Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Afrânio Mendes Catani (USP)

Minicurrículo

    Afrânio Mendes Catani: mestre, doutor e livre-docente em sociologia (USP). Sócio -fundador da SOCINE, é professor titular na FEUSP e no PROLAM-USP. Pesquisador do CNPq. Autor de A chanchada no cinema brasileiro (1983, com J. I. Melo Sousa); A sombra da outra: a Cinematográfica Maristela e o cinema industrial paulista nos anos 50 (2002); História do Cinema Brasileiro: 4 ensaios (2004) e A revista de cultura Anhembi (1950-62): um projeto elitista para elevar o nível cultural do Brasil (2009).

Ficha do Trabalho

Título

    Vasco Santana: ator, roteirista e comediante português

Seminário

    Cinemas em português: aproximações – relações

Resumo

    Vasco Santana (1898-1958), ator e roteirista português, fez teatro, rádio, tv e cinema, sendo o comediante mais popular do país. Filho de Henrique Santana, diretor e cenógrafo e sobrinho de L. Galhardo, dono de teatros, reinou em sua época: escreveu cerca de 100 obras, dezenas de revistas e atuou em mais de 200 farsas, comédias, revistas e operetas, além de filmes de grande sucesso, como A Canção de Lisboa (1933), O Pai Tirano (1941), O Pátio das Cantigas (1942) e O Costa de África (1954).

Resumo expandido

    Vasco António Rodrigues Santana (1898-1958) ou Vasco Santana , como era conhecido, ator e roteirista português, fez teatro, rádio, televisão e cinema, tornando-se o comediante mais popular do país. Filho de Henrique Santana, diretor e cenógrafo, sobrinho de Luís Galhardo, escritor de teatro ligeiro, jornalista e empresário, dono dos teatros Éden e Avenida, em Lisboa, “nasce rodeado de partituras de músicas para revistas, de desenhos de vestuário, em uma família acomodada economicamente, graças ao avô materno que fez fortuna no Brasil” (Freitas, 2011, p. 758). Desde cedo aprecia literatura, música e a boêmia típica da elite artística da época. Ingressa na Escola de Belas Artes (1916), mas não a conclui, pois ia assistir aos ensaios das obras de seu tio e encenadas pelo pai. Estreia em 25/8/1917, substituindo colega que adoece, fazendo compère (ator que se encarrega de relacionar os distintos quadros da revista portuguesa) em O Beijo. De tanto assistir às encenações, decora as falas. O público e quase toda a crítica gostam de sua atuação, exceto um colunista do Jornal dos Teatros: “o novo compère de ‘O Beijo’ não tirava os olhos do chão. Se calhar perdeu um tostão” (Palma, 2015).
    A partir de então sua carreira engrena, com intensa dedicação às revistas, numa vida agitada em que bebe, fuma, come e namora, tudo em excesso. A estreia profissional deu-se ainda em 1917, no Éden, na peça Ás de Ouros. Aos 22 anos, em 1920, vai em tournée ao Brasil. Quando retorna é contratado para integrar a companhia de operetas de Armando Vasconcelos, com quem trabalha por dez anos, “dando uso à voz afinada que tinha” (Palma, 2015). Voltou da temporada brasileira casado com Arminda Martins, também nascida e criada nos meandros artísticos, filha do maquinista teatral Henrique Martins. O filho de ambos, o primeiro de Vasco (ele teria mais dois, de outras relações), se chamaria Henrique, como os avós, nascendo em 1921. Retornaria ao Brasil em 1925, com Vasconcelos, onde fica vários meses e interpreta 23 peças. Escândalo: apesar de casado e com um filho, se casa com a atriz Aldina de Souza, com quem tem seu segundo filho, José Manuel. Fica viúvo de Aldina e se casa pela terceira vez, com Mirita Casimiro, também atriz e rival de Beatriz Costa. A relação pouco durou; entretanto, continuou a namorar com intensidade.
    A partir de início dos anos 30 faz teatro e, também, cinema, embora tenha debutado na tela grande em 1929, com A Menina Endiabrada (Erich Schonfelder), produção alemã, com cenas rodadas em Portugal dirigidas por António Lopes Ribeiro. Trabalha com os maiores autores e diretores portugueses de seu tempo, escrevendo mais de 100 obras, adaptando comédias de grande êxito, atuando em cerca de 200 farsas, comédias, revistas e operetas, bem como realizando incursões esporádicas no teatro dramático. Faz, igualmente com sucesso, rádio e televisão, protagonizando comédias que se tornaram referência na história destes meios de comunicação.
    Trabalha em Lisboa, Crônica Anedótica (1930, Leitão de Barros) e em A Canção de Lisboa (1933, Cotinelli Telmo). A partir daí, escreve também para cinema, participando na criação de argumentos e diálogos de vários filmes, como Maria Papoila (1937, Leitão de Barros), e em outros que atua – O Pai Tirano (1941, António Lopes Ribeiro), O Pátio das Cantigas (1942, Francisco Ribeiro) e O Costa de África (1954, João Mendes). Com Manoel de Oliveira faz textos e a locução de Famalicão (1940). Prossegue como ator em Camões (1946, Leitão de Barros), Fado, História de Uma Cantadeira (1947, Perdigão Queiroga), Não Há Rapazes Maus (1948, E. Maroto), Ribatejo (1949, Henrique Campos), O Comissário de Polícia (1952, Constantino Esteves), Eram Duzentos Irmãos (1952, Armando Vieira Pinto) e O Dinheiro dos Pobres (1956, Artur Semedo). Sócio de dois times de futebol rivais, Benfica e Sporting, quando de sua morte O Século escreveu que desaparecia “o homem que durante 40 anos fez os portugueses rirem mais” (Freitas, 2011, p. 759).

Bibliografia

    COSTA, B. Quando os Vascos não eram Santanas…e Não Só. Lisboa: Europa-América, 1977.
    COSTA, H.A. Breve História do Cinema Português: 1962-88. Lisboa: Caminho, 1989.
    COSTA, J. B. O Cinema Português nunca existiu. Lisboa: Clube do Colecionador/CTT, 1996.
    COUTINHO e COSTA, J. ; COSTA, J. M. (coords.). A Comédia Clássica Portuguesa. A Coruña: CGAI/Xunta de Galicia/Cinemateca Portuguesa, 1994.
    FREITAS, M. de. Santana, Vasco. In; CASARES RODICIO, E. (Editor y Coordinador). Diccionario del Cine Iberoamericano: España, Portugal y América. Madrid: SGAE/Fundación Autor, v. 7, 2011, p. 758-9.
    GARCIA, A. O Actor Vasco Santana. Lisboa: Hora que Passa, 1958.
    PALMA, T. Vasco Santana. Bem Amado, mulherengo e boêmio. In: OBSERVADOR.pt/.Acesso: 06.05.2016.
    PINA, L. História do Cinema Português. Lisboa: Europa-América, 1986.
    REIS, P. Vasco Santana – o Bem Amado. Lisboa: Dom Quixote

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM