Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

Ficha do Proponente

Proponente

    KATE VIVIANNE ALCANTARA SARAIVA (UFPE)

Minicurrículo

    Arquiteta e Urbanista, formada pela Universidade Federal de Pernambuco (2002), com o trabalho intitulado “Cinemas do Recife – morfologia de edifícios e salas de exibição cinematográfica”, que recebeu Menção Honrosa no Concurso Nacional de Trabalhos Finais de Graduação – Ópera Prima 2003, realizado pelo IAB e Revista Projeto Design. Tem pós-graduação em Sustentabilidade Urbana – ESUDA (2012) e Mestrado (em andamento) no Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano – MDU / UFPE.

Ficha do Trabalho

Título

    Cinemas do Recife – morfologia de edifícios e salas de exibição

Seminário

    Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil

Resumo

    O Recife tem uma importância na historiografia cinematográfica brasileira, tanto na atualidade como já teve em outros ciclos do cinema na cidade. A intensa produção e a aceitação do público contribuíram com o processo de multiplicação dos espaços para exibição na cidade, até as décadas de 60 e 70 do século XX. A partir da década de 80, entretanto, o número de cinemas no meio urbano sofre um decréscimo, edifícios de cinema são demolidos ou adaptados para novos usos e os cinemas ressurgem nos shoppings centers, seguindo o modelo de padronização do sistema multiplex. As transformações do tipo levaram ao interesse pela investigação, estudando cerca de 60 casos de cinemas, morfologicamente, estabelecendo tipos e construindo um panorama das transformações urbanas e arquitetônicas que giram em torno dos cinemas.

Resumo expandido

    A cidade do Recife já considerada a Hollywood do Brasil, na década de 20 do século XX, segundo Rezende (1992, p. 118). Esta condição iniciou um fenômeno de multiplicação dos espaços para exibição cinematográfica na cidade. Do início do século XX aos dias atuais, estes espaços passaram por transformações que vão desde a inserção em casas de diversões e teatros, às adaptações em sobrados coloniais, à construção do edifício específico para cinema e a inclusão dos cinemas em edifícios com outros usos. Houve um auge desse fenômeno entre as décadas de 20 e 60, um decréscimo do número de cinemas entre 70 e 90 (quase todos os edifícios foram demolidos ou adaptados para usos como igrejas evangélicas, bingos, galpões, supermercados ou bancos), e um renascimento no final da década de 90, com a expansão dos shopping centers e o sistema multiplex. Estes, entretanto, não foram acontecimentos ou tendências apenas locais. Em diversas cidades brasileiras e de países estrangeiros ocorreu movimento semelhante, com a demolição ou adaptação dos cinemas para novos usos, descaracterizando-os parcialmente ou integralmente. São poucos os exemplares de cinemas que foram preservados. Novos edifícios para cinema não foram construídos no meio urbano, a partir da década de 80 do século XX, na cidade do Recife, e o que predomina hoje é o sistema multiplex ou cinemas de shopping. Os únicos exemplares sobreviventes de cinemas de rua são o Cinema São Luiz, um cinema-palácio, que resistiu devido a mobilização da sociedade, da classe artística, e produtores locais, em prol da preservação do cinema, sendo tombado pelo Governo do Estado em 2009, o Cineteatro Apolo que funciona a duras penas e o Cineteatro do Parque, fechado para reforma há 5 anos. Esse decréscimo do número de cinemas nas cidades e as mudanças na concepção projetual das salas levaram ao interesse pela investigação do tipo. Foram analisados cerca de 60 cinemas, seguindo uma ordem cronológica e baseando-se em categorias como implantação, formas de planta, sistemas e materiais construtivos e fachadas. No final, foram identificados grupos ou tipos como: as primeiras adaptações em sobrados; os cinemas-jardim ou cineteatros-jardim; os edifícios-cinema; os cinemas em edifícios de uso misto, comerciais ou institucionais; e os cinemas com salas conjugadas. Nas primeiras adaptações, o formato retangular e alongado da planta indica que não havia boa visibilidade e inteligibilidade sonora, o que pode explicar a divisão das salas em 1a. e 2a. classe, também indicadores da segregação social. As tendências modernistas surgem a partir da década de 30, com a construção dos edifícios específicos para cinema, a introdução do ferro e do concreto nas estruturas, balcões e marquises, a simplificação e geometrização de elementos decorativos, escalonamentos das platibandas, indicando o estilo Art Deco, e o volume da cabine em destaque nas fachadas. Entretanto, é a partir da década de 40 que surgem soluções com maior liberdade plástica e estrutural, grandes vãos sem colunas no meio das salas, sistemas para aeração e condicionamento de ar, plantas assimétricas ou do tipo leque, parabólica ou trapezoidal, decorrentes dos estudos de visibilidade e acústica, além de disposição diferenciada das poltronas, isolamento das salas por meio de paredes duplas, utilização de materiais absorventes e maior valorização dos espaços de chegada e espera. No sistema multiplex, as salas voltam a ter formatos retangulares (desaparecem as formas em leque, parabólica ou trapezoidal), ocupando os espaços com o maior número de salas possível, e a preocupação é mais em enfatizar os filmes por meio de telas largas e boa sonorização, que valorizá-las esteticamente ou arquitetonicamente, seguindo um modelo de padronização. Por fim, a cidade perdeu a condição simbólica dos edifícios de cinema no seu meio urbano; e os cinemas, a forma de edifício, com aspectos plásticos e estéticos diferenciados.

Bibliografia

    ANELLI, Renato; GUERRA, Abílio. Rino Levi arquitetura e cidade. 1a. edição. São Paulo, 2001.
    CONDE, Luiz Paulo Fernandez; ALMADA, Mauro. Panorama do Art Déco na arquitetura e no Urbanismo. In: Guia da arquitetura Art Déco no Rio de Janeiro, 1997.
    DUARTE, Eduardo. Sob a luz de um projetor imaginário. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2000.
    FIGUEIRÔA, Alexandre. Cinema Pernambucano: uma história em ciclos. Coleção Malungo, v. 2. Recife: Fundação de Cultura da Cidade do Recife, 2000.
    MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas e pós-cinemas. Campinas, SP: Papirus, 1997.
    MAENZ, P. Art deco: 1920-1940. Formas entre dos guerras. Barcelona: G. Gili, 1974.
    REZENDE, Antônio Paulo Moraes. (Des) encantos Modernos: Histórias da Cidade do Recife na Década de Vinte. São Paulo, 1992. Tese (Doutourado) Faculdade de Filosofia, Letras e de Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
    SIMÕES, Inimá Ferreira. Salas de cinema em São Paulo. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura, 1990.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM