O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Fabiana de Oliveira Assis (FGV)

Minicurrículo

    Fabiana Assis é produtora e pesquisadora de cinema. É diretora da Violeta Filmes, realizadora do festival de documentários brasileiros PirenópolisDoc. Mestranda do programa de Arte e Cultura visual da UFG. Especializou-se em Cinema documentário pela FGV. Atualmente trabalha na finalização do longa-metragem “Real Conquista”, que dirigiu em Goiânia em 2015. Sua pesquisa e produção artística está centrada no documentário brasileiro em 1a pessoa.

Ficha do Trabalho

Título

    Corumbiara: relações entre o documentário, o ensaio e o mundo.

Resumo

    Este trabalho propõe uma reflexão acerca da tendência que avança sobre o cinema documentário brasileiro contemporâneo: a aproximação à forma ensaística. A partir do documentário Corumbiara, de Vicent Carelli (2009), proponho evidenciar as relações estabelecidas entre o filme e o ensaio no cinema, utilizando elementos inseridos nesta obra como a narração em primeira pessoa e o uso de imagens arquivos, elementos esses que a diferenciam de filmes que priorizam o registro como documento.

Resumo expandido

    Ao escrever sobre Martírio (2016), o mais recente filme de Vincent Carelli, Eduardo Escorel aponta para a dificuldade do documentário em conciliar a necessidade de ser uma expressão artística e de cumprir uma função utilitária e diz que em Corumbiara, “Carelli, sem dúvida, realiza essa façanha”. Se essa “façanha” é alcançada por Carelli, acredito que ela se dá justamente pelo fato de que o diretor lança mão de recursos ensaísticos para a constituição da sua obra ao abordar um tema tão duro como a situação dos povos indígenas brasileiro, no caso, os sobreviventes de um massacre produzido por fazendeiros na região do Rio Corumbiara, ao Sul de Rondônia.

    É fato que Corumbiara toca em uma ferida aberta do país e que ainda há muito a se discutir sobre isso. No entanto, interessa aqui a forma como Carelli constroi uma narrativa permeada por inflexões ensaísticas acrescentando camadas de pensamento, fazendo com que o filme esteja assim próximo do que foi definido por Elinaldo Teixeira como um dos aspectos que caracterizam o ensaio fílmico: a sua capacidade tirar do cinema uma função a que este, por muito tempo, esteve assimilado, a do ato de contar histórias.

    Ao alternar a tragédia daquele povo com fatores da sua vida pessoal, o diretor consegue fugir do caráter estritamente politico-ativista que documentários etnográficos podem estar fadados e eleva-o a um outro patamar, o de filmes que vão além do registro como documento, fazendo com o que o espectador se aproxime e se reconheça como parte do problema partilhado no filme através da narração em primeira pessoa do diretor.

    Outro fato que desperta a atenção em Corumbiara e que também se trata de um recurso geralmente utilizado por ensaístas do cinema é a inserção de imagens de arquivo, no caso feitas por Carelli ao longo de sua vida como indigenista. O filme nasce porque imagens foram produzidas anteriormente a favor de uma outra intenção, a de provar para autoridades a existência dos índios naquela região, é como se o diretor descobrisse que apenas mostrar a verdade de que ali extistiam índios não mais bastasse. A necessidade diante da dramacidade que tais imagens mostravam seria outra, a de serem questionadas sobre o seu valor e significado para o mundo.

    Analisar o uso da narração em primeira pessoa e das imagens de arquivo neste filme é o ponto de partida que uso para buscar entender como o documentário no Brasil vem rompendo com a narrativa documental clássica e situando-se no lugar de obra aberta, em que histórias e documentaristas se afetam mutuamente, efeito esse, que exposto na tela irá por sua vez afetar o espectador e a sua forma de refletir sobre o mundo.

Bibliografia

    CORRIGAN, Timothy. O Filme-ensaio. Desde Montaigne e Depois de Marker. Campinas: Papirus, 2011.
    ESCOREL, Eduardo. Martírio – Militância e Arte. Em: . Acesso em: 02 abril 2017.
    LINS, Consuelo; MESQUITA, Cláudia. Filmar o real: sobre o documentário brasileiro contemporâneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
    MACHADO, Arlindo. O Filme-ensaio. Em: . Acesso em: 02 abril 2017
    TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Cinemas “Não Narrativos. Experimental e Documentário – Passagens. São Paulo: Alameda, 2012.
    ________________________ . (org.) O Ensaio no Cinema. Formação de um Quarto Domínio das Imagens na Cultura Audiovisual Contemporânea. São Paulo: Hucitec, 2015.
    ________________________ . (org.) Documentário no Brasil.Tradição e Transformação. 2a edição. São Paulo: Summus, 2006.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.