O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Carlos Francisco Pérez Reyna (UFJF)

Minicurrículo

    Professor do departamento de Cinema do Instituto de Artes e Design e do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais (PPGCSO) da Universidade Federal de Juiz de Fora .

Ficha do Trabalho

Título

    Huillca: o ator social e a auto-representação no cinema andino peruano

Seminário

    Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos

Resumo

    São poucas as pesquisas que tem se debruçado para tentar entender sobre as molduras sociais e históricas do cinema andino peruano. Desta vez, tomando como pano de fundo o regime militar de Juan Velasco Alvarado em 1968 levantamos as seguintes questões: de que maneira essa política influência a realização de filmes com temas caros ao mundo andino? E, quem são os atores sociais dos filmes desse tempo?

Resumo expandido

    Saturnino Huillca: o ator social e a auto-representação no cinema andino peruano
    Esta comunicação é a continuidade de uma pesquisa que venho desenvolvendo a respeito do cinema andino no Peru. São poucas as pesquisas que tem se debruçado para tentar entender sobre as molduras sociais e históricas de sua produção. Desta vez, tomando como pano de fundo o regime militar de Juan Velasco Alvarado em 1968 em relação ao cinema, levantamos as seguintes questões: de que maneira essa política influência a realização de filmes com temas caros ao mundo andino? E, quem são os atores sociais dos filmes desse tempo?
    Grosso modo, para responder e entender às questões acima mencionadas resumirei muito brevemente algumas reflexões sobre o cinema andino peruano até os anos 50. Para começar, fortemente arraigado, o primeiro cinema peruano teve apelos propagandísticos, populares e criollos (descendentes de espanhóis nascidos no Peru), seu legado é mínimo. Não existe apoio político nem infra-estrutura para uma incipiente indústria cinematográfica nacional. Em segundo lugar, as pesquisas de autores como Ricardo Bedoya (1995) e Sarah Barrow (2005) nos dizem que na história do cinema no Peru as crises sempre estiveram presentes em sua intermitente existência. E, por último, o centralismo limenho, enquanto regime político e econômico, produz hierarquização tanto do território quanto de suas autoridades. A forma e articulação dessa hierarquização ao país, também se aplica ao cinema peruano. Um exemplo desta última reflexão é a inexistência de produções fílmicas nas regiões geográficas de costa, serra e selva. Para o espectador limenho, o mundo andino se limitava tão somente a cartões postais de Machu Picchu, a fotos etnográficas e danças estilizadas. São estes antecedentes que irão prevalecer até a metade dos anos cinquenta.
    Posteriormente, entre 1955 e 1964 nasce, cresce e se desenvolve um dos movimentos cinematográficos de América do Sul, La Escuela de Cusco (Bedoya, 1995; Carbone, 1993). Seus fundadores realizadores são herdeiros de uma cultura artística e visual indigenista. Inspirados nas correntes ideológicas, identitárias e estéticas que floresceram na cidade de Cusco entre 1920 e 1950: indigenismo, neo-indianismo e neoindigenismo. Segundo Issac León Frias, “ellos inician uma línea de cine documental inédita en el Perú y dan a conocer en la imagen fílmica (…) una parte del Perú que era prácticamente desconocida”. (1998, p.74) Se do ponto de vista antropológico a pretensão desse movimento cinematográfico era produzir pesquisas descritivas etnográficas, sociologicamente é acusado de negligenciar o problema da posse da terra e a transformação da estrutura agrária, quer dizer, suas próprias condições de trabalho. Ao evitar isso furta-se a história social e política de Cusco e dos andes peruanos de maneira geral.
    Esta última afirmação é fundamental para entender o novo ciclo de movimentos rurais nos andes do sul do Peru, pois vemos em cena, tentativas de controle às mobilizações indígenas, sobretudo a reforma agrária promulgada em 1969 pelo regime ditatorial. Nesse cenário surge a imagem do dirigente Saturnino Huillca. Cusquenho, analfabeto e monolíngue quéchua-falante, sem conhecimento teóricos nem paradigmáticos sobre as relações sociais de exploração, fundador dos primeiros sindicatos rurais do sul andino. Então, para entender as perguntas levantadas no início, analisaremos dois dos trabalhos mais significantes que referendam esse ator social nessa conjuntura: Runan Caycu de Nora de Izcue (1973) e Kuntur Wachana de Federico García (1977).

Bibliografia

    BEDOYA, Ricardo. 100 años de cine en el Perú: una historia crítica. 2ª edición, Lima: Universidad de Lima, 1995.
    CARBONE, Giancarlo. El cine en el Perú, 1950-1972: testimonios. Lima: Universidad de Lima, 1993.
    FRÍAS, Issac L. Luis Figueroa y el cine andino, in: Cinémas d’Amérique Latine. Nº 6, Press Universitaires du Mirail, 1998. p. 73-78.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.