Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    Débora Chabes dos Santos (Estácio)

Minicurrículo

    Mestre em Comunicação Contemporânea pela Universidade Anhembi Morumbi – UAM, possui graduação em Direito pela Universidade Paulista – UNIP, e pós graduação lato sensu em Didática e Metodologia no Ensino Superior pela Universidade Fizo – Anhanguera. Atualmente é professora universitária nas Faculdades Estácio – FNC e Faculdade Campos Elíseos, é aluna ouvinte do Programa de Doutorado em Ciência da Religião da PUC/SP.

Ficha do Trabalho

Título

    Doze homens e uma sentença: Uma obra dois olhares

Resumo

    O presente trabalho propõe analisar e comparar o filme Twelve Angry Men, filmado em dois momentos, dirigidos pelos cineastas Sidney Lumet e William Friedkin, cujos trabalhos foram realizados para meios de veiculação distintos. O artigo promove um comparativo acerca dos movimentos sociais que influenciaram a sociedade estadunidense, ao longo dos quarenta anos que separam a obra realizada para o Cinema e seu Remake para a televisão, que permitiram dois olhares diante a mesma narrativa.

Resumo expandido

    A obra ‘Twelve Angry Men’ (Doze Homens e uma Sentença), foi baseada numa peça teatral de Reginald Rose, e narra à história de doze jurados que precisam decidir sobre a inocência de um jovem hispânico acusado de matar o próprio pai. A narrativa foi criada para um teleteatro da CBS americana em 1954, tomando grande projeção quando filmado por Sidney Lumet, estreante como diretor de cinema em 1957.
    O presente artigo visa analisar, discutir e comparar as produções que se deram entre 1957 e 1997, observados em meio de movimentos sociais bastantes relevantes, que separam o filme de seu remake, criando assim referências distintas, porém únicas, sem deixarem a essência da característica da narrativa que torna possível esta observação.

    A breve contextualização do cenário histórico hollywoodiano a partir 1950 é importante, pois foi marcada pela censura ‘anticomunista’ que ensejaram em perseguições precedidas por punições infundadas pelo Comitê de Atividade Anticomunista, liderado pelo Senador Joseph McCarthy, fatos que caminharam em conjunto com o surgimento e popularização da televisão do qual levou o público das salas de cinema para suas próprias salas de estar (residenciais).
    A vigência do Código Hays, que normatizava em uma espécie de código de conduta do Cinema, também faz parte da contextualização histórico da primeira obra analisada, o que impossibilitava a inserção de negros e mulheres em determinados papeis que exigiam maior responsabilidade de moral e ética, discutidos pela narrativa, sendo certos que os filmes de julgamento hollywoodianos pouco conflitaram em tese com tais preceitos.
    Em meados dos anos 60 revoga-se o Código Hays, bem como os proclames de atividade antiamericana também caem por terra, dando uma abertura ainda maior para a liberdade de expressão dos cineastas.

    Quarenta anos se passaram, e a sociedade estadunidense havia superado a era macarthista; assistido aos Movimentos dos Direitos Civis dos negros e minorias, liderado por Martin Luther King (negro ativista político e ganhador de prêmio Nobel em 1964), ao Movimento Feminista Imelda Whelehan (embrião do feminismo pela conquista dos Direitos Civis da Mulher estadunidense); superado Guerra Fria; e intensificado maiores tensões contra o Oriente Médio, quando que em meados de 1997 estreou o remake em forma seriada para TV ‘Twelve Angry Men’ (Doze homens e uma sentença), dirigido por William Friedkin.
    Após tantas mudanças na sociedade, são nítidas as diferenças que compõe o mesmo enredo, porém verificamos uma repaginação que atualiza a narrativa para década de 90, restando claro que embora tratem da mesma narrativa, as obras objetos deste artigo, claramente foram influenciadas pelas sociedades das quais foram criadas e recriadas, tornando-as sempre contemporâneas a sociedade.

    Ante tantas mudanças advindas de momentos históricos entre o filme e seu remake, fica possível a comparação tornando seus principais aspectos mais evidentes quando verificamos a inserção de negros e mulheres na trama, observados em funções de bastante reponsabilidade, posto que o juiz apresentado no filme, torna-se uma juíza, mulher, no seu remake, bem como o moderador da mesa de jurados passa a ser homem negro, de aparência bastante responsável, que para a surpresa, dos estudiosos do Código Rays, não é o único negro que compõe a mesa de jurados. O réu na obra para o cinema tem traços mais idênticos aos porto-riquenhos quando que para o remake os traços do réu mesclam-se como de origem mexicana e árabe.
    Estes apontamentos, só foram possíveis diante influência que dos movimentos sociais detiveram sobre a sociedade estadunidense, quais ensejam em analises sobre os alicerces que esta sociedade construiu no século XX e suas principais características hoje, governada por um chefe de governo um afrodescendente, situação inimaginável na época do Senador Joseph McCarthy, momento da estreia da obra no Cinema.

Bibliografia

    BORDWELL, D. Figuras traçadas na luz: A Encenação no cinema, Tradução: Maria Luiza Machado Jatobá – ed. Papirus – Campinas – SP., 2008.
    BUSCOMBE, E. (2005). A ideia de gênero no cinema americano. In: RAMOS, F. (org.) Teoria Contemporânea do Cinema. Documentário e Narrativa Ficcional (Vol. II). São Paulo: Ed. Senac.
    CHABES, D. Os filmes de julgamento hollywoodianos: uma questão de gênero cinematográfico. Dissertação (Mestrado) – Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2012.
    JULLIER, L. e MARIE, M. (2009). Lendo as Imagens do Cinema. São Paulo: Senac São Paulo.
    LUMET, S. Making Movies, Tradução: Luiz Orlando Lemos – ed. Rocco – Rio de Janeiro – 1998.
    RAMOS, F. P. Teoria Contemporânea do Cinema. Documentário e narrativa ficcional. Vol II, São Paulo, ed. Senac., 2005.
    SCHVARZMAN, S. (1999). O Elogio da Delação. Cinemais. Revista de Cinema e outras questões audiovisuais.
    WHITFIELD, J. (1996). The Culture of the Cold War. Baltimore/ London: The Johns Hopkins University Press.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM