O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    JOSE CLAUDIO SIQUEIRA CASTANHEIRA (UFSC)

Minicurrículo

    Doutor em comunicação pela Universidade Federal Fluminense. É professor e coordenador do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisador nas áreas de música, estudos do som e cinema. É um dos colaboradores no livro Reverberations: The Philosophy, Aesthetics and Politics of Noise (2012), no livro Small Cinemas in Global Markets: Genres, Identities, Narratives (2015), no livro Music/Video: Histories, Aesthetics, Media (2017).

Ficha do Trabalho

Título

    O CINEMA PRESCRITO: SALAS, DISPOSITIVO, EXPERIÊNCIA

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidades e artes da projeção no Brasil

Resumo

    A proposta deste trabalho é pensar o condicionamento técnico do dispositivo cinematográfico como uma via de mão dupla. Em um primeiro momento a “novidade tecnológica” exerce a função de maravilhamento, produzindo efeitos de atração e com uma forte tendência a se sobrepor, em alguns casos, à própria questão narrativa fílmica. O perfeccionismo técnico, contudo, exibe uma outra faceta que é a de tentar exercer controle absoluto sobre o espaço e sobre a experiência do filme.

Resumo expandido

    Kracauer chama os grandes cineteatros da Berlim dos anos 1920 de “palácios da distração”. E complementa: “defini-los simplesmente como cinemas seria depreciativo” (KRACAUER, 2009, p. 343). José Inacio de Melo Souza identifica na construção de cinemas no Brasil, especialmente em São Paulo durante o mesmo período, uma adequação ao modelo dos movies palaces estadunidenses. Salas com grande capacidade e sujeitas ao controle rigoroso das instâncias públicas ajudavam a conformar o que Souza chama de “o cinema dos engenheiros” (SOUZA, 2016). Emily Thompson (2002) trata igualmente da modificação arquitetônica das grandes casas de espetáculo, teatros e estúdios na passagem do século XIX para o século XX por uma perspectiva do rigor técnico quanto às condições espectatoriais. O controle matemático preciso das características do som; o desenvolvimento de novos materiais isolantes e absorventes; a eletrificação generalizada pela qual os grandes centros urbanos estavam passando modificavam não apenas a relação com os espetáculos – entre os quais o cinema se afirmava como um dos mais populares –, mas igualmente geravam uma nova forma de habitar os espaços públicos. A inauguração do Radio City Music Hall (Nova Iorque), em 1932, pode ser apontado como o ápice dos grandes auditórios projetados para fornecer uma experiência única e baseada em premissas técnicas bastante rígidas.
    A proposta deste trabalho é pensar o condicionamento técnico do dispositivo cinematográfico como uma via de mão dupla. Em um primeiro momento a “novidade tecnológica” exerce a função de maravilhamento, produzindo efeitos de atração e com uma forte tendência a se sobrepor, em alguns casos, à própria questão narrativa fílmica. Em casos como no surgimento de modelos de grandes telas e sons em múltiplos canais como o CinemaScope (1953), o Cinerama (1952), o Todd-AO (1956) entre outros, novas demandas cognitivas são impostas ao público, exigindo mesmo uma readaptação e um reposicionamento do público no espaço. O perfeccionismo técnico, contudo, exibe uma outra faceta que é a de tentar exercer controle absoluto sobre esse mesmo espaço e sobre a experiência do filme. O sistema THX (1983), por exemplo, trabalha com um projeto detalhado da arquitetura da sala de projeção e das características técnicas mínimas dos equipamentos certificados de som e de imagem. A partir dos anos 1990, com o crescimento mundial dos multiplexes, a padronização das salas de cinema, muito embora acarretasse uma melhora sensível dos aspectos técnicos, também as destituiu de grande parte do charme e da particularidade de cada uma delas. O cinema torna-se uma espécie de “não-lugar”, como nos dizeres de Marc Augé (2011).
    O embate entre o controle e padronização e as novas formas da experiência cinematográfica é um fenômeno cíclico que assume contornos ainda mais complexos quando incluímos os atualmente populares sistemas de streaming e demais tecnologias digitais. O fortuito, o evanescente e o indescritível acompanham o cinema desde o seu nascimento; a ciência, o previsível e o normativo também. A transformação das salas de cinema ao longo do tempo, bem como de todo o aparato técnico que as reveste, é uma boa medida para avaliar os inúmeros possíveis cinemas com que convivemos ou que deixamos de experimentar.

Bibliografia

    AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução ao uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 2011.
    KRACAUER, Siegfried. O ornamento da massa: ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2009.
    SOUZA, José Inacio de Melo. Salas de cinema e história urbana de São Paulo (1895-1930): O cinema dos engenheiros. São Paulo: Senac, 2016.
    THOMPSON, Emily. The soundscape of modernity: architectural acoustics and the culture of listening in America, 1900-1933. Massachusetts: The MIT Press, 2002.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.