Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Pedro Peixoto Curi (ESPM Rio)

Minicurrículo

    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense, onde desenvolveu a pesquisa “À margem da convergência: hábitos de consumo de fãs brasileiros de séries de TV estadunidenses”. Possui graduação em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005) e mestrado em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (2010). Pesquisa temas relacionados a audiovisual, cultura dos fãs, cultura jovem e convergência midiática.

Ficha do Trabalho

Título

    O despertar do fã: o papel da sala de cinema no fandom de Star Wars

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil

Resumo

    Prestes a completar quarenta anos, Guerra nas Estrelas encontra nas salas de cinema o ambiente ideal para conquistar novos espectadores, promover o encontro e renovar a fidelidade e o engajamento de gerações de fãs. A partir do lançamento de O Despertar da Força, último filme da saga, este trabalho lança um olhar sobre as práticas de ida ao cinema de fãs brasileiros do universo criado por George Lucas e as estratégias do circuito exibidor, na criação de uma experiência de entretenimento única.

Resumo expandido

    Guerra nas Estrelas é, atualmente, a maior franquia cinematográfica existente, com um enorme número de fãs de todas as idades. Com longos intervalos entre as trilogias de filmes, o universo criado por George Lucas e, hoje, pertencente à Disney, recebe a cada lançamento, uma nova geração de espectadores dedicados. Prestes a completar quarenta anos, o universo criado por George Lucas encontra, nas salas de cinema, o melhor ambiente para conquistar novos espectadores, promover o encontro e renovar a fidelidade e o engajamento de gerações de fãs.
    No final de 2015, chegou aos cinemas o filme mais recente da saga intergaláctica: Star Wars Episódio VII: O Despertar da Força. O título, o primeiro após a compra da franquia pela Disney, era aguardado ansiosamente pelos fãs após a experiência frustrada que muitos espectadores tiveram com os primeiros episódios, lançados entre 1999 e 2005. A expectativa refletiu nos números do filme, que estreou em circuito mundial em 17 de dezembro de 2015, tendo em apenas 5 dias faturamento de 300 milhões nos EUA e mais de 600 milhões ao redor do mundo, tornando-se a maior estreia de todos os tempos. No Brasil, o filme teve 1,9 milhão de espectadores no primeiro fim de semana, como a média de 1.364 espectadores por sala.
    Salas que, principalmente nas sessões de estreia e pré-estreia, estavam cheias de fãs caracterizados como personagens da saga ou vestindo roupas temáticas, empunhando sabres de luz, vendo o filme repetidas vezes e, em algumas redes de exibição, usando os óculos 3D feitos especialmente para o filme ou mesmo com o balde de pipoca no formato de um capacete de StormTrooper, soldado do exército imperial retratado nos filmes. Essas sessões eram verdadeiras experiências, resultado das práticas de ida ao cinema dos fãs e também das estratégias de algumas redes do circuito exibidor.
    Apesar de ter um universo expandido formado por livros, séries para TV e uma série de outros produtos, é na sala de cinema que Guerra nas Estrelas ganha força e conquistas novos espectadores, além de fidelizar e renovar a relação com os antigos.
    A importância desse tipo de experiência fica ainda mais evidente na história que marca a criação so Conselho Jedi do Rio de Janeiro, o CJRJ, grupo de fãs cariocas que se organiza em torno da saga, promovendo eventos, encontros e até mesmo sessões de cinema temáticas.
    Em agosto de 1997, inspirados pelo relançamento da trilogia clássica em sua Edição Especial nos cinemas, como uma preparação para os episódios I, II e III, que haviam sido anunciados, Philippe Maia e Brian Moura se conheceram quando faziam buscas por outros fãs da saga no Rio de Janeiro. Um queria formar um grupo e o outro encontrar algum já em atividade. Nessa busca, encontraram Bruno Campos, com quem criaram o que seria o primeiro grupo de fãs de Guerra nas Estrelas que se tem conhecimento no Brasil.
    A proposta básica do CJRJ era encontrar outros fãs para estabelecer contatos e formar novas amizades, mas uma dificuldade para o trio que, por vezes, pensavam ser os únicos a gostar de Guerra nas Estrelas, era achar outros como eles. Criaram um site e marcaram alguns encontros, porém, foi com a estreia de Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma, em 1999, que esses encontros tornaram mais frequentes, passando a eventos, e depois a convenções.
    Jenkins (1992) e Staiger (2005) apresentam o fandom como um conjunto de práticas sociais que se constroem a partir de um consumo repetitivo, baseado no afeto e na fidelidade a um universo, além da interação com outros fãs no dia-a-dia de seus integrantes, por meio de comunidades organizadas que carregam identidade e regras próprias.
    A partir do lançamento de O Despertar da Força, último filme da saga, este trabalho lança um olhar sobre as práticas de ida ao cinema de fãs brasileiros do universo criado por George Lucas e as estratégias do circuito exibidor, na criação de uma experiência de entretenimento única que acaba por ser fundamental no universo de Guerra nas Estrelas.

Bibliografia

    BAPTISTA, Mauro; MASCARELLO, Fernando(orgs.). Cinema mundial contemporâneo. Campinas, SP: Papirus, 2008.
    BROOKER, Will. Using the force: Creativity, Community and Star Wars Fans. New york: Continuum. 2002.
    JANCOVICH, Mark; FAIRE, Lucy. The place of the audience: cultural geographies of film consumption. London: British Film Institute, 2003.
    JENKINS, Henry. Textual poachers: television fans and participatory culture. New York: Routledge, 1992.
    JENKINS, Henry. Cultura da convergência: São Paulo: Aleph, 2008.
    KLINGER, Barbara. Beyond the Multiplex: cinema, new technologies, and the home. Los Angeles: University of California Press, 2006.
    LEWIS, L. A. (org.). The adoring audience: fan culture and popular media. New York: Routledge, 2001.
    STAIGER, Janet. Perverse Spectators: The Practices of Film Reception. New York: New York University Press, 2000.
    STAIGER, Janet. Media reception studies: New York: New York University Press, 2005.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM