Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Cristiane Scheffer Reque (PUCRS)

Minicurrículo

    Mestranda em Comunicação Social do PPGCOM na PUCRS. Possui graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela UFRGS (1999). Desde 2006 é sócia da Modus Produtora de Imagens, onde atua como produtora, roteirista e diretora em filmes de ficção, séries para TV e documentários. Realiza supervisão técnica de montagem em moviola no curso de graduação TECCINE, da PUC RS. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Cinema, e pesquisa a produção e circulação de filmes brasileiros.

Ficha do Trabalho

Título

    Relação entre diferentes formatos de produção no mercado exibidor

Resumo

    A proposta é analisar o lançamento nos cinemas dos filmes Flores Raras (2013) de Bruno Barreto, e Castanha (2014) de Davi Pretto. O estudo refere-se às questões extrínsecas que circundam as obras, sob a perspectiva do fato cinematográfico (Metz, 1980). Pretende-se observar o contexto do circuito exibidor nas estreias e as estratégias de comercialização. Quanto à recepção, serão considerados dados da ANCINE e do Instituto Datafolha sobre hábitos de consumo no mercado de entretenimento no Brasil.

Resumo expandido

    A proposta é realizar uma análise sobre fenômenos ligados ao lançamento de obras cinematográficas brasileiras recentes, considerando conceitos que Christian Metz traz em Linguagem e Cinema (1980), que diferencia o fato fílmico do fato cinematográfico. Nesse estudo interessa um olhar a partir do fato cinematográfico, englobando fatores adjacentes à obra, considerando o que vem antes, durante – mas fora – e depois do filme.
    Foi proposital a escolha por duas obras totalmente distintas sob o ponto de vista da produção. Flores Raras (2013) foi dirigido pelo cineasta Bruno Barreto, da LC Barreto – Filmes do Equador, produtora carioca na ativa há 55 anos, que realizou o filme com um dos mais altos orçamentos do mercado brasileiro atual. Foram R$ 13 milhões, a maior parte captada via Lei do Audiovisual e Lei Rouanet, e nem a presença do elenco famoso tornou fácil esta obtenção de recursos, segundo o próprio diretor.
    Na outra ponta temos o filme Castanha (2014), primeiro longa metragem de Davi Pretto e da produtora Tokyo filmes, fundada em 2009 por ele e mais três colegas, todos formados no Curso de Produção Audiovisual da PUCRS. Neste caso, o longa obteve R$ 60 mil do Fumproarte, Fundo de apoio da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, e conseguiu ser realizado graças a apoios e parcerias, com equipe mínima em esquema de produção documental – apesar da obra fazer o hibridismo com o gênero ficção. Fato comum é a estreia mundial de ambos no Festival Internacional de Cinema de Berlim. Flores Raras foi mostrado em 2013 na mostra Panorama da 63a. Berlinale, enquanto Castanha estreou na seção Forum, da 64a. edição do evento.
    Como referência são utilizados os estudos de João Guilherme Barone, especialmente as ferramentas do método desenvolvido para observar as relações entre os agentes e as estruturas da indústria audiovisual, partindo da tríade de atividades do núcleo central: produção, distribuição e exibição. Da mesma forma, é estabelecido um diálogo com as análises do pesquisador Pedro Butcher, e ainda as bases de dados sobre bilheteria e comercialização nos cinemas brasileiros como o site Filme B, informações da ANCINE através do OCA, Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, e dados do Instituto de Pesquisas Datafolha de 2012 sobre consumo de entretenimento no Brasil.
    A partir destas bases, proponho refletir sobre o contexto do lançamento de um longa metragem atualmente em cinemas do Brasil, comparando modos radicalmente diferentes de produção e seus resultados de bilheteria. A ideia não é fixar-se somente nos números de ingressos vendidos, mas indagar sobre o que podem nos revelar esses dados. O objetivo é relacionar as estratégias de promoção e comercialização das duas obras, as oportunidades de potencializar a divulgação através da estreia mundial na Berlinale, o contexto do mercado exibidor brasileiro no momento de cada lançamento e, por fim, contrapor estas informações com as possíveis preferências do público consumidor de entretenimento atualmente no Brasil.
    As radicais assimetrias de desempenho dos filmes brasileiros no mercado exibidor, onde a questão mais complexa refere-se à restrição de espaço e tempo das obras nacionais em cartaz, permitem projetar uma expectativa de ampliação do circuito exibidor alternativo, que contemple outro público além daquele que frequenta os multiplexes dos shopping centers, e que dê vazão aos 128 longas produzidos no Brasil em 2015, por exemplo.
    Acrescenta-se uma reflexão final sobre a questão tecnológica, com surgimento dos meios digitais para a veiculação de conteúdos e novos agentes de exibição pela internet e provedores de acesso condicionado, afetando de forma determinante o mercado exibidor tradicional. Além da transformação na produção, com maior diversidade nas maneiras de realizar filmes no formato digital, as formas de consumo do audiovisual também sofrem mudanças radicais, condicionando todo o mercado a repensar sua permanência e quais as estratégias para sobrevivência.

Bibliografia

    BARONE, João Guilherme. Comunicação e Indústria Audiovisual: Cenários Tecnológicos e institucionais do cinema brasileiro na década de 90. Porto Alegre: Editora Sulina, 2009.

    BRITZ, Iafa; BRAGA, Rodrigo Saturnino; DE LUCA, Luiz Gonzaga. Film Business – O Negócio do Cinema. In: DIAS, Adriana; SOUZA, Letícia (org.) Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

    BUTCHER, Pedro. Cinema brasileiro hoje. São Paulo: Publifolha, 2005.

    Filme B. Database mundo. Disponível em: .

    Hábitos de consumo no mercado de entretenimento. Instituto de pesquisas Datafolha. Realizada entre 12 e 19 de maio de 2012. Disponível em: Acesso em: 18 de outubro de 2015.

    Internet movie database. Disponível em:

    METZ, Christian. Linguagem e Cinema. São Paulo: Editora Perspectiva, 1980.

    Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual – OCA. Disponível em: .

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM