Ficha do Proponente

Proponente

    João Paulo Amaral Schlittler (USP)

Minicurrículo

    Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1988), mestrado em Interactive Telecommunications Program – Tisch – New York University (1996) e doutorado em Design e Arquitetura pela Universidade de São Paulo (2011). Desde 2004 é professor doutor da Universidade de São Paulo. Foi diretor de arte e design da HBO (1990 -1997), Discovery Networks (1997-2002) e TV Cultura (2011 – 2013).

Ficha do Trabalho

Título

    Animação, motion graphics e interfaces transmídia

Resumo

    O universo transmídia prescinde da criação de universos expandidos. Para que isto seja possível, dependem de interfaces que permitam a interação com estes conteúdos em múltiplas mídias e plataformas. Com o objetivo de articular uma proposta de construção de interfaces de conteúdos transmidiáticos, pretende-se estudar as relações entre áreas que interagem entre si, mas são classificadas em campos distintos do conhecimento: animação nas artes audiovisuais e motion graphics no design.

Resumo expandido

    O universo transmídia prescinde da criação de mundos virtuais definidos por uma identidade visual coesa. Para que isto seja possível, dependem de interfaces que permitem os usuários a interagirem com estes conteúdos em múltiplas mídias e plataformas. Hoje, a produção de conteúdos transmídia tem sido realizada por profissionais atuantes no setor do audiovisual, da comunicação visual e UX (Experiência do Usuário). Pretende-se estudar as relações entre áreas que interagem entre si, mas são classificadas em campos distintos do conhecimento: animação nas artes audiovisuais e motion graphics (design em movimento) na arquitetura e design, como articulação de uma proposta de interface de usuários de conteúdos transmidiáticos.

    Encontramos a animação tipográfica presente desde o início do cinema e da televisão. Enquanto, motion designers tem historicamente adotado técnicas tradicionais de animação, o campo também é reconhecido por pesquisas pioneiras no desenvolvimento de novas técnicas de animação e cinema digital.

    O motion-graphics é um ramo do design, que através do movimento e técnicas do cinema de animação, permite comunicar ideias, conceitos e gerar ambientes visuais navegáveis, servindo como interface de navegação em conteúdo audiovisual transmidia. Técnicas de animação já são utilizadas em Interfaces Gráficas do Usuário (GUIs) facilitadoras da interação com aplicativos e sistemas operacionais, a apresentação propõe explorar a utilização de técnicas e da linguagem de animação e motion-graphics no design de interfaces transmidia.

    As Interfaces Gráficas do Usuário (GUIs – Graphic User Interfaces) são facilitadoras da interação humano-computador. Na última década temos visto a introdução de Interfaces Naturais do Usuário (NUIs – Natural User Interfaces) que respondem a gestos de forma orgânica. Recentemente, com a introdução de smartphones multifuncionais, com processadores mais rápidos, tem se desenvolvido interfaces que utilizam a animação como facilitadora de metáforas, como, por exemplo, o ato de jogar um documento no lixo ou disparar uma fotografia.

    Dado que conteúdos transmídia necessitam de interfaces para os espectadores interagirem com as narrativas e suas ramificações. O conhecimento adquirido no design em movimento, aplicado aos diversos aspectos da indústria do entretenimento, pode ser de grande importância no design destas interfaces, agregando as lições aprendidas pelo motion design, na TV à cabo, cinema e vídeo games.

    Considerando-se que estes dispositivos servem como pontos de acesso a interações mediáticas, encontra-se neles um caminho, para que experiências transmídia oriundas de mídias audiovisuais se relacionarem com outras plataformas, como: PCs, consoles de games e tablets. Nestes há oportunidades de utilização da animação na criação de universos que servem como “pórticos” de universos expandidos. No caso, a animação digital pode ser considerada como geradora de realidades sintéticas, ou seja, constituindo um cinema de síntese, que por natureza é permitindo a interação com esta realidade virtual.

Bibliografia

    BENDAZZI G. (2004), Defining Animation – A Proposal. [Online] Disponível em: http://giannalbertobendazzi.com/wp-content/uploads/2013/08/Defining_Animation-Giannalberto_Bendazzi2004.pdf

    BETANCOURT, M. (2013), The History of Motion Graphics: From Avant-Garde to Industry in the United States,. U.S.A.: Wildside.

    JENKINS, Henry. (2008) Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph.

    LAUREL, Brenda (org.), (1990) The Art of Human Computer Interface Design. Addison Wesley.

    MANOVICH, Lev. (1999) What is Digital Cinema, [online] Disponível em:
    http://manovich.net/index.php/projects/what-is-digital-cinema

    MURRAY, Janet H. (2003). Hamlet no Holodeck: o futuro da narrativa no ciberespaço. São Paulo: Editora da Unesp e Instituto Itaú Cultural.

    SCHLITTLER, João Paulo (2011), TV Digital Interativa : convergência das mídias e interfaces do usuário, São Paulo, Blucher.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2016.

 

Carta aberta ao Ministério da Educação e Ministério da Cultura

 

Assunto: Base Nacional Comum Curricular

 

 

A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) tem acompanhado os esforços de construção da Base Nacional Comum Curricular. Nosso comentário aqui irá se ater à especificidade de nossa área e sua relação com as propostas apresentadas na BNCC.

Dentro do texto preliminar do BNCC o componente curricular ARTE parte de uma grande área chamada linguagens. Dentro desta área as artes foram divididas em quatro grandes eixos: “artes visuais, dança, teatro e música”, conforme as licenciaturas específicas em arte, desconsiderando a Licenciatura em Cinema e Audiovisual (Resolução do CNE n. 10, de 27 de junho de 2006) e excluindo completamente o cinema como uma arte específica.

Foi essa subdivisão que nos trouxe uma primeira preocupação. Junto à todos esses subcomponentes da área de artes nos parece fundamental que esteja também o cinema. Esta atenção e necessidade não existe apenas porque trabalhamos e pesquisamos cinema e estamos atentos aos seus destinos, mas porque o cinema está intensamente presente na escola e na sociedade e, no momento da construção de uma base nacional para o currículo do ensino infantil, médio e fundamental as questões, contribuições e potencias do cinema na escola não podem ser excluídos.

Diversos componentes curriculares lançam mão de filmes de ficção, seriados, documentários para abordarem temas transversais e específicos de diferentes naturezas. O debate teórico que investigamos apontam para uma necessária vivência no âmbito escolar dos dispositivos cinematográficos desde a tenra idade seja para desenvolver a imaginação na Educação Infantil, na elaboração de cenários para o faz de conta, seja para a construção de identidade pessoal e cultural, seja pela singularidade da experiência sensível que o cinema possibilita.

Vale notar alguns fatos que sustentam nossa preocupação. Primeiramente o cinema é hoje obrigatório na escola. Graças à lei 13006/14, há uma obrigação de exibição de pelo menos duas horas de filmes brasileiros nas escolas. Esta lei, em vias de regulamentação, também exigirá que espaços físicos e materiais sejam garantidos nas escolas para sua efetivação, além da necessidade de uma real inclusão do cinema nas questões que tocam o currículo como um todo, transcendendo mesmo as linguagens específicas. Além de oferecer uma ampla versatilidade de conteúdo, a leitura de filmes e a própria produção audiovisual – inclusive com dispositivos móveis de comunicação – permite a professores e estudantes olhar para a realidade para descobri-la e inventá-la – gestos essenciais na produção de conhecimento.

Como bem é lembrado na proposta de BNC, “a formação em Arte acontece em licenciaturas específicas (artes visuais, dança, teatro e música)”, pois, também em licenciaturas de cinema. Embora talvez se presuma que “artes visuais” inclua de algum modo ao cinema, ele tem uma especificidade na formação do professor. Desde 2012 a Universidade Federal Fluminense possui uma licenciatura em cinema e a mobilização de outras universidade no mesmo caminho é evidente. Devemos ainda atentar à intensa contribuição que diversos programas de pós-graduação vêm dando às relações entre cinema e educação, algo que se evidência nos próprios encontros da sociedade que representamos, onde a cada ano temos diversos trabalhos e comunicações dedicados às relações do cinema com a educação.

Além da materialidade legal, de formação e de pesquisa que evidencia a íntima relação entre o cinema e a escola, a Rede Kino: Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisual, formada por professores e pesquisadores que trabalham na interface entre cinema e educação, vem mapeando projetos e iniciativas que se dedicam à essa interface, desde 2008. Projetos que acontecem em todo o país e que mobilizam centenas de escolas. Por fim, sabemos que o cinema é amplamente presente nas escolas por conta da contribuição que ele traz em tantas áreas, conteúdos e debates, da matemática às ciências, passando pelas histórias, geografias e humanidades em geral. Por todos esses motivos, pela intensa força pedagógica do cinema na escola, nos preocupa que no momento de construção de uma Base Curricular tão pouca atenção tenho sido dada ao cinema.

No nosso entender, a BNC deveria incluir um eixo Cinema e Audiovisual dentro do componente curricular artes, só assim garantiremos uma formação consistente em uma área decisiva da cultura contemporânea, além de uma experiência e uma habilidade em uma dimensão central das linguagens no mundo atual.

 

Atenciosamente

 

 

Cezar Migliorin

Presidente da SOCINE

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.