O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Luiz Augusto Coimbra de Rezende Filho (UFRJ)

Minicurrículo

    Luiz Augusto Rezende é Mestre e Doutor em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ. É professor do programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Saúde do NUTES-UFRJ (Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde), onde coordena o Laboratório de Vídeo Educativo e pesquisa cinema educativo, recepção fílmica e arquivos audiovisuais.

Ficha do Trabalho

Título

    O Pagador de Promessas e sua recepção crítica

Seminário

    Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais

Resumo

    Este trabalho apresenta o resultado da revisão de uma série de críticas sobre o filme O Pagador de Promessas, publicadas no início dos anos 1960. Destacam-se a repercussão do filme após a sua premiação em Cannes e os debates e controvérsias que se seguiram, especialmente as discussões que pretendiam estabelecer limites para o reconhecimento do filme como parte do movimento do Cinema Novo. Esses debates revelaram a cisão estética e política que já vinha se preparando há pelo menos uma década.

Resumo expandido

    Em maio de 1962, a notícia da premiação em Cannes de O Pagador de Promessas, dirigido por Anselmo Duarte, repercutiu positivamente. Apontava-se como o filme vencera concorrentes importantes e como foi enaltecido no festival. houve também declarações sobre o futuro do cinema brasileiro e as “portas abertas” para a produção nacional no exterior.
    Mas ao ser transformado em exemplo a ser seguido, o filme acabou sendo recebido com mais dificuldades do que se não tivesse recebido o prêmio. O que, para alguns, deveria ser compreendido como elemento positivo para o desenvolvimento da atividade cinematográfica no Brasil, tornou-se uma razão para crítica para outros. Do lado das críticas negativas, que vieram tanto de setores conservadores quanto dos mais “progressistas”, aponta-se o “academicismo”, a “ambiguidade” ou a artificialidade do filme no tratamento das questões políticas e sociais e da narrativa.
    Outro debate que se seguiu dizia respeito ao reconhecimento de O Pagador como exemplo da “renovação” que estaria em curso no cinema brasileiro. Com a divulgação da expressão “Cinema Novo” e a maior evidência do movimento na imprensa entre o final de 1961 e início de 1962, uma variada gama de cineastas de origens e histórias diferentes foi considerada como “Cinema Novo”. O Pagador é compreendido, por alguns, como parte do então jovem movimento, apesar da idade mais avançada do seu realizador. Mas ao ser identificado ao Cinema Novo, acirra-se o debate sobre as delimitações do movimento e a necessidade de se apontarem diferenças entre “tendências” e “autores”. Para Glauber Rocha, o problema estaria na crítica que, por não ter “visão histórica”, “começou a exigir uma escola definida que justificasse o termo cinema novo”. O movimento teria ficado “ligeiramente abalado” pelo fato de filmes de vários tipos terem sido “vestidos” pela expressão e ganharem um sentido de renovação que não teriam por direito.
    Outro problema que gerava críticas estava no tratamento dado à temática do filme e à realidade social brasileira: a cultura popular, a situação política do povo, a religião, a oposição entre o mundo urbano e rural, a reforma agrária. Apesar da temática nacional, a mise-en-scene do filme foi considerada clássica, o que tornava fácil sua filiação a filmes que representariam uma tendência industrializante, acadêmica e comercial.
    Em artigo de O Metropolitano, Glauber Rocha procura estabelecer linhas divisórias. Em textos de 1961 e início de 1962, Rocha e outros diretores ainda elogiavam obras de autores que agora passaram a fazer parte da “fase morta” do Cinema Novo. Em texto anterior, Rocha cita, ao falar do “Movimento 62” (e não ainda de “Cinema Novo”), O Pagador como parte de um novo movimento de “renovação e reabilitação de veteranos como Anselmo Duarte”. Posteriormente, Duarte passaria para o grupo de cineastas que estariam “preocupados com um cinema espetáculo que dê dinheiro e tire prêmios”, e não no grupo dos que procuravam um cinema que “exprima a transformação da nossa sociedade, comunicando e processando esta transformação” (Rocha).
    Para alguns, Anselmo Duarte pertencia legitimamente a uma tendência preocupada com a renovação do cinema brasileiro, pela abordagem “séria” da realidade e das temáticas brasileiras. Podia ser visto, portanto, como um cineasta politicamente afinado, pelo menos, com as tendências progressistas e/ou reformistas que então ganhavam força. No entanto, a narrativa tradicional, clássica, era inaceitável para os defensores de uma ruptura estética mais profunda com o cinema da tradição dos estúdios. Por este motivo, o prêmio acirrava as disputas entre os filmes que “falsamente” fossem identificados como Cinema Novo. Neste debate, as diversas similaridades e proximidades foram mais frequentemente ignoradas e apagadas, enquanto as diferenças foram ampliadas e aprofundadas. De forma bastante clara, os debates em torno de O Pagador revelaram a cisão estética e política que já vinha se preparando há anos.

Bibliografia

    RAMOS, F. (org.) História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Art Editora, 1990.
    ROCHA, G. Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. São Paulo: Cosac & Naify, 2003 (1963).

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.