pelo cineasta polonês Krzysztof Kieslowski. Nesse filme, um operário adquire uma câmera cinematográfica e a percebe como um novo olho capaz de evidenciar contradições do contexto sociopolítico ao redor. Em vista disso, a análise busca uma aproximação do longa-metragem de Kieslowski com o conceito de “cine-olho” desenvolvido pelo cineasta soviético Dziga Vertov.

Resumo expandido

    Este trabalho analisa a performance da câmera no filme “Amador” (Amator, 1979), dirigido pelo cineasta polonês Krzysztof Kieslowski. “Amador” é um dos filmes mais relevantes do chamado “Cinema da Ansiedade Moral” (Kino moralnego niepokoju) (HALTOF, 2002, p. 152). O termo se referia a filmes realistas poloneses realizados no final dos anos 1970, que examinavam assuntos contemporâneos, fazendo uso de metáforas para ilustrar narrativas sobre os conflitos entre o homem comum e o sistema dominante na Polônia (STOK, 1995, p. xvii).

    Em “Amador”, o operário Filip Mosz (Jerzy Stuhr) adquire uma câmera filmadora russa de 8mm com o intuito de registrar os primeiros momentos de sua filha recém-nascida, mas a presença da câmera transforma o seu cotidiano e a sua maneira de pensar. Filip passa a frequentar festivais de filmes amadores, consome revistas sobre cinema e política, e envolve-se com filmagens para a fábrica na qual trabalha. Os problemas sociais são evidenciados pelas imagens captadas por Filip, o único cinegrafista amador da região. O final dos anos 1970 foi marcado por greves e protestos na Polônia, entre outros motivos, devido à elevação dos preços dos alimentos, à estagnação econômica e à repressão política. Logo, a censura interna na fábrica, proveniente de ordens superiores, revela o poder e o perigo das imagens produzidas por Filip.

    A câmera do filme se comporta de forma bastante singular, uma vez que o diretor opta por um dispositivo que não difere em texturas, mesclando a sua própria câmera com a que está sob o manuseio do personagem Filip Mosz. O diálogo entre essas duas câmeras reforça o potencial das imagens para transcender os limites do observador; sua interconexão, nutrida pela montagem, cria uma ilusão uniforme e autônoma, tornando-se, assim, um recurso de autorreflexão sobre o fazer cinematográfico, funcionando como metáfora da política enquanto produção de imagens e empoderamento do homem comum – alguns dos assuntos tratados pelo cineasta soviético Dziga Vertov nos anos 1920.

    Vertov acreditava na transformação da linguagem e no poder ideológico da imagem por intermédio de uma “cine-sensação do mundo”, que só poderia ser obtida pela câmera, pelo processo do “cine-olho”, que propunha a cura da “miopia do homem” por meio de um dispositivo que funcionasse como um corpo físico, possibilitando a captação da “vida de improviso”, ou seja, revelando o caráter universal dos filmes atribuído pelo comportamento do homem comum (VERTOV in GRANJA, 1981, p. 40-46).

Bibliografia

    HALTOF, Marek. Polish National Cinema. Nova Iorque: Berghahn Books, 2002.

    __________. The Cinema of Krzysztof Kieslowski: Variations on Destiny and Chance (Directors’ Cuts). Nova Iorque: Wallflower Press, 2004.

    MICHELSON, Annette (Ed.). Kino-Eye: The Writings of Dziga Vertov. California: University Of California Press, 1984.

    STOK, Danusia (Ed.). Kieslowski on Kieslowski. Inglaterra: Faber & Faber, 1995.

    VERTOV, Dziga. “Kinoks – Revolução”. In: GRANJA, Vasco. Dziga Vertov. Lisboa: Livros Horizonte, 1981.

    ZAMOYSKI, Adam. História da Polónia. Lisboa: Edições 70, 2010.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.