O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Diego Morais Vieira Franco (UFRJ)

Minicurrículo

    Mestrando na área de Tecnologias da Comunicação e Estéticas, na Faculdade de Comunicação da UFRJ, sob orientação de Consuelo Lins.
    Bacharel em História da Arte pela Escola de Belas Artes da UFRJ, sob orientação de Tadeu Capistrano.
    Curador na Mostra do Filme Livre desde 2016.

Ficha do Trabalho

Título

    Olhar, sentir, curar: o cinema de garagem e a crítica contemporânea

Resumo

    O trabalho pretende esboçar certas características da crítica contemporânea de cinema que nasce da sua relação com a curadoria, a partir dos movimentos que culminaram na realização da mostra Cinema de Garagem, realizada no Rio de Janeiro e em Fortaleza, sob curadoria de Marcelo Ikeda e Dellani Lima.

Resumo expandido

    Qual é o lugar da crítica frente a uma produção mais independente e de baixo orçamento? Provocados por esta problemática, esta pesquisa propõe uma abordagem analítica a partir da Mostra Cinema de Garagem, entrelaçando certos acontecimentos que motivaram o seu desenvolvimento a uma pesquisa bibliográfica e fílmica que ajude a iluminar, de certo modo, o lugar e importância da crítica de cinema quando esta se coaduna a processos curatoriais, em estratégias de promoção de novas estéticas e preservação do audiovisual. Um lugar é criado nas mostras e festivais de cinema onde a significação é construída, mantida e, ocasionalmente, desconstruída. Parte espetáculo, parte evento sócio-histórico, parte serviço de estruturação, elas estabelecem e administram os significados culturais da arte. Apesar da perversidade do mercado cinematográfico, elas resistem e se multiplicam país afora, se configurando como uma janela alternativa de exibição. Nesse contexto, surge a figura do curador-criador, crítico que se coloca em meio a efervescente produção favorecida pelas tecnologias digitais. Com a possibilidade para novos formatos de compartilhamento, exibição e difusão dos filmes, o digital transformou o circuito fechado dos festivais, os quais até o início do século recebiam apenas trabalhos em 35mm.
    Pairando entre os festivais, mostras e o cinema das salas comerciais, a crítica funciona como um lugar de rastreamento de trabalhos, de intenções e desejos (IKEDA, 2011). Como realizador, curador e crítico de cinema, Marcelo Ikeda pôde desenvolver um olhar aguçado para a produção contemporânea, a partir de um complexo devir entre seus ofícios, o que possibilitou entender certas pulsações, inclinações do cinema nacional. Junto com o realizador e curador Dellani Lima, apresentou esses lampejos acerca da cena contemporânea sobre o termo Cinema de Garagem. Mais do que definir algo, a expressão se coloca como ponto de partida para refletir sobre o estado das coisas no cinema brasileiro contemporâneo.
    É sabido que uma política de orientação do olhar é desenvolvida pelos meios de comunicação e a indústria cinematográfica, o que estabelece normas para a manipulação da imagem que, de tão corriqueiras, tornam-se inconscientes. São modelos e fórmulas de entretenimento, filmes com estética televisiva, efeitos espetaculares, roteiros lineares de plena identificação do espectador. Apesar disso, são produzidos no Brasil trabalhos relevantes que, ao invés de fornecer um repouso ao olhar, geram dúvidas, incomodam, inquietam, retiram o observador da sua zona de conforto e os lança em um campo verdejante de indeterminação.
    Não há outro paraíso que não seja os paraísos perdidos e, acreditando nisso, o crítico torna-se eterno andarilho a procura do objeto de desejo inatingível. Talvez a busca seja ela mesma o paraíso criptografado, esse ímpeto que esquenta e move os corpos. Movimento interminável que reflete a descrença na resposta única, arbitrária, no fim dos caminhos: prevalece um labirinto audiovisual sem fim, onde deixar-se perder é buscar no enigma a solução para as contradições que envolvem a vida e o cinema, e que se insinuam como real e única saída a todos. Resistir a certas armadilhas é urgente, acreditando, por exemplo, que seja possível sim existir além dos sistemas que controlam a distribuição do dinheiro estatal ou as salas comerciais de cinema. Que um celular na mão e uma ideia na cabeça pode atravessar barreiras, encontrar subjetividades indescritíveis e despertar um outro modo de olhar. Mas para levantar esse voo é necessário uma crítica capaz de expandir as veias de sensibilidade do espectador-leitor, que muitas vezes é também o realizador. Uma crítica como um exercício que não deve ser arbitrário, limitado a um contato imediatista e superficial com os filmes, mas que precisa ambicionar algo, uma visão de cinema, uma reflexão que se traduza concretamente para o cinema e para o mundo.

Bibliografia

    BAECQUE, A. Cinefilia – invenção de um olhar, história de uma cultura. : Cosac&Naify. São Paulo, 2010.
    IKEDA, Marcelo (org.). Filme livre! curando, pensando e mostrando filmes livres. Editora Vozes. Rio de Janeiro, 2011.
    IKEDA, Marcelo. LIMA, Dellani. Cinema de garagem: Um inventário afetivo sobre o jovem cinema brasileiro do século XXI. Disponível em: .http://www.cinemadegaragem.com/2012/download/catalogo-cinemadegaragem.pdf
    RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível – Estética e Política. Editora 34. Rio de Janeiro, 2009.
    MIGLIORIN, Cezar. Por um cinema pós-industrial: notas para um debate. Disponível em: http://www.revistacinetica.com.br/cinemaposindustrial.htm

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.