Prezado Secretário do Audiovisual – interino, Sr. Alfredo Bertini

Prezado Ministro da Cultura – interino, Sr. Marcelo Calero

Prezado Presidente da República – interino, Sr. Michel Temer

Foi com estarrecimento que a Socine – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual –  recebeu a notícia da demissão de vários funcionários da Cinemateca Brasileira, incluindo sua Coordenadora-geral, Olga Futemma.

A medida intempestiva, sem explicações ou aviso prévio, coloca em risco o trabalho de uma das maiores instituições de preservação audiovisual do mundo e que angariou o respeito de instituições congêneres de vários países e em especial da FIAF — International Federation of Film Archives.

O delicado acervo da Cinemateca requer manutenção contínua e altamente especializada. Funcionários com a mesma especialização e experiência não serão encontrados em curto prazo. Nesse sentido, temos a impressão de que nem a atual Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, nem o próprio ministro têm clareza sobre os danos que essa medida trará para um dos mais importantes patrimônios culturais do Brasil. Por isso, nós, pesquisadores de cinema, nos vemos no fundamental papel de alertar os senhores sobre os riscos que este acervo corre neste momento.

A Socine solicita ao Ministério da Cultura que reverta esse quadro gravíssimo.

Rio de Janeiro, 28 de Julho de 2016.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Cinema Queer e Feminista

Resumo

    Se, por um lado, parte da teoria do cinema reconhece a cumplicidade do cinema com a normatização do desejo e a objetificação da mulher, por outro lado, são os próprios filmes que sugerem novas formas de articular representação, desejo e materialidade fílmica. Abre-se, assim, um espaço para a produção audiovisual e crítica dissensual que busca por em cheque a hetero e a homonormatividade e as visões vitimizantes e despotencializadoras das mulheres e sujeitos queer. O Seminário Temático Cinemas Queer e Feministas procura criar um espaço de debate e provocação, de promoção e apoio aos estudos históricos, teóricos e críticos que dão conta das problemáticas queer e feminista.

Resumo expandido

    Vemos, nos últimos anos, um crescente interesse de pesquisas brasileiras em questões relacionadas ao desejo, à sexualidade e ao gênero no cinema. Esta proposta de Seminário Temático procura criar um espaço de debate e provocação, de promoção e apoio aos estudos históricos, teóricos e críticos que dão conta das problemáticas queer e feminista. Se, por um lado, parte da teoria do cinema reconhece a cumplicidade do cinema com a normatização do desejo e a objetificação da mulher, por outro lado, são os próprios filmes que sugerem novas formas de articular representação, desejo e materialidade fílmica. Abre-se, assim, um espaço para a produção audiovisual e crítica dissensual que busca por em cheque a hetero e a homonormatividade e as visões vitimizantes e despotencializadoras das mulheres e sujeitos queer.
    Jane Pilcher e Imelda Whelehan chamam a atenção para a relevância de abordagens queer que desafiam e interrogam os privilégios da heteronormatividade e que questionam noções dominantes de “normalidade”. As autoras lembram, ainda, que a adoção do termo queer sugere o borramento das fronteiras entre as sexualidades hetero e gay e valida sujeitos que, no passado, seriam considerados – de maneira perjorativa – “marginais” (2004, p. 129). Ao trazer à tona questões de sexualidade, desejo e prazer (e como esses participam na construção dos sujeitos), os estudos queer desafiam as políticas das identidades tradicionais e propõem a recusa de categorias fixas. Interessa, aqui, pois, o que há de desvio, de negação, de resistência e de produção de alternativas às normas sociais; pois o queer não apenas rejeita a normatividade mas faz da sua rejeição um projeto para o novo. Como bem lembra Judith Butler,
    If the term “queer” is to be a site of collective contestation, the point of departure for a set of historical reflections and futural imaginings, it will have to remain that which is, in the present, never fully owned, but always and only redeployed, twisted, queered from a prior usage and in the direction of urgent and expanding political purposes’ (1993, p. 19)
    O cinema tem papel importante na produção e disseminação de narrativas e imagens queer e, consequentemente, na circulação de projetos anti-hegemônicos, da mesma forma que o cinema feminista. Estudiosas como Alison Butler e Claire Johnston procuram entender o cinema feito por mulheres como um “contra-cinema”, um “cinema menor” que existe dentro de outros cinemas. O mesmo poderia ser dito pelo cinema produzido por homens gays, por transexuais e outras minorias, que quase sempre são vistas, numa perspectiva dominante, como alegorias de si. A idéia de “cinema menor” pode ser comparada à discussão proposta por Gilles Deleuze e Félix Guattari a propósito de uma “literatura menor”, que, para Butler “is not like a literary genre or period, nor is classification as minor an artistic evaluation (…). A minor literature is the literature of a minority or marginalized group, written, not in a minor language, but in a major one” (19). O “cinema menor” feito por mulheres, por exemplo, ajuda a revelar a condição “desterritorializada” deste grupo social que produz não apenas uma estética “contra”, mas apresenta-se como força contestadora que emprega estratégias de apropriação, re-escrita e re-visão dos cinemas hegemônicos. Por isso Butler comenta que “women’s cinema is not at home in any of the host cinematic or national discourses it inhabits, but […] it is always an inflected mode, incorporating, re-working and contesting the conventions of established traditions”.
    Assim, interessa ao ST QUEEF discussões sobre:
    Histórias queer e feministas do/no cinema; Políticas de resistência queer e feminista; Perspectivas críticas contemporâneas e suas intersecções com o cinema queer e feminista: ecocrítica e o antropoceno no cinema; questões raciais e de classe; Cinema popular queer e feminista; Autoria no cinema queer e feminista; Teoria queer e feminista do cinema; Pornografias queer e feminista

Bibliografia

    BUTLER,Alison. Women’s Cinema: The Contested Screen. Londres: Wallflower, 2002.
    DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Kafka. Minneapolis e Oxford: University of Minnesota Press, 1986.
    KAPLAN, E. Ann. A mulher e o cinema: os dois lados da câmera. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.
    MAYNE, Judith. The Woman at the Keyhole: Feminism and Women’s Cinema. Bloomington: Indiana University Press, 1990.
    BUTLER, Judith. Critically Queer. GLQ: A Journal of Lesbian and Gay Studies 1(1): 17–32, 1993.
    PILCHER, Jane Pilcher; WHELEHAN, Imelda. 50 key concepts in gender studies. Londres: SAGE, 2004.
    GARCIA, Wilton. Introdução ao cinema queer no Brasil: anotações. In: MACHADO Jr, Rubens; SOARES, Rosana; ARAÚJO, Luciana. VII Estudos de cinema e audiovisual. São Paulo: Socine, 2006. 457-466.
    DE LAURETIS, Teresa. Queer texts, bad habits, and the issue of a futue. GLQ: a journal of lesbian and gay studies. 17 (2-3): 242-263, 2011.

Coordenadores

    Ramayana Lira de Sousa
    Mauricio Reinaldo Gonçalves
    José Gatti

 

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

Diretoria

  • José Gatti (UFSCar) – Presidente
  • Consuelo Lins (UFRJ) – Vice-Presidente
  • Afrânio Mendes Catani (USP) – Tesoureiro
  • Maurício Reinaldo Gonçalves (Anhembi-Morumbi) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Andrea França (PUC-RJ)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Esther Hamburguer (USP)
  • Fernando MAscarello (Unisinos)
  • Henri Gervaiseau (USP)
  • Marcius Freire (Unicamp)
  • Mauro Baptista (Anhembi- Morumbi)
  • Paulo Menezes (USP)
  • Renato Luiz Pucci Jr. (Universidade Tuiuti do Paraná)
  • Rosana de Lima Soares (USP)
  • Rubens Machado Jr. (USP)
  • Sheila Schvarzman (Anhembi- Morumbi)
  • Tunico Amâncio (UFF)
  • Wilton Garcia (Anhembi- Morumbi)

Discentes:

  • Cézar Migliorin (UFRJ)
  • Laura Cánepa (Unicamp)

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figerôa (Unicap)
  • Anelise Corseuil (UFSC)
  • Denilson Lopes (UnB)
  • Ismail Xavier (USP)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Maria Dora Mourão (USP)

Diretoria

  • Denilson Lopes (UFRJ) – Presidente
  • Andréa França (PUC-RJ) – Vice-Presidente
  • Paulo Menezes (USP) – Tesoureiro
  • Rosana de Lima Soares (USP) – Secretária

 

Conselho Deliberativo

Docentes:

  • Afrânio Mendes Catani (USP)
  • Alexandre Figueirôa (UNICAP)
  • André Piero Gatti (UAM–FAAP)
  • Bernadette Lyra (UAM)
  • Eduardo V. Morettin (USP)
  • Erick Felinto (UERJ)
  • Ivana Bentes (UFRJ)
  • João Guilherme Barone Reis e Silva (PUCRS)
  • João Luiz Vieira (UFF)
  • Luiz Claudio da Costa (UERJ)
  • Luciana Corrêa de Araújo (UFSCar)
  • Maria Dora G. Mourão (USP)
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves (UNISO)
  • Miguel Serpa Pereira (PUC-RJ)
  • Rogério Ferraraz (UAM)
  • Gustavo Souza (USP)
  • Reinaldo Cardenuto (UAM–FAAP)

 

Comitê Científico

  • Anelise Reich Corseuil (UFSC)
  • Angela Prysthon (UFPE)
  • Ismail Xavier (USP)
  • Marcius Friere (UNICAMP)
  • Mariarosaria Fabris (USP)

Diretoria

  • Afrânio Mendes Catani – Presidente
  • Antonio Carlos Amancio da Silva – Vice-Presidente
  • Alessandra Soares Brandão – Secretária Acadêmica
  • Mauricio Reinaldo Gonçalves – Tesoureiro

 

Conselho Deliberativo

  • Erick Felinto – UERJ
  • Esther Hamburger – USP
  • Fabio Uchoa – UFSCar
  • Gilberto Alexandre Sobrinho – Unicamp
  • Luíza Beatriz Melo Alvim – UNIRIO
  • Marcel Vieira Barreto Silva – UFPB
  • Luiz Augusto Rezende Filho – UFRJ
  • Mariana Baltar – UFF
  • Gustavo Souza – UFSCar
  • Rodrigo Octávio D’Azevedo Carreiro – UFPE
  • Patricia Rebello – UERJ
  • Rafael de Luna Freire – UFF
  • Ramayana Lira de Souza – UNISUL

 

Discentes

  • Marina Costa – UFSCar
  • Jamer de Mello – UFRGS

 

Conselho fiscal

  • Paulo Menezes – USP
  • Rogerio Ferraraz – UAM
  • Rubens Machado Jr – USP

 

Comitê Científico

  • Alexandre Figueirôa – UFPE
  • César Guimarães – UFMG
  • Genilda Azeredo – UFPB
  • Maria Dora Mourão – USP
  • Miguel Pereira – PUC-Rio
  • Sheila Schvarzman – UAM