O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Wilton Garcia Sobrinho (Fatec/Uniso)

Minicurrículo

    Pesquisador e artista visual, possui graduação (1992) em Letras pela PUC-SP; Mestrado (1997) e Doutorado (2002) em Comunicação pela ECA-USP; e Pós-Doutorado (2006) em Multimeios pelo IA-UNICAMP. Professor da FATEC-Itaquá/SP e do Mestrado em Comunicação e Cultura da UNISO. Desenvolve pesquisa sobre artes, corpo, cinema, fotografia, homoerotismo e estudos contemporâneos. É autor de Feito aos poucos_anotações de blog (Factash/Hagrado Edições, 2011), entre outros, e membro da Socine desde 1998.

Ficha do Trabalho

Título

    Idiossincrasias da diversidade no filme português O fantasma

Seminário

    Cinemas em português: aproximações – relações

Resumo

    Este trabalho organiza uma leitura crítico-conceitual sobre a diversidade no filme português “O fantasma” (2000, 90 minutos), com direção de João Pedro Rodrigues. Tal escopo mostra idiossincrasias da diversidade em suas variantes pontuais, a inscrever alteridade e diferença – entre corpo, performance e fetiche. Como resultado dessa escrita ensaística, estratégias discursivas privilegiam a produção de conhecimento e subjetividade no campo do cinema atual (Stam, 2003; Waugh, 2000; Nagib, 2012).

Resumo expandido

    O que comporta a cena cinematográfica contemporânea são tendências razoavelmente imprecisas de temáticas complexas. Idiossincrasias da diversidade, no cinema atual, ajuda a equacionar a qualidade inventiva de ver/ler sobre coisas divergentes no mundo. Trata-se de uma inclusão político-cultural que pretende, de algum modo, tentar alargar o jeito de pensar, fazer e/ou assistir um filme hoje.
    O cinema cada vez mais permite o desenvolvimento criativo de diferentes abordagens, como a condição adaptativa das relações humanas. Pensar a respeito da capacidade de tocar metaforicamente o/a espectador/a faz qualquer película tornar-se especial para estimular a sensibilidade da plateia. Reconhecer essas atitudes no discurso cinematográfico seria potencializar a percepção sobre a vida. O papel da ficção entrelaça-se à dinâmica da sociedade em busca da felicidade. É fascinaste a ideia de ser feliz. Por isso, a expressão da felicidade no cinema, então, floresce o encantamento do desejo, sobretudo com a diversidade.
    A constituição do cinema, agora, coloca “novas/outras” manifestações narrativas, temáticas e tecnológicas no contexto fílmico, as quais envolvem questões de atualização e inovação, inclusive com o fluxo da criatividade. Essas manifestações produzem a ampliação no universo cinematográfico, ao abranger os meios audiovisuais na cultura contemporânea. A congruência de desfechos técnicos, estéticos e éticos sinalizam o campo da produção da imagem, ainda mais no cinema atual.
    Nesse sentido, a linguagem (a cultura, a representação e/ou a estética) do cinema atual torna-se transnacional. Observa-se, cada vez mais, valores globalizados que se desdobram nas narrativas atuais, pois tem o interesse globalizante, divergente da situação mais regional e/ou local). Nesse caso, observar o cinema português é fundamental como exemplificação para a nossa realidade cinematográfica brasileira.
    E, disso, surge a inquietação em forma de pergunta: o que caracteriza os produtos audiovisuais como estratégico da diversidade hoje? Ou ainda, como o cinema pode/deve tratar a diversidade?
    Este trabalho organiza uma leitura crítico-conceitual sobre a diversidade no filme português “O fantasma” (2000, 90 minutos), com direção de João Pedro Rodrigues. Tal escopo mostra idiossincrasias da diversidade em suas variantes pontuais, a inscrever alteridade e diferença – entre corpo, performance e fetiche.
    Nesta película, o/a espectador/a testemunha nebulosos caminhos secretos do protagonista Sérgio (Ricardo Meneses). Seus mistérios e segredos pulsam em uma carga intensa de experiência e subjetividade, perante mediações sincréticas de uma narrativa profusa e insólita. Durante a trama, esse personagem vivencia uma experiência insólita (de)marcada de artimanhas.
    Assim, a produção de conhecimento atrela-se à produção de subjetividade, ao estabelecer os estudos contemporâneos. Tais estudos aproximam uma linhagem entre os estudos culturais (Canclini, 2016; Eagleton, 2012; Hall, 2002) e as tecnologias emergentes (Yúdice, 2016). Essa aproximação promove uma atualização de qualquer leitura.
    Já o percurso metodológico, neste estudo, ancora-se em uma leitura crítico-reflexiva com três níveis distintos, porém complementares: observar, descrever e discutir fragmentos dessa narrativa cinematográfica, baseada pelo campo teórico-conceitual dos estudos contemporâneos. Esses níveis arquitetam o modus operandi dessa leitura, a fim de explorar alguns aspectos econômicos, identitários, socioculturais e/ou políticos.
    Como resultado dessa escrita ensaística, estratégias discursivas privilegiam a produção de conhecimento e subjetividade no campo do cinema atual (Stam, 2003; Waugh, 2000; Nagib, 2012). Da dimensão teórico-política, trata-se de um esforço – como desafios da linguagem emergidos na narrativa fílmica – que tangencia quatro tópicos – Da Película; Do Corpo; Da Performance; e Do Fetiche.

Bibliografia

    AREAL, L. Os tabus do cinema português. In: Atas do II encontro anual da AIM. Lisboa, p. 340-35, 2013.
    CANCLINI, N. G. O mundo inteiro como lugar estranho. São Paulo: EdUSP, 2016.
    EAGLETON, T. A morte de Deus na cultura. Rio de Janeiro: Record, 2016.
    GERACE, R. das N. Cinema explícito: representações cinematográficas do sexo. São Paulo: Sesc/Perspectiva, 2016.
    GIANNETTI, E. Trópicos utópicos. São Paulo: Cia das Letras, 2016.
    GUMBRECHT, H. U. Nosso amplo presente: o tempo e a cultura contemporânea. São Paulo: Unesp editora, 2015.
    MURARI, L.; NAGINE, M. (Orgs.) New queer cinema. São Paulo: Caixa Cultural, 2015.
    NAGIB, L. Além da diferença: a mulher no cinema da retomada. Devires, UFMG, 9, 1, p. 14-29, jan./jun, 2012.
    O FANTASMA. Dir. João Pedro Rodrigues. Rosa filmes, Portugal, 2000.
    SANTOS, R. PoÉtica da diferença: um olhar queer. São Paulo: Hagrado, 2014.
    VILLARMEA ÁLVAREZ, I. Mudar de perspetiva: a dimensão transnacional do cinema português contemporâneo. Aniki, vol. 3, n. 1, p. 101-1

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.