Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Scheilla Franca de Souza (UFBA)

Minicurrículo

    Doutoranda em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela UFBA (2013-2017), onde desenvolve projeto sobre a expressão do comum no cinema brasileiro independente com bolsa de pesquisa do CNPQ, orientada pelo Prof. Dr. José Francisco Serafim. Mestre em Letras: linguagens e representações pela UESC (2012). Graduada em Comunicação Social, Rádio e Tv, também pela UESC (2009).

Ficha do Trabalho

Título

    A intimidade nos filmes Estado de Sítio e Ela volta na quinta

Resumo

    O objetivo deste trabalho é discutir a questão da representação a partir da intimidade nos filmes Estado de Sítio (2010) e Ela volta na quinta (2014), ambos os filmes realizados dentro do cenário recente de cinema independente brasileiro.

Resumo expandido

    Nos últimos anos, a cinematografia brasileira está sendo alimentada por, dentre outras tendências, uma série de filmes e discursos que evocam uma relação mais próxima entre vida cotidiana e arte, enaltecendo sempre a questão da importância de partilhar a experiência cinematográfica, criando espaços para realização de um cinema também cotidiano. Percebemos que mais do que um movimento, dada a natural distinção entre as obras e discursos que nasce dentro do contexto do cinema brasileiro dos últimos anos, estamos diante uma tendência estética, que se fortalece não apenas no cinema, mas nas artes, no trabalho e na sociedade como um todo.
    Nada inviabiliza que essa tendência estética se materialize em filmes de grande ou baixo orçamento, de grandes produtoras ou “filmes de autor”. No entanto, acreditamos que filmes com um orçamento e equipes mais reduzidas, sem grandes patrocínios e captação de recursos milionários, onde é notada e evidenciada certa des-hierarquização da produção – como vem acontecendo, sobretudo a explosão dos coletivos audiovisuais – sejam um lugar privilegiado para fazer da intimidade matéria prima do filme, fazendo-a reverberar na sua forma e acrescentar força ao gesto estético da obra.
    Essa renovação, através dessa tendência estética de reaproximação entre vida e arte também pode ser vista como uma prática de cinefilia, pois, em muitos casos há o ideal de fomentar e defender a produção de um determinado tipo de cinema. Amizade e cinefilia são duas questões caras a este contexto de produção, em diversos filmes, pois como bem pontua Oliveira (2014) parece haver para esta geração de cineastas um borrão entre a vida profissional e pessoal, sobretudo com o surgimento de contexto de produção menos hierarquizados, como é o caso dos coletivos. Acreditamos que esse borrão interfere diretamente na forma do filme, por diversos aspectos (desde a escolha dos temas, às performances e corpos em cena, ao corpo audiovisual da obra e o que ele também performatiza).
    Assim, trazemos aqui para a discussão os filmes “Estado de Sítio” (2009) e “Ela volta na quinta” (2014) dois filmes brasileiros desse contexto de produção mais independente e de baixo orçamento – denominado por alguns críticos, realizadores e pesquisadores como Novíssimo Cinema Brasileiro (BRAGANÇA, 2011), Cinema de Garagem (IKEDA e LIMA, 2011) ou Cinema pós-industrial (MIGLIORIN, 2011).
    “Estado de Sítio” (2010) é um filme realizado coletivamente por 8 diretores mineiros, que também atuam no filme. Realizado em conjunto pelas produtoras-coletivo Filmes de Plástico e Sorvete Filmes, a obra coloca sob o mesmo teto os oito amigos sob o pretexto de que o mundo iria acabar. O que fica encenado então é a relação em comum entre eles, confinados em um sítio, convivendo intimamente.
    “Ela volta na quinta” (2014), por sua vez, é um longa-metragem assinado por André Novais, um dos diretores-atores-personagens do Estado de Sítio. Em “Ela volta na quinta”, André faz um filme com seus familiares, em que os atores interpretam a si mesmos.
    Em ambos os filmes trazidos à análise a intimidade se apresenta como importante matéria prima para a obra realizar-se, marcando fortemente sua forma. Uma espécie de gesto autoficcional, conjugado no plural, que move ambos os filmes, pode ser lido como uma manifestação desta intimidade, afinidade e amizade entre os participantes.
    O termo ‘expressão de nós’, que propomos como forma de compreender parte da cinematografia nacional, torna evidentes dois aspectos dessa produção de cinema realizado de maneira (em) comum. Diz respeito inicialmente à compreensão e a constituição da experiência de realização cinematográfica como partilhada, que está presente. Remete ainda à questão que advém normalmente deste primeiro aspecto, que se desdobra, portanto, num segundo: os nós no sentido além da primeira pessoa do plural (em que boa parte dos filmes parece se conjugar), mas laços (nós) entre os gêneros e modos de leitura da obr

Bibliografia

    MIGLIORIN, Cezar. Por um cinema pós-indústrial. 2011. Disponível em: http://www.revistacinetica.com.br/cinemaposindustrial.htm. Acesso em: 09/set./2012.

    NEGRI, Antonio (em entrevista a Giuseppe Coco e Thiado Andrade). O comum: dos afetos à construção de instituições. 2013. Disponível em: http://uninomade.net/tenda/1948/ Acesso em: mai./2015.

    ODIN, Roger. A questão do público: uma abordagem semiopragmática. In. RAMOS, Fernão P. (Org). Teoria Contemporânea de Cinema Vol II: Documentário e Narratividade Ficcional. Editora Senac, SP, 2012.

    VASCONCELOS-OLIVEIRA, Maria Carolina. ‘Novíssimo’ cinema brasileiro: práticas, representações e circuitos de independência. 2014. Tese (Doutorado em Sociologia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: . Acesso em: 2016-05-18.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM