Ficha do Proponente

Proponente

    Ândrea Cristina Sulzbach (UTP)

Minicurrículo

    Possui graduação em Artes Cênicas e especialização em Cinema, ambas pela Universidade Estadual do Paraná. Mestre em Comunicação e Linguagens – linha estudos do Cinema e Audiovisual e Doutoranda Comunicação e Linguagens -pelo programa PPGCOM da UTP. Obteve nota máxima na defesa do mestrado e indicação de publicação da dissertação. O livro Cinepalco – o espaço cênico Intertextual, teve seu lançamento em março deste ano. Desenvolveu um livro didático para a Faculdade UNINTER Artes Integradas, 2016

Ficha do Trabalho

Título

    SIMULAÇÕES DE UMA PERFORMANCE.

Resumo

    Este trabalho pretende investigar a encenação tendo como recorte a performance e suas características artísticas, mais precisamente no período pós-moderno, o qual trouxe alterações na relação entre espectador versus público e ocupação de espaço. Através de uma intertextualidade a performance se estabelece como nova linguagem e gera um cenário artístico diversificado. A presente pesquisa pretende verificar quais desses elementos foram absorvidos pela linguagem cinematográfica.

Resumo expandido

    A produção da cena teatral contemporânea se intensificou a partir do período de 1960, com o estabelecimento da performance arte enquanto linguagem artística. Esta última apresenta-se como um movimento de ruptura com formas e linguagens mais estabelecidas. Renato Cohen define a performance arte como uma ‘babel’ das artes que “não se origina de uma migração de artistas que não encontram espaço nas suas linguagens, mas, pelo contrário, é gerada da busca intensa de uma arte integrativa, uma arte total, que escape das delimitações disciplinares” (COHEN, 2011, p.50). Nesse sentido, a produção teatral começa a ser articulada sob o viés desse pensamento performativo de ações que não mais se limitam a uma determinada linguagem, mas que se hibridizam para compor a obra de arte.
    Essa linha de pensamento cria rupturas dentro das Artes Cênicas, tanto no que concerne a linguagem como em seu ambiente de atuação, saindo do interior dos teatros e se apropriando de lugares públicos, museus, ruas e até hospitais que, ao serem ocupados, se tornam novos palcos.
    Esse modo de se construir a arquitetura cênica atinge também o cinema que interage com esses novos elementos formais. A proposta da presente pesquisa é identificar e apontar os mais recentes elementos que surgiram não somente como ruptura no espetáculo teatral, mas que também foram absorvidos pelo cinema.
    A linguagem cinematográfica originou-se a partir de elementos do teatro, para depois afastar-se dele construindo sua própria linguagem. Recentemente diversos diretores hibridizaram essas duas artes, tecendo um diálogo entre o cinema e o teatro. A hibridização se tornou uma característica bastante comum na chamada arte pós-moderna, que através da intertextualidade rompe com as fronteiras estabelecidas até então entre as linguagens artísticas.
    Essa ruptura teve início na Vanguarda Europeia, com o Futurismo e Dadaísmo seguida da Bauhaus alemã, em que temos na figura de Oskar Schlemmer seu maior representante. Pretendo apontar, na presente pesquisa, as principais características da performance e suas impressões deixadas na arte contemporânea, entre elas, o conceito de simulacro, termo difundido por Jean Baudrillard (1929-2007), o qual através de uma hiper-realidade proporciona novas impressões artísticas.

Bibliografia

    ________, Jacques. O cinema e a encenação. Lisboa: Edições Textos e Grafia, 2008.
    BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e Simulação. Lisboa: Relógio d’Água Editores, Col Antropos, 1991.
    BAZIN, André. O cinema: ensaios. São Paulo: Brasiliense, 1991.
    BORDWELL, David. Figuras traçadas na luz: a encenação no cinema. Papirus editora, 2005.
    COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Perspectiva, 2011.
    FÉRAL, Jossete. (2008). Entre performance et théâtralité: le théâtre performatif. Théâtre/Public. N 190, 2008.
    FERNANDES, Silvia. Teatralidades contemporâneas. São Paulo: Perspectiva:2010.
    GLUSBERG, Jacó. A arte da performance. São Paulo: Perspectiva.
    HALL, Stuart. Identidades Culturais na Pós-Modernidade. Editora Lopes Louro. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
    JAMESON, Frederic. (2006) A virada cultural: reflexões sobre o pós-moderno. Rio de Janeiro: civilização brasileira, 2006.
    LEHMANN, Hans-Thies. Teatro pós-dramático. São Paulo: Cosac Naify, 2007.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2016.

 

Carta aberta ao Ministério da Educação e Ministério da Cultura

 

Assunto: Base Nacional Comum Curricular

 

 

A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) tem acompanhado os esforços de construção da Base Nacional Comum Curricular. Nosso comentário aqui irá se ater à especificidade de nossa área e sua relação com as propostas apresentadas na BNCC.

Dentro do texto preliminar do BNCC o componente curricular ARTE parte de uma grande área chamada linguagens. Dentro desta área as artes foram divididas em quatro grandes eixos: “artes visuais, dança, teatro e música”, conforme as licenciaturas específicas em arte, desconsiderando a Licenciatura em Cinema e Audiovisual (Resolução do CNE n. 10, de 27 de junho de 2006) e excluindo completamente o cinema como uma arte específica.

Foi essa subdivisão que nos trouxe uma primeira preocupação. Junto à todos esses subcomponentes da área de artes nos parece fundamental que esteja também o cinema. Esta atenção e necessidade não existe apenas porque trabalhamos e pesquisamos cinema e estamos atentos aos seus destinos, mas porque o cinema está intensamente presente na escola e na sociedade e, no momento da construção de uma base nacional para o currículo do ensino infantil, médio e fundamental as questões, contribuições e potencias do cinema na escola não podem ser excluídos.

Diversos componentes curriculares lançam mão de filmes de ficção, seriados, documentários para abordarem temas transversais e específicos de diferentes naturezas. O debate teórico que investigamos apontam para uma necessária vivência no âmbito escolar dos dispositivos cinematográficos desde a tenra idade seja para desenvolver a imaginação na Educação Infantil, na elaboração de cenários para o faz de conta, seja para a construção de identidade pessoal e cultural, seja pela singularidade da experiência sensível que o cinema possibilita.

Vale notar alguns fatos que sustentam nossa preocupação. Primeiramente o cinema é hoje obrigatório na escola. Graças à lei 13006/14, há uma obrigação de exibição de pelo menos duas horas de filmes brasileiros nas escolas. Esta lei, em vias de regulamentação, também exigirá que espaços físicos e materiais sejam garantidos nas escolas para sua efetivação, além da necessidade de uma real inclusão do cinema nas questões que tocam o currículo como um todo, transcendendo mesmo as linguagens específicas. Além de oferecer uma ampla versatilidade de conteúdo, a leitura de filmes e a própria produção audiovisual – inclusive com dispositivos móveis de comunicação – permite a professores e estudantes olhar para a realidade para descobri-la e inventá-la – gestos essenciais na produção de conhecimento.

Como bem é lembrado na proposta de BNC, “a formação em Arte acontece em licenciaturas específicas (artes visuais, dança, teatro e música)”, pois, também em licenciaturas de cinema. Embora talvez se presuma que “artes visuais” inclua de algum modo ao cinema, ele tem uma especificidade na formação do professor. Desde 2012 a Universidade Federal Fluminense possui uma licenciatura em cinema e a mobilização de outras universidade no mesmo caminho é evidente. Devemos ainda atentar à intensa contribuição que diversos programas de pós-graduação vêm dando às relações entre cinema e educação, algo que se evidência nos próprios encontros da sociedade que representamos, onde a cada ano temos diversos trabalhos e comunicações dedicados às relações do cinema com a educação.

Além da materialidade legal, de formação e de pesquisa que evidencia a íntima relação entre o cinema e a escola, a Rede Kino: Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisual, formada por professores e pesquisadores que trabalham na interface entre cinema e educação, vem mapeando projetos e iniciativas que se dedicam à essa interface, desde 2008. Projetos que acontecem em todo o país e que mobilizam centenas de escolas. Por fim, sabemos que o cinema é amplamente presente nas escolas por conta da contribuição que ele traz em tantas áreas, conteúdos e debates, da matemática às ciências, passando pelas histórias, geografias e humanidades em geral. Por todos esses motivos, pela intensa força pedagógica do cinema na escola, nos preocupa que no momento de construção de uma Base Curricular tão pouca atenção tenho sido dada ao cinema.

No nosso entender, a BNC deveria incluir um eixo Cinema e Audiovisual dentro do componente curricular artes, só assim garantiremos uma formação consistente em uma área decisiva da cultura contemporânea, além de uma experiência e uma habilidade em uma dimensão central das linguagens no mundo atual.

 

Atenciosamente

 

 

Cezar Migliorin

Presidente da SOCINE

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.