O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Ricardo Cardoso Silva (Unicamp)

Minicurrículo

    Servidor da Ancine há 10 anos, na qual foi Coordenador de Suporte Seletivo por 2 anos. Mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e especialista em Regulação da atividade cinematográfica e audiovisual pela UFRJ.

Ficha do Trabalho

Título

    Protagonistas e Figurantes da Política Nacional do Cinema (2001-2016)

Mesa

    POLÍTICAS PÚBLICAS DO AUDIOVISUAL – DESAFIOS

Resumo

    O objetivo é analisar os interesses e estratégias dos principais atores políticos envolvidos no jogo de definição das políticas de fomento e regulação federal do setor cinematográfico e audiovisual brasileiro. O recorte temporal inicia com a institucionalização da Política Nacional do Cinema, ocorrida com a promulgação do novo marco legal do setor – em 2001 – e termina em 2016, ano no qual se completam 15 anos dessa política pública e 50 anos de atuação do Estado, no plano federal, no setor.

Resumo expandido

    O objetivo desta comunicação é analisar os interesses e estratégias dos principais atores políticos envolvidos no jogo de definição das políticas de fomento e regulação federal do setor cinematográfico e audiovisual brasileiro no período 2001-2016. O recorte temporal tem como referência inicial a institucionalização da Política Nacional do Cinema, ocorrida com a promulgação do novo marco legal do setor em 2001, e estabelece como baliza final o ano de 2016, no qual se completam 15 anos dessa política pública e 50 anos de atuação do Estado, no plano federal, no setor cinematográfico. Parte-se da constatação de que, no período em análise, o desenvolvimento do setor cinematográfico e audiovisual no Brasil configurou uma questão de Estado, uma vez que o tema esteve presente na agenda pública, foram formuladas estratégias e foram implementadas políticas específicas e institucionalizadas. Em paralelo, parte-se do pressuposto de que a luta pelo poder de definir a alocação de recursos públicos, entre os grupos sociais interessados, constitui o cerne da formulação das políticas públicas. No tocante à metodologia de pesquisa adotada, a comunicação se assenta em vasta pesquisa bibliográfica. No campo de Análise de Políticas Públicas, recorre principalmente a autores que trataram a questão pelo viés da Economia Política e da perspectiva institucional. Para a caracterização do quadro atual do setor em âmbito global, é utilizada bibliografia internacional especializada; e para o entendimento da realidade brasileira, além de documentos oficiais, são selecionados textos de autores renomados da historiografia do cinema brasileiro e textos específicos sobre a evolução do setor audiovisual. Nesse sentido, utilizando um referencial e instrumental teórico próprio à análise de políticas públicas, a pesquisa contribui para entender um debate que é, ao mesmo tempo, acadêmico e político, especialmente por tratar detalhadamente de um período pouco abordado, qual seja: o período regido pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), marcado pela tentativa de ampliação do papel do Estado na regulação do segmento de TV – que resultou em maior atuação no mercado de TV por assinatura – e pelo financiamento direto à atividade via Fundo Setorial do Audiovisual. A comunicação ganha relevância ao englobar, entre os fatores determinantes da construção e direcionamento da política, distintos elementos estruturantes, tais como: aspectos formais (objetivos, instrumentos), aspectos materiais (custos, financiamento), a influência dos atores (interesses, relação de forças) e a influência das ideias (visão de mundo, narrativa). Note-se que a Política Nacional do Cinema e do Audiovisual redefiniu as instituições (regras formais e informais) que influenciam e são mobilizadas pelos atores relevantes do setor, mas seus impactos só podem ser compreendidos quando contextualizados em cada conjuntura econômica e política. Ao final, argumenta-se que, em vez de estimularem ou fundamentarem um desenvolvimento sustentável desse setor, as políticas executadas mantiveram um desenvolvimento dependente de recursos públicos e da proteção aos grupos mais influentes nesse campo, ainda que contemplando, em menor medida, os demais grupos de interesses.

Bibliografia

    AMANCIO, Tunico. Artes e manhas da Embrafilme. Niterói: EDUFF, 2000.
    AUTRAN, Arthur. O pensamento industrial cinematográfico brasileiro. São Paulo: Hucitec, 2013.
    BERNADET, Jean-Claude. Cinema brasileiro: propostas para uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
    CALIL, Carlos Augusto. Cinema e indústria. In: XAVIER, Ismail. (org.) O cinema no século. Rio de Janeiro, Imago, 1996.
    ESCOREL, Eduardo. Adivinhadores de água – pensando no cinema brasileiro. São Paulo: Cosac Naify, 2005.
    IKEDA, Marcelo. Cinema brasileiro a partir da retomada: aspectos econômicos e políticos. São Paulo: Summus, 2015.
    MARSON, Melina Izar. Cinema e políticas de Estado: da Embrafilme à Ancine. São Paulo: Escrituras; Iniciativa Cultural, 2009.
    PEREIRA. Francelino. O povo do cinema. Brasília: Senado Federal, 2001.
    RAMOS, José Mario Ortiz. Cinema, estado e lutas culturais: anos 50, 60, 70. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
    SIMIS, Anita. Estado e cinema do Brasil. São Paulo: Annablume, 1996.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.