O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Alexandre Figueirôa Ferreira (UNICAP)

Minicurrículo

    Doutor em Estudos Cinematográficos e Audiovisuais pela Universidade Paris 3, professor adjunto e coordenador do curso de Especialização em Estudos Cinematográficos da Universidade Católica de Pernambuco. Publicou, entre outros, os livros O Super 8 em Pernambuco; Cinema Pernambucano, uma História em Ciclos; La Vague du Cinema Novo en France, Fut-elle une Invention de la Critique?; Cinema Novo, a Onda do Jovem Cinema e sua Recepção na França; Guel Arraes: um Inventor no Audiovisual Brasileiro.

Ficha do Trabalho

Título

    Fernando Spencer: os primeiros passos de um crítico

Resumo

    O jornalista e cineasta Fernando Spencer foi um dos nomes mais importantes do cinema em Pernambuco e da produção jornalística a ele relacionado. Manteve por 40 anos no Diário de Pernambuco um generoso espaço para noticiar, debater e criticar a produção internacional, brasileira e local. Esse trabalho mostra como, já no início de sua carreira, Spencer implementou nos artigos publicados um amplo olhar sobre a arte cinematográfica, não limitando seus textos apenas ao cinema comercial predominante.

Resumo expandido

    A crítica cinematográfica do Recife vivenciou um renascimento a partir de 1949, ano em que jovens colaboradores e antigos cronistas, estimulados pelo neo-realismo italiano, o cinema hollywoodiano do pós-guerra e as iniciativas da Vera Cruz no Brasil, voltaram à ativa nos jornais locais. Os seis jornais diários passaram a ter pelo menos um crítico regular e no Diario de Pernambuco a página dominical dedicada a arte cinematográfica trazia textos assinados de diversos colaboradores, comentando os filmes em cartaz e discorrendo sobre artistas, diretores e temas ligados ao cinema (ARAÚJO, 1997:15).

    Essa intensa movimentação durou até 1954 e sofreu um certo recuo até o final da década, com os jornais abrindo mais espaço para o colunismo social em detrimento de assuntos culturais. Mesmo assim novos cronistas surgiram, a exemplo de Celso Marconi, Augusto Boudoux e Fernando Spencer; e no início dos anos 1960 a crítica cinematográfica retomou seu dinamismo. Foi nesse contexto que, a partir de 1958, o jornalista Fernando Spencer, além de repórter, passou a colaborar com a página de cinema do Diário de Pernambuco auxiliando o seu titular Augusto Boudoux. Com o afastamento de Boudoux, Spencer passou a ser o principal cronista de cinema do veículo, onde ficaria por mais 40 anos.

    Falecido em 2014, Fernando Spencer (depois também cineasta) é, portanto, um dos nomes mais significativos do audiovisual pernambucano e da produção jornalística a ele relacionado. Principal responsável pela preservação e recuperação da memória do Ciclo do Recife, em sua trajetória teve um papel essencial em diversas frentes no que concerne a produção cinematográfica no Estado. Manteve no Diário de Pernambuco um generoso espaço para noticiar e debater a produção internacional, brasileira e local, sendo um dos principais divulgadores e estimuladores da realização de filmes em super 8 e de curtas-metragens.

    Além disso, manteve durante anos na Rádio Clube de Pernambuco o programa Filmelândia, e na TV Rádio Clube o programa Falando de Cinema; no início da década de 60, foi criador e diretor da Revista da Tela; nos anos 70 e 80, ao lado do jornalista Celso Marconi, foi programador das sessões do Cinema de Arte do Recife; e nas décadas de 80 e 90 foi diretor da Cinemateca da Fundação Joaquim Nabuco. Como cineasta, Spencer foi autor de uma vasta filmografia dedicada sobretudo ao cinema documentário e realizada em 16mm, 35mm e super 8 com filmes reconhecidos e premiados como Valente É o Galo (1974), Adão Foi Feito de Barro (1978), Estrelas de Celulóide (1986), entre outros.

    Esse trabalho é resultado das primeiras investigações empreendidas para a pesquisa em andamento “A produção jornalística e cinematográfica de Fernando Spencer e sua contribuição à cultura pernambucana”, feita em parceria com o Prof. Dr. Claudio Bezerra, cujo objetivo é sistematizar a produção do jornalista e cineasta Fernando Spencer, analisando e interpretando a sua contribuição para o campo da comunicação em Pernambuco em sua dimensão histórica e social. Nele, mostramos como o jornalista, já no início de sua carreira, foi implementando nos artigos publicados um olhar amplo sobre a arte cinematográfica, dando atenção ao cinema comercial predominante, mas também aos filmes e diretores ligados a movimentos como a nouvelle vague francesa; às cinematografias além da norte-americana, a exemplo da italiana e japonesa; e à produção brasileira.

Bibliografia

    ARAUJO, Luciana. A crônica de cinema do Recife nos anos 50. Recife: Fundarpe/CEPE, 1997.

    COMBER, Ida, SILVA, Laura de Barros. A produção cinematográfica pernambucana a partir dos anos 80. Relatório de pesquisa, Universidade Católica de Pernambuco, 1998.

    FIGUEIRÔA Alexandre. O cinema super 8 em Pernambuco. Recife: Edições Fundarpe, 1994.

    __________. Cinema pernambucano: uma história em ciclos. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 2000.

    __________. Revista da Tela: uma experiência de imprensa especializada no Recife. In: Estudos de Cinema Socine, org. Rubens Machado Jr. , Rosana de Lima Soares e Luciana Correa de Araújo. São Paulo: Anna Blume, 2006.

    __________, Alexandre e Bezerra, Cláudio. O documentário em Pernambuco no século XX. Recife: FASA, MXM Gráfica e Editora, 2016.

    MARCONI, Celso. Cinema: uma panorâmica. Recife: Asa, 1986.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.