Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Chamada de trabalhos – SOCINE 2017
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Nota da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual em defesa da UERJ
A diretoria da SOCINE expressa sua indignação e extrema preocupação com a situação que o governo do estado Rio de Janeiro vem impondo a uma das mais importantes universidades do país, a UERJ.
Especificamente em nossa área de atuação, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro tem contribuído de forma intensa e significativa desde muito antes de nossa criação, há 20 anos. As pesquisas na área de cinema e audiovisual realizadas nessa universidade são anualmente apresentadas em nossos encontros e representam o que de melhor se faz no país. Em 2016 foram 13 pesquisas diferentes apresentadas em apenas um encontro.
A situação que hoje é imposta a essa universidade, com especulações sobre privatizações, é contrária a tudo que é desejável para o desenvolvimento da pesquisa, da formação e do país como um todo.
Nos solidarizamos e nos colocamos à disposição na luta pelo ensino de qualidade e gratuito travado hoje pelos docentes, pesquisadores, técnicos-administrativos e estudantes da UERJ. Mais do que um ataque à uma universidade de um estado, trata-se de um ataque à democracia no país.
Diretoria da Socine
Cezar Migliorin
Alessandra Brandão
Roberta Veiga
Suzana Reck Miranda
Chamada para os anais de textos completos do XX Encontro SOCINE

Estamos preparando a publicação dos anais do XX Encontro SOCINE, este ano realizado de 18 a 21 de outubro na UTP, em Curitiba. Os resumos de todos os trabalhos aprovados serão incluídos nos anais digitais, publicados em nosso site. Já para publicação dos textos completos, convidamos a todos os participantes do encontro que enviem seus textos, de acordo com as normas de publicação, até as 23h59min do dia 4 de dezembro de 2016, exclusivamente para o e-mail anais@socine.org.br.
Esclarecemos que textos fora das normas não serão publicados e não haverá nova chamada para correção ou adequação e que apenas trabalhos efetivamente apresentados podem ser enviados.
Lembramos que o envio não é obrigatório, mas conta pontos no sistema CAPES, e não impossibilita a publicação do artigo em outros periódicos desde que sejam feitas alterações.
Todos os envios terão confirmação de recebimento. Caso não receba a confirmação, entre em contato com a secretaria através do e-mail socine@socine.org.br. Após o prazo final, não aceitaremos mais pedidos de inclusão de trabalho.
A publicação está prevista para fevereiro de 2017 e contará com número de registro (ISBN).
Socine – em defesa da Cinemateca Brasileira

Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini
Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero
Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer
Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.
A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.
O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.
A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.
Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.
Trabalhos Aprovados 2016
Ficha do Proponente
Proponente
- Vladimir Lacerda Santafé (UFRJ)
Minicurrículo
- Foi docente na UNEMAT no curso de Jornalismo, ministrando Teoria da Comunicação, Antropologia da Comunicação, dentre outras matérias, e na UFRRJ no curso de Educação, ministrando Filosofia da Educação; também exerceu a docência no Colégio Pedro II em Filosofia. Além disso, é realizador audiovisual e escritor. Atualmente é doutorando em Comunicação e Cultura na UFRJ.
Ficha do Trabalho
Título
- BIOPODER E CINEMA: DEVIR-ANIMAL, BIOPOLÍTICA E ALIANÇA DEMONÍACA
Resumo
- Em nossa comunicação, analisaremos a potência dos pobres e seu devir-animal e minoritário em “Pocilga”, de Pier Paolo Pasolini e “O Dragão da Maldade”, de Glauber Rocha e, para isso, recorreremos às metafísicas canibais de Eduardo Viveiros de Castro , no sentido de contrapor às “filiações celestiais” do aparato estatal e seu sujeito normativo a “aliança demoníaca” que os autores expressam. Com isso, pretendemos aprofundar a relação entre a animalidade e a humanidade do homem em relação ao ser vivente seguindo as pegadas de Agamben em “O aberto – O animal e o homem” , a partir das tensões produzidas pela máquina antropológica, relacionando-a à hipótese bergsoniana de uma evolução criativa e ao conceito deleuzo-guattariano de devir, questões que ecoam na nova ontologia social que surge com o trabalho imaterial no capitalismo pós-fordista, base da produção de subjetividade na contemporaneidade, e da realização de um poder constituinte na figura paradigmática da pobreza.
Resumo expandido
- Em nosso trabalho, pretendemos delimitar a relação entre a animalidade e a humanidade do homem em relação ao ser vivente seguindo as pegadas de Agamben em “O aberto – O animal e o homem” , revolvendo as características da abertura que concerne àquilo que separa o homem do animal e da pedra , a partir das tensões produzidas pela máquina antropológica, onde a cisão entre o homem e o animal passa por dentro do próprio homem, em que “o aberto não é outra coisa senão uma imobilização do não aberto do animal” , estabelecendo o conflito político decisivo do nosso tempo – a bíos política. Em seguida, no intuito de ampliar e problematizar essa questão, trabalharemos a teoria evolutiva de Bergson em “Evolução Criadora” , onde a “verdadeira natureza da vida” é desvelada para além da inteligência pura representada pela lógica formal que confunde o efeito com a causa, a parte com o todo que o envolve, tal qual um seixo que “deixado na praia desenha a forma da onda que o trouxe” , quem pode, pergunta Bergson, dizer onde começa e onde termina a individualidade, pois “empurramos o vivo para dentro de nossos quadros (mentais), mas todos os quadros estouram… São estreitos demais, sobretudo, rígidos demais para aquilo que gostaríamos de colocar neles” . A vida, no entanto, opera de maneira inusitada, irredutível a si mesma, e o pensamento, por sua vez, ao invés de esquadrinhar seus limites, deve incorporá-la. As teorias evolucionistas tradicionais estão presas ao mecanicismo causal que só consegue tratar dos sólidos, da matéria bruta, dos movimentos engendrados pelo funcionamento orgânico dos corpos e da relação entre eles, uma “representação necessariamente artificial e simbólica” da atividade vital, prescindindo de toda a potência virtual que a envolve. Ao retomar a questão do vivente e suas porções “animais” e “humanas”, nos deparamos com o conceito de devir em Deleuze e Guattari, uma liberação do virtual nas relações contra-natura entre homens e animais, indivíduos, coletivos e potências minoritárias que emanam da mulher, da criança e do imperceptível, aprofundando seus traços intensivos a partir da análise da produção biopolítica dos sujeitos na atualidade, um devir-animal que não se confunde com o homo-sacer – matável e insacrificável – de Agamben, um devir-molecular que se prolifera nas redes de captura do biopoder, mas também as liberta em suas múltiplas conexões, sendo, ele próprio, constituinte de uma biopolítica (pela e para a vida) – a infraestrutura de uma literatura ou política menor: “Uma literatura menor não é a de uma língua menor, mas antes a que uma minoria faz em uma língua maior” . Ao final de nosso trabalho, trataremos da nova ontologia social que surge com o trabalho imaterial no capitalismo pós-fordista, base da produção de subjetividade na contemporaneidade, delineando sua forma multitudinária e as possibilidades de realização de um poder constituinte a partir da análise da potência dos pobres e de seu devir-animal e minoritário em “Pocilga”, de Pier Paolo Pasolini e “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, de Glauber Rocha e, para isso, recorreremos às metafísicas canibais de Eduardo Viveiros de Castro , no sentido de contrapor às “filiações celestiais” do aparato estatal e seu sujeito normativo gerido pela administração disciplinar a “aliança demoníaca” do devir.
Bibliografia
- AGAMBEN, Giorgio. O Aberto – O homem e o animal. Trad. de MENDES, Pedro. In Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013.
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer – O poder soberano e a vida nua I. Trad. de BURIGO, Henrique. In Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
BERGSON, Henri. A Evolução Criadora. Trad. de NETO, Bento Prado. In São Paulo: Martins Fontes, 2005.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia (Vol. 4). Trad. Coordenada por OLIVEIRA, Ana Lúcia de. In Rio de Janeiro: 34, 1999.
DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix. Kafka: por uma literatura menor. Trad. DA SILVA, Cíntia Vieira. In São Paulo: Autêntica Editora, 2014.
NEGRI, Antonio. 5 Lições Sobre Império. Trad. ALBA, Olmi. In Rio de Janeiro: DP & A, 2003.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas Canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. In São Paulo: Cosac Naify, 2015.
Trabalhos aprovados para o XX Encontro SOCINE – UTP – 2016
O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
- SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
- TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Membros da SOCINE no Prêmio Compós
Prezados membros da Socine,
Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.
Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.
Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.
Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!
O resultado
Melhor Tese 2016: Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”
Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga
Orientador: André Brasil (UFMG)
Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)
Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno
Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr
Orientador: Ismail Xavier (USP)
Melhor Dissertação 2016:
Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT
Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)
Orientador: Cássio Tomaim (UFSM)
Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina
Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos
Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)
Seminários aprovados para o biênio 2015-2017
São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:
- Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
- Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
- Cinema e educação;
- Cinema e literatura, palavra e imagem;
- Cinema Queer e Feminista;
- Cinemas em português: aproximações – relações;
- Corpo, gesto, performance e mise en scène;
- Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
- Interseções Cinema e Arte;
- O comum e o cinema;
- Teoria dos Cineastas;
- Teoria e Estética do Som no Audiovisual.
A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.