O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Marcos César de Paula Soares (USP)

Minicurrículo

    Professor de Literatura Norte-Americana no Departamento de Letras Modernas na Universidade de São Paulo. É autor de “Figurações do falso” (Humanitas, 2014) e inúmeros artigos sobre as relações entre cinema e literatura nos EUA. Atualmente finaliza um livro sobre o trabalho do diretor Robert Altman.

Ficha do Trabalho

Título

    Woody Allen e a crítica de cinema na Trumpland contemporânea

Resumo

    Esta fala pretende fazer tanto uma análise do filme “Café Society” (2016) do cineasta Woody Allen – que será lido como uma tentativa de figurar o clima ideológico de crise aguda do liberalismo norte-americano e de ascensão da era Trump e sua ênfase na “política espetacular” – quanto uma avaliação da produção da crítica sobre o filme. Procurarei refletir sobre os pressupostos teóricos e ideológicos dessas críticas, geralmente negativas, para demonstrar o acerto do diagnóstico do cineasta.

Resumo expandido

    Em Café Society (2016), o diretor norte-americano Woody Allen revisita a década de 1930 para contar a história de Bobby Stern, um jovem judeu do Bronx que, decepcionado com a “decadência” de Hollywood, onde tenta uma carreira na indústria cinematográfica, torna-se gerente de um elegante clube em Manhattan (o Café Society do título). O sucesso do clube se deve ao fato de ele se tornar o centro de encontro da elite da cidade: políticos corruptos, agentes do crime organizado, prostitutas de luxo, trabalhadores do mercado financeiro e simpatizantes fascistas, entre outros. O conjunto é sugestivo de uma ordem contemporânea que ainda está longe de ter sido superada.

    Do ponto de vista das relações intertextuais internas à obra pregressa do cineasta, duas “citações” se evidenciam. A primeira tem a ver com o filme A era do rádio (1987), cujas cenas finais se passam no interior de um “night club” idêntico àquele do filme mais recente. Nesse filme, um dos elementos interpretativos mais eloquentes está na sua trilha sonora, como é comum no trabalho do cineasta: o emprego frequente da canção “September Song”, composta pelo alemão Kurt Weill, nos remete ao musical Knickerbocker Holiday (1938), de Weill e Maxwell Anderson, pesadamente atacado na época de sua estreia pela crítica de esquerda (com a qual os dois artistas mantinham contato estreito) por ter comparado o líder liberal Franklin Roosevelt (ídolo da Frente Popular) a um líder fascista. Em ambos os filmes, como pretendo demonstrar, os clubes onde se passa a ação são ponto a ponto “negativos fotográficos” do notório Café Society, reduto da intelectualidade progressista na Nova York da década de 1930 e imortalizado na história da cidade por ter sido o lugar onde a cantora Billie Holiday tornou famosa a canção “Strange Fruit”, libelo contundente contra os linchamentos de negros comuns no sul do país.

    Já a segunda relação intertextual se aproxima muito mais da Nova York contemporânea: trata-se do filme Celebridades (1998), no qual a protagonista consegue alguns minutos de conversa com Donald Trump (que faz papel de si mesmo) num clube caro da cidade, repleto de celebridades, para uma entrevista televisiva.

    A leitura do filme enfatizará justamente essa confluência entre a crise aguda do liberalismo norte-americano e a ascensão da “política das celebridades”, cujo cenário no filme é uma cidade que, transformada numa série de sets de filmagem, já não se diferencia da artificialidade de Hollywood (como em outros filmes do cineasta como Noivo neurótico, noiva nervosa) e onde as formas de oposição e resistência, como mostram os destinos individuais de cada personagem, se rendem à lógica irresistível do espetáculo e do “salve-se quem puder” que caracteriza o clima ideológico da Trumpland contemporânea – e expandida em termos globais.

    Ao mesmo tempo, o ponto de partida da análise serão textos que críticos contemporâneos nos Estados Unidos escreveram sobre o filme. Procurarei demonstrar que o tom geral das críticas, geralmente negativas, confirma o diagnóstico feito pelo cineasta.

Bibliografia

    ANDERSON, Perry. The new old world. London; New York: Verso, 2009.

    BAILEY, Peter J. The Reluctant Film Art of Woody Allen. Kentucky: The University Press of Kentucky, 2001.

    BJÖRKMAN, Stig. Woody Allen on Woody Allen. New York: Grove Press, 1993.

    COOK, David. Lost Illusions. New York: Scribner, 2000.

    HARVEY, David. A brief history of neoliberalism. Oxford: Oxford University, 2005.

    KING, George. New Hollywood cinema. New York: Columbia University, 2002.

    SOARES, Marcos. “A figura do escritor em Meia-noite em Paris de Woody Allen” in Itinerários, Araraquara, n. 36, p.81-97, jan./jun. 2013.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.