O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Maria Ignês carlos Magno (UAM)

Minicurrículo

    Professora do PPGCOM em Comunicação Audiovisual da Universidade Anhembi Morumbi. Doutora em Ciências da Comunicação. Mestre em História Social. Pós-doutoranda do PPGCOM da ESPM, sob a supervisão da Profa. Doutora Maria Aparecida Baccega. Pesquisa atual: A telenovela brasileira sob os olhos da crítica nos anos 1970-1990. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa: Inovações e Rupturas na Ficção Televisiva Brasileira. Autora da seção Resenha-Cinema da revista Comunicação & Educação da ECA/USP.

Ficha do Trabalho

Título

    Por que a crítica de telenovela? Como ela entra nesse debate?

Mesa

    Crítica e academia: Uma relação possível?

Resumo

    Como parte da mesa temática “Crítica e academia: uma relação possível?” pretendo apresentar a crítica sobre a telenovela brasileira. Especialmente dos anos 1970 quando os debates acadêmicos sobre a crítica e as teorias críticas eram intensos. A crítica de telenovela igual à crítica literária e cinematográfica também existia. Uma crítica que mesmo não participando diretamente dos debates sobre a crítica e as teorias da crítica exercitada nos meios acadêmicos era praticada diariamente nos jornais.

Resumo expandido

    Por que estudar a crítica numa época em que ela anda tão desprestigiada? Por que pensar a crítica da telenovela brasileira numa época em que o formato já está para lá de consagrado? São as duas perguntas iniciais que me coloquei ao retomar os estudos sobre a crítica como parte da produção cultural brasileira. A primeira porque apesar da “perda da função de autoridade que o gênero teve no passado” [….] “do desprestígio, ainda existe”, e exerce sua função nas três categorias em que pode ser classificada na atualidade: “a universitária, que se manifesta em forma de artigos longos destinada a leitores especializados; a jornalística, praticada nos meios de comunicação imediata, impressa ou eletrônica, que se manifesta em textos curtos e informativos; a crítica exclusivamente eletrônica dos blogs, que exprime opiniões sobre as obras publicadas”(PERRONE-MOISÉS:p.61), e a segunda exatamente porque, de formato desprestigiado pela maioria dos intelectuais nos anos 1960/1970, hoje a telenovela é parte integrante das reflexões acadêmicas e amplamente estudada nos mais variados aspectos, sejam as temáticas, a estética, as aberturas, as trilhas sonoras, a tecnologia, além da participação direta do telespectador que acompanha os índices de audiência, comenta cenas, sequências, personagens, lê os resumos e as fofocas nas revistas semanais, participa de debates nas redes sociais e tudo que diz respeito a elas enquanto estão no ar. E se nos dias atuais mesmo os que não se dedicam aos estudos de telenovela ou simplesmente não gostam e nem assistem, não negam a sua força e o fato de ela estar embrenhada no nosso cotidiano e ser parte intrínseca da cultura nacional. Considerando as duas perguntas iniciais, os emblemáticos anos 1970, a situação atual da crítica e dos estudos sobre a crítica, e o fato de que enquanto a crítica literária, teatral e cinematográfica perdiam espaços na mídia impressa e a crítica de televisão e de telenovela ganhava as páginas dos jornais diários, interessa estudar a crítica de televisão e de telenovela praticada nos jornais e revistas nos anos 1970. A televisão, um eletrodoméstico a mais que entrava nas casas e no cotidiano das pessoas e um gênero ficcional, a novela, escrita por novelistas e dramaturgos que migravam do teatro para um meio sem tradição e para uma tela pequena que também entrava nas casas e na vida do povo brasileiro. Um meio de comunicação sem tradição, um gênero que conquistava cada dia o telespectador e uma crítica que por ter a televisão e um tipo de dramaturgia feito para ela, constitui-se como crítica no exercício diário praticado nas páginas dos jornais. Nesse cenário, interessa pensar a crítica no contexto histórico e teórico daqueles anos, e a crítica de telenovela que mesmo não participando diretamente dos debates sobre a crítica e a teoria crítica, era praticada nos jornais, e, apreender como esse exercício diário contribuiu para que o formato telenovela alcançasse o nível em que se encontra e o reconhecimento cultural que lhe é dado. A recuperação das correntes em disputas e das filiações teóricas e filosóficas merece justificativa porque nos coloca questões como: por que e como pensar a televisão, a telenovela e a crítica de telenovela naquele momento histórico? Como pensar o exercício dos críticos da dramaturgia televisiva dos anos 1970? Como abordar o exercício da crítica sobre telenovela produzida nos jornais? É nesse contexto, no exercício dos críticos que escreviam sobre a teledramaturgia televisiva dos anos 1970, no movimento interno da crítica e nas abordagens teóricas sobre o meio e as obras que desejo apreender como construíram suas críticas e contribuíram para o desenvolvimento do formato telenovela, e trazer para essa mesa uma reflexão a mais sobre a crítica e a atividade crítica.

Bibliografia

    BACCEGA, Maria Aparecida. Crítica de televisão: aproximações. In: MARTINS, Maria helena (Org) Outras Críticas, Senac/Itaú Cultural, 2000.
    CANDIDO, Antonio. Textos de Intervenção, apresentação e notas de Vinícius Dantas. São Paulo: Duas Cidades: Editora 34, 2002.
    FERNANDES, Ismael. Telenovela Brasileira. São Paulo: editora Brasiliense, 1987.
    GARCIA, Maria Cecília. Reflexões sobre a crítica teatral nos jornais. Décio de Almeida Prado e o problema da obra artística no jornalismo cultural. São Paulo: Editora Mackenzie, 2004.
    NUNES, Benedito. O tempo na narrativa. São Paulo: Editora Ática, 2000.
    PERRONE-MOISÉS, Leyla. A crítica literária. In: Mutações da literatura no século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
    PRADO, Décio. O teatro brasileiro moderno: 1930-1980. São Paulo: Perspectiva: editora Universidade de São Paulo, 1988.
    SILVEIRA, Helena. O que é teatro? O que é cinema? O que é televisão? Folha de São Paulo 27/09/1971.
    TÁVOLA, Artur da. Existe uma crítica de TV? O Globo, 8/12/

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.