O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Carla Conceição da Silva Paiva (UNEB)

Minicurrículo

    Doutora em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas –
    UNICAMP e Professora Assistente na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, atuando na Graduação em Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Territórios Semiáridos.

Ficha do Trabalho

Título

    O Semiárido nordestino em “Na quadrada das águas perdidas” (2011)

Resumo

    O Semiárido nordestino ou sertão se apresenta como cenário de filmes que impõe uma única visão de mundo sobre o povo nordestino. Contemporaneamente, catalisadas por movimentos sociais e órgãos políticos, novos discursos eclodem, redimensionando o lugar dos sujeitos e das imagens produzidas sobre esses e a natureza, inclusive, no audiovisual local. Face ao exposto, pretendemos analisar a representação dessa região na produção local “Na quadrada das águas perdidas” (2011).

Resumo expandido

    A região do Semiárido nordestino, fincada no imaginário popular e nos meios de comunicação como sertão, especificamente as cidades de Juazeiro e Petrolina, se apresenta como cenário na produção de importantes obras do cinema nacional, como “Deus e o Diabo na terra do sol” (1964) e “Deserto Feliz” (2007). Trata-se de narrativas que utilizaram, como cenário, parte dos espaços rurais e urbanos dessas duas cidades, impondo uma visão de mundo sobre o povo nordestino, reducionista, priorizando signos de nordestinidades como o cangaço, a violência, o vaqueiro, a pobreza etc., influenciado pelo discurso literário pela perspectiva Euclidiana.
    A nordestinidade pode ser entendida como a resultante de diversas identidades sociais nordestinas, ou seja, considerando a diversidade espacial, territorial e cultural do Nordeste brasileiro, é uma imprudência selecionar e esquematizar uma única interpretação sobre a identidade regional do Nordeste. Assim, a identidade regional nordestina veiculada apenas a imagem do sertanejo, como verificamos em pesquisa anterior, se constitui como um reducionismo, um estereótipo inserido na cultura nacional, historicamente construído e mantido, principalmente através da literatura e do cinema.
    Segundo Sylvie Debs (2007), a ficção cinematográfica, no Brasil, tentando responder às demandas de formação da identidade nacional, desenvolveu um papel preponderante na construção do imaginário coletivo sobre o Nordeste, projetando tanto no interior como no exterior do país, mitos ligados ao sertão e ao litoral dessa região. Contemporaneamente, nessa região, catalisadas por movimentos sociais e órgãos políticos, uma nova apresentação geográfica está sendo difundida, no lugar de sertão, surge a denominação Semiárido, delineado, principalmente, pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE e demarcado cartograficamente, como uma parte do Nordeste brasileiro, cujas principais características são as chuvas que ocorrem de modo irregulares no espaço, no tempo e no volume de precipitação, além de uma alta evaporação por falta de plantas e outras coberturas vegetais.
    Assim, o Semiárido vem sendo repensado tanto na perspectiva e valorização de outros elementos da realidade local quanto no reconhecimento da pluralidade e inteireza dos sujeitos que coabitam essa região. No campo da educação, por exemplo, difunde-se a proposição da Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido – ECSAB que defende uma outra dinâmica sociocultural e educativa que seja capaz de redimensionar o lugar dos sujeitos e das imagens produzidas sobre esses e a natureza, focando, sobretudo, nas potencialidades e especificidades desse território, reconhecendo a necessidade de fomentar uma nova possibilidade de construir outras visões de mundo, viabilizando o surgimento de um modelo político, econômico e social alicerçados no bem viver dos povos e na sustentabilidade de seus modos de vida.
    Em paralelo a essas discussões, no audiovisual local, percebemos, a partir do início dos anos 2000, que houve uma proliferação das produções cinematográficas e filmes de média e longa metragens, discutindo questões referentes ao Semiárido e sua população. Face ao exposto, pretendemos analisar a representação dessa região em uma produção local contemporânea, observando se há ou não correspondência com os signos de nordestinidade anteriormente diagnosticados no cinema nacional. Nesse contexto, o filme “Na quadrada das águas perdidas” (2011), dirigido por Wagner Miranda e Marcos Carvalho, despertou nosso interesse por descrever em sua sinopse uma intencionalidade voltada para uma outra forma de representação sobre a região; por ser um monólogo, uma linguagem pouco explorada no cinema; por ter inspiração na música homônima de Elomar Figueira; apresentar um único personagem masculino, Olegário (Matheus Nachtergaele) e ter conquistado quatorze prêmios em alguns festivais de cinema brasileiros.

Bibliografia

    ALBUQUERQUE JÚNIOR, D. M. de. A invenção do Nordeste e outras artes. 2 ed. Recife: FJN, Ed. Massangana; São Paulo: Cortez, 2003.

    DEBS, S. Cinema e literatura no Brasil: os mitos do sertão, emergência de uma identidade nacional. Fortaleza: Interarte, 2007.

    REIS, Edmerson e CARVALHO, Luzineide Dourado (Org.). Educação contextualizada: fundamentos e práticas. Juazeiro: UNEB Campus III; NEPEC/SAB; MTC; CNPq, 2011.

    RESAB, Secretaria Executiva. Educação para a convivência com o semi-árido: reflexões teórico-práticas. Juazeiro: Secretaria Executiva da Rede de Educação do Semi-árido Brasileiro, 2004.

    SÁ, C. P. de. A construção do objeto de pesquisa em Representações Sociais. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1998.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.