O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    mariana maciel nepomuceno (UFPE)

Minicurrículo

    Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGCOM/ UFPE). Mestra em Comunicação pela mesma instituição. Formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo também pela UFPE. Tem como interesses de pesquisa barroco, imaginário, ficção televisiva e tragédia.

Ficha do Trabalho

Título

    Mundos em dissolução – tragédia em minisséries brasileiras

Resumo

    A proposta observa a recorrência do trágico nas minisséries dos diretores Luiz Fernando Carvalho e João Luiz Villamarim com a intenção de demarcar tendências na ficção televisiva brasileira. De que maneira essas obras se articulam com a noção grega do trágico? Que diálogos podem estabelecer entre si e com o próprio contexto em que foram exibidas? Apresento alguns apontamentos que possam demarcar aproximações e distanciamentos entre as propostas estéticas e narrativas dos dois diretores.

Resumo expandido

    Este trabalho investiga a articulação da temática da tragédia da transposição de textos literários para as minisséries Dois Irmãos (2017) e Capitu (2008) do diretor Luiz Fernando Carvalho, e Amores Roubados (2014), de João Luiz Villamarim. De que maneira essas obras se articulam com a noção grega do trágico a partir do texto que mantém como referência? Que diálogos podem estabelecer entre si e com o próprio contexto em que foram exibidas? Apresento alguns apontamentos que possam demarcar aproximações e distanciamentos entre as propostas estéticas e narrativas dos dois diretores.
    O que proponho é traçar um olhar investigativo inicial que possa construir paralelos entre as obras dos dois diretores. É também intenção desta proposta problematizar a pertinência do trágico nessas obras evidenciando, por exemplo, a ligação entre o trágico e o barroco em Luiz Fernando Carvalho, num polo, e, em outro, a ligação de Villamarim com o naturalismo, potencializando o infortúnio, além de colocar em relevo a construção da maternidade como parte essencial da tragicidade nos trabalhos dos dois diretores. Acreditamos que essas obras podem trilhar rotas de desobediência da lógica tradicional da teledramaturgia, em favor de um caminho de recriação da força sugestiva, das entrelinhas, dos espaços amplos de significação que o audiovisual potencializa.
    A dissolução de uma ordem estabelecida é o cerne da tragédia desde os gregos. A potência dos mitos gregos abre passagem para que narrativas trágicas que persistem no espaço do simbólico adentrem o campo social seja de maneira dialética (SZONDI, 2004), seja na concepção dramática de estar inserido em um mundo hostil, onde não é desejado estar (STEINER, 2006). Assim é o percurso apresentado em Édipo Rei, segundo a tradição trágica clássica. Essa mesma dicotomia conflituosa entre sujeito e mundo persiste no drama de Jasão, na tragédia Medeia de Eurípedes. Ou na luta do indivíduo com a autoridade dos governantes, como ocorre na Antígona, de Sófocles. A tragédia emerge do páthos, estado que pode ser configurado em dor, em doença, em paixão, em sofrer. Na tragédia, a dor é irreparável, sem solução, jaz naquilo que o sentir tem de desespero sem medida (STEINER, 2006).
    A radicalidade da tragédia está no que ela coincide, pois, com fatos cotidianos que acontecem sobre nós ou que nos impelem a agir de maneira forçada pelas circunstâncias (NUSSBAUM, 2009). Algo que pode, repentinamente, alterar todo o curso de nossas vidas, independente do nosso agir racional e de nossas boas intenções. É neste ponto que, nas obras de João Luiz Villamarim, a intenção de efeito de real contribui para a percepção do trágico. Em Amores Roubados, o capítulo de apresentação antecipa o desfecho trágico causado pela ação desmedida disparada pelo protagonista, em consequência principalmente do envolvimento anterior dele com a mãe da mulher por quem se apaixona.
    Circunscrevendo a obra de Luiz Fernando Carvalho, podemos falar da articulação entre tragédia e barroco. Assim como na tragédia, persiste no barroco a dialética entre o conhecimento e o não saber como fundamentos da ação. Essa oscilação está na posição do narrador em cada uma das minisséries. Bentinho em Capitu e Nael em Dois Irmãos. Ambos se movimentam em torno de algo que não sabem ou sobre o que não possuem certeza. Carvalho contribui para a crítica à estética da ficção televisiva oferecendo uma demarcação de estilo na direção de arte excessiva, uma espécie de revisão da racionalidade moderna – não há contenção para a emoção, não há a rejeição ao melodrama – um posicionamento diametralmente oposto ao de Villamarim.
    Os diretores que compõem o foco desta proposta tomaram histórias já conhecidas pelo público para ser o ponto de partida de novas visualidades na ficção televisiva. A repetição de enredos, aqui, surge também como fonte de criação e de construção de estilo de autor, em afinidade com o que Linda Hutcheon (2013) propõe como sendo parte do prazer do público que experi

Bibliografia

    CASTORIADIS, Cornelius. Figuras do pensável as encruzilhadas do labirinto. Rio de Janeiro: Editora Record, 2004. Vol. VI.
    DURAND, Gilbert. A imaginação simbólica. São Paulo: Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
    HABERMAS, Jürgen. O ocidente dividido. São Paulo: Editora Unesp, 2016.
    HUTCHEON, Linda. Uma teoria da adaptação. Florianópolis: Editora da UFSC, 2013.
    NUSSBAUM, Martha C. A fragilidade da bondade – Fortuna e ética na tragédia e na filosofia grega. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
    SÓFOCLES. A Trilogia Tebana – Édipo Rei, Édipo em Colono, Antígona. Tradução de Mário da Gama Kury. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
    SONTAG, Susan. Diante da dor dos outros. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. Ebook.
    STAM, Robert. A literatura através do cinema: realismo, magia e a arte da adaptação. Ed. UFMG, 2008 .

    _____________. Teoria e prática da adaptação: da fidelidade à intertextualidade. In: Ilha do Desterro, Florianópolis, nº. 51, jul./dez. 2006, p. 19-53.

    STEINER, George.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.