ABERTURA

terça-feira, 8 DE NOVEMBRO DE 2022.

LOCAL: CINEMATECA BRASILEIRa

20:00 – Abertura do XXV Encontro da Socine

Homenagem a Ismail Xavier.

Exibição dos curtas Travessia (2017) de Safira Moreira e Rostos familiares, lugares inesperados: Uma diáspora africana global (2018) de Sheila Walker e debate com as realizadoras mediado por Lilian Solá.

Endereço: Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino, São Paulo/SP

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Prezades, de acordo com a decisão de assembleia de possibilitar a leitura e aprovação virtual de atas, comunicamos que a ata da Assembleia SOCINE de 2021 encontra-se publicada em nosso site, dentro da área de associado, para sua consulta e aprovação.

Para acessá-la você pode clicar aqui e fazer login.

Quaisquer comentários ou sugestões podem ser encaminhados para o e-mail socine@socine.org.br até o dia 04/11.

Atenciosamente,

Sancler Ebert
Secretaria SOCINE

Prezades, o XXV Encontro Socine contará com um Espaço Criança: uma sala na qual mães e pais poderão levar suas crianças para alimentá-las/ amamentá-las com privacidade, para troca de roupas e para brincar com seus filhos. A sala contará com poltronas e tapete e o prédio conta com uma copa onde alimentos podem ser esquentados. Importante frisar que, devido a questões legais, não será disponibilizado serviço de cuidadores para as crianças; sendo assim, elas ficarão na sala apenas sob cuidado das mães/ pais e/ou responsáveis e não poderão ficar sozinhas no local.

Esperamos poder avançar cada vez mais no acolhimento a mães e pais pesquisadores.

 

Se você deseja adquirir uma camiseta do XXV Encontro da Socine preencha o formulário.
As camisetas custam 48 reais. O pagamento deve ser feito antecipadamente pelo pix: socine2022@gmail.com e os comprovantes de pagamento anexados ao formulário ou enviados para o email socine2022@gmail.com.
O prazo para o preenchimento do formulário e pagamento das camisetas é dia 28/10/2022. As camisetas serão entregues durante o credenciamento. No formulário você pode conferir os modelos e tamanhos disponíveis.

Captura de Tela 2022-10-21 às 16.53.35 Captura de Tela 2022-10-21 às 16.53.42

site oficial do XXV Encontro SOCINE está no ar e conta com informações sobre inscrição de ouvintesalimentação e hospedagem, e será atualizado ao longo das próximas semanas com detalhes da programação.

O XXV Encontro Socine será realizado de 08 a 11 de novembro de 2022 (presencial) e de 14 a 15 de novembro de 2022 (remoto), na USP, São Paulo.

A programação das sessões de apresentações foi divulgada hoje. A lista completa, com autor e resumo curto, pode ser visualizada aqui. Temos também a visualização geral, em grade, por dia/horário.

Prezades,

Estamos ampliando o recorte temporal dos livros a serem lançados durante o XXV Encontro Socine. Considerando a não realização de encontros presenciais em 2020 e 2021, devido à pandemia, os livros publicados a partir de novembro de 2019 poderão participar do lançamento no dia 09 de novembro, a partir das 18h30, na USP. A venda das obras será feita pela própria Edusp. O prazo para envio da mensagem à Edusp é até 14/10. Segue abaixo o procedimento para os interessados em lançar livros no evento:

Pessoa Jurídica ou Pessoa Física deverá enviar para os emails  pedidos.edusp@gmail.com e mpelozio@usp.br as seguintes informações:
Nome do autor, nome do livro, editora, telefone e email de contato.
Aos cuidados de Adriana de Andrade.

Caso tenham alguma dificuldade, entrem em contato com a Secretaria da Socine pelo email socine@socine.org.br

Comissão Organizadora
XXV SOCINE – USP

Segue abaixo a Chamada para Lançamento de Livros para o XXV Encontro SOCINE:

Prezades,

Estamos recebendo, a partir de hoje até o dia 11/10, os livros para lançamento e venda no XXV Encontro SOCINE (publicados após o XXIV Encontro Socine de 2021). O evento de lançamento será no dia 09 de novembro, a partir das 18h30, na ECA-USP. A venda das obras será feita pela Edusp. Segue abaixo o procedimento para os interessados em lançar livros no evento:

Pessoa Jurídica ou Pessoa Física deverá enviar para os emails  pedidos.edusp@gmail.com e mpelozio@usp.br as seguintes informações:
Nome do autor, nome do livro, editora, telefone e email de contato.
Aos cuidados de Adriana de Andrade.

Caso tenha alguma dificuldade, entre em contato com a Secretaria da Socine pelo email socine@socine.org.br

Comissão Organizadora
XXV SOCINE – USP

O XXV Encontro SOCINE será promovido pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Universidade Anhembi Morumbi e da Cinemateca Brasileira,  entre os dias 08 a 11 de novembro de 2022 (Presencial) e 14 a 15 de novembro de 2022 (Remoto).

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

 

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento da inscrição dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Importante ressaltar que esse é um pagamento diferente do feito anteriormente, relacionado à anuidade. Dessa forma, são dois pagamentos: anuidade (já pago) e inscrição do Encontro (a pagar). Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos. O pagamento da inscrição deverá ser feito pela área do associado, via Paypal.

1º. Prazo: 08 de agosto a 28 de agosto – R$216,00 (profissionais) / R$108,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

2º. Prazo: 29 de agosto a 04 de setembro – R$246,00 (profissionais) / R$123,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

Prazo final: 05 de setembro a 11 de setembro – R$286,00 (profissionais) / R$143,00 (estudantes/profissionais sem vínculo)

IMPORTANTE: Os discentes que solicitaram bolsa de isenção do pagamento do Encontro devem aguardar a divulgação da lista. Os estudantes contemplados terão a isenção cadastrada no perfil diretamente na Área do associado.

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

 

Ficha do Proponente

Proponente

    Geisa Rodrigues (UFF)

Minicurrículo

    Geisa Rodrigues é professora associada do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense. Mestre em Comunicação e Imagem pela Universidade Federal Fluminense e Doutora em Letras pela PUC-Rio. Atualmente coordena o projeto de pesquisas “Laboratório de pesquisas em gênero e raça na mídia e nas artes”, na UFF.

Ficha do Trabalho

Título

    Poéticas e estéticas decoloniais em videoclipes latino-americanos

Seminário

    Cinemas pós-coloniais e periféricos

Formato

    Presencial

Resumo

    Este trabalho busca investigar videoclipes latino-americanos produzidos a partir da segunda década do século XXI que configuram experiências poéticas e estéticas decoloniais com potencial transformador. As estratégias de ocupação destes corpos se dão por meio do uso de diferentes referências estéticas, numa espécie de profanação multifatorial de referências, instaurando um “lócus fraturado” e uma experiência de fronteira em obras audiovisuais com grande capacidade de circulação e disseminação.

Resumo expandido

    Este trabalho busca investigar videoclipes latino-americanos produzidos a partir da segunda década do século XXI que configuram experiências de criação poéticas e estéticas decoloniais com potencial transformador. Para exemplificar alguns dos materiais a serem analisados, trabalhos como o videoclipe brasileiro “Africaniei”,( Majur 2018), o videoclipe convocatório para a Huelga feminista de 2021( Coordinadora Feminista 8M, Chile, 2021), e o videoclipe colombiano “Eso que tu haces” (Lido Pimienta, 2020) compõem o corpus de investigação. Tais obras expõem encontros e fusões em performances que envolvem corpos em cena evidenciados em sua textura e contrastes e que, se tocam, dançam, se pintam, se unem em caminhada, . As estratégias de ocupação destes corpos se dão por meio do uso de diferentes referências estéticas, que circulam da videoarte à linguagem do videoclipe e da propaganda, e às performances caseiras, numa espécie de profanação multifatorial de referências, trabalhando, dessa forma, numa fronteira entre linguagens e experiências que se fundem e se chocam ao mesmo tempo. Maria Lugones, em sua proposta de um pensamento marginal e feminismo decolonial, se baseia no exemplo da leitura de Walter Mignolo sobre a obra de Glória Anzaldúa, sugerindo que uma chave para descolonizar o poder seria buscarmos lócus fraturados de resistência, , “ onde a liminaridade da fronteira é um solo, um espaço, uma fronteira, para usar o temo de Gloria Anzaldúa, não apenas uma fenda, não uma repetição infinita de hierarquias dicotômicas entre espectros do humano desalmados” (LUGONES, 2014, p. 947). A mistura de referências, afetos e corpos nesses materiais visa carregar o espectador para a dimensão de um “lócus fraturado” que ao mesmo tempo desafia sistemas de representação (HALL, 2016) cristalizados. Estas experiências flertam também com o conceito de Amefricanidade, de Lélia Gonzalez, com vistas a unir os povos advindos da África e habitando as américas, para romper com a supremacia do pensamento branco e a ideia de uma superioridade europeia, ou melhor, um ponto de vista europeu, a partir do qual nossas nações (latino-americanas) teriam nascido, ainda que com o toque “apimentado e mestiço” de uma pretensa “democracia racial”, tese duramente criticada por Gonzalez. A amefricanidade pressupõe uma lógica de libertação e combate aos efeitos do imperialismo centrada na voz e na percepção dos oprimidos e não nos opressores. Entendendo que não se faz revolução de “fora pra dentro”, Gonzalez valoriza também saberes muitas vezes relegados a uma inferioridade, como a música, a ginga, a oralidade e os afetos advindos de África. Propõe refutar a exotização e a mitificação da experiência africana e indígena, que acaba distanciando descendentes de sua ancestralidade e amenizando a violência da experiência da escravidão. Partindo desses pressupostos, interpretamos a comunhão de personagens e performances de raças, povos, gêneros, estéticas e vivências periféricas nos vídeos em questão, em sua potência de criar conexões reforçadas, como pontes para uma cosmovisão de atuação política, em oposição a forças opressoras de matriz colonial. Tais experiências refletem efeitos também dos movimentos políticos contemporâneos que eclodiram a partir de 2011, em sua articulação com os espaços de reivindicação que se formaram nas redes e nas ruas. Judith Butler (2017) retoma o tema da performatividade de gênero e da representação ao considerar as articulações políticas e as reivindicações feitas em nome do gênero e do sexo atos performativos nas manifestações de rua contemporâneas (2017, p. 64). Trata-se, também, de uma forma de agir contra a precariedade que envolve os que não têm direitos. Neste sentido, nos vídeos em questão a própria vulnerabilidade colocada em cena pode fazer eclodir ressignificações e rupturas para as minorias sociais evidenciadas em sua potência criadora e transgressora.

Bibliografia

    BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: Notas sobre uma teoria performativa de assembleia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
    GONZALEZ, Lélia.A categoria político- cultural de de Amefricanidade. In Revista Tempo Brasileiro, n. 92/93, 1998.
    HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio: Apicuri, 2016.
    HOOKS, Bell. Olhares Negros: raça e representação. São Paulo: elefante, 2019.
    LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Trad. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, 22(3): setembro-dezembro/2014
    MALDONALDO-TORRES, Nelson . Sobre la colonialidad del ser: contribuciones al desarrollo de un concepto. In: CASTRO-GÓMES, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón. El giro decolonial. Refl exiones para una diversidad epistémica más allá del capitalismo global. Bogotá.
    Siglo del Hombre Editores; Universidad Central; 2007.
    SODRÉ. Muniz. Pensar Nagô. Petrópolis- RJ: Ed.Vozes, 2017.