Ficha do Proponente

Proponente

    Salete Paulina Machado Sirino (UNESPAR/FAP)

Minicurrículo

    Doutora e Mestre em Letras pela UNIOESTE, Mestre em Educação pela UEPG. Docente do Curso de Bacharelado em Cinema e Vídeo e Coordenadora do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Cinema, com ênfase em Produção, da UNESPAR/FAP. Coordena a Linha de Pesquisa Cinema Brasileiro: da criação à difusão. Roteirista e diretora de Travessias (2015), co-diretora de A Tímida Luz de Vela das Últimas Esperanças (2012), de Jackson Antunes, diretora de produção de Curitiba Zero Grau (2010), de Eloi Pires Ferreira.

Ficha do Trabalho

Título

    Cinema Brasileiro na Escola: formação de professores

Seminário

    Cinema e educação

Resumo

    Este estudo aborda sobre o Projeto de Extensão Cinema Brasileiro na Escola, realizado entre 2013 e 2014, vinculado ao Programa de Extensão Universidade Sem Fronteiras da SETI/PR, realizado numa parceria entre UNESPAR/FAP e SEED-NRE-Curitiba, que teve por finalidade a capacitação de professores para o uso do Cinema Brasileiro no Ensino Fundamental e Médio. Este projeto teve entre seus resultados a publicação do livro Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa, com coordenação editorial realizada pela autora deste texto, com prefácio e revisão de José Carlos Avellar. No contexto da Lei 13006/2014, o mencionado projeto de extensão e o livro dele resultante se apresentam como uma possibilidade – dentre as diversas – da prática desta Lei, que, no contexto escolar, carece de investimento contínuo em formação de professores.

Resumo expandido

    No intuito de apresentar uma possibilidade – dentre as diversas – da prática da Lei 13006/2014, que determina a inserção de, no mínimo, duas horas mensais de produção audiovisual nacional como componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola da Educação Básica, e entendendo que há uma carência de investimento contínuo em formação de professores para o uso educativo do Cinema Brasileiro, o Projeto de Extensão Cinema Brasileiro na Escola, realizado entre julho de 2013 e agosto de 2014, vinculado ao Programa de Extensão Universidade Sem Fronteiras da SETI/PR, realizado numa parceria entre UNESPAR/Campus de Curitiba II / FAP e SEED-NRE-Curitiba, buscou capacitar professores para o uso do Cinema Brasileiro no Ensino Fundamental e Médio, com atuação em escolas do NRE-Curitiba. Dentre os resultados do projeto, está a publicação do livro Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa (2014), com coordenação editorial realizada pela autora deste texto, com prefácio e revisão de José Carlos Avellar. Nesse sentido, o presente estudo retoma os principais objetivos alcançados com o projeto, a fim de contribuir com futuras pesquisas e ações que visem a capacitação do professor para o uso do Cinema Brasileiro na Escola.
    Este projeto de extensão que contou com a participação de seis bolsistas – quatro graduandos e duas graduadas do Curso de Bacharelado em Cinema e Vídeo da UNESPAR/FAP –, num primeiro momento, considerando os oito primeiros encontros – 40 horas/aula – objetivou a sistematização da produção de conhecimento sobre o Cinema Brasileiro, a partir do viés histórico, abordando sobre a trajetória de seus principais movimentos, sempre atrelados aos contextos sociais nos quais estavam inscritos, dando ênfase à relação produção-distribuição-exibição, no sentido de olhar criticamente o lugar do Cinema Brasileiro. Desta forma, os planos de ensino, foram elaborados sob este prisma. Já a segunda etapa, envolveu a seleção e análises de filmes nacionais a serem trabalhados nos oito encontros seguintes – 40 horas/aula –, com foco em análises de filmes nacionais, de forma a evidenciar os aspectos de construção do discurso fílmico – roteiro, direção, produção, fotografia, arte, montagem, som – como inerentes à produção de significados artísticos, estéticos, ideológicos em sua relação com o espectador. Tal pressuposto de análise, sob a premissa didático-pedagógica, buscou desvelar os objetivos de significação por trás de cada elemento da composição do discurso fílmico. Na sequência houve a realização da terceira etapa do plano pedagógico do Projeto de Extensão Cinema Brasileiro na Escola, a qual compreendeu a práxis docente, a aplicabilidade por parte dos professores da rede estadual de ensino, que participaram das etapas anteriores, em escolas da cidade de Curitiba. Por fim, a quarta etapa do plano pedagógico deste Projeto de Extensão resultou na realização do Seminário Cinema Brasileiro na Escola, com o lançamento do livro Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa, organizado por Salete Machado Sirino e Fábio Luciano Francener Pinheiro, prefaciado por José Carlos Avellar, onde além da apresentação por parte dos bolsistas dos capítulos de suas autorias que compõem o livro, os Professores de Artes e de Língua Portuguesa, participantes desta capacitação pedagógica, apresentaram, aos demais professores presentes, uma síntese sobre suas participações abordando desde o seu encontro com o curso, a participação nas aulas até a prática de ensino do Cinema Brasileiro em suas escolas.
    Este projeto propiciou um espaço de trocas de conhecimentos e debates, uma vez que os bolsistas detinham o conhecimento teórico acerca dos temas e puderam ter a experiência didática por meio da apreensão de técnicas metodológicas e uma possibilidade de apreensão de saberes sobre cinema para os professores que participaram desta capacitação, o que resultou em um encontro pertinente para o ensino do Cinema Brasileiro.

Bibliografia

    BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. São Paulo: Editora Autores Associados, 2001.
    FRESQUET, Adriana (Organização). Cinema e Educação a lei 13.006: Reflexões, perspectivas e propostas. Universo Produção. 2014.
    HALL, STUART. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad.: Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Loura. 9 Edição. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2004.
    SIRINO, Salete Paulina Machado. Cinema Brasileiro: o Cinema Nacional produzido a partir da Literatura Brasileira e uma reflexão sobre suas possibilidades educativas. Dissertação de Mestrado. UEPG: Ponta Grossa, 2004.
    SIRINO, Salete Paulina Machado; PINHEIRO, Fábio Luciano Francener (Organizadores). Cinema Brasileiro na Escola: pra começo de conversa. Curitiba: UNESPAR, 2014.
    SIRINO, Salete Paulina Machado Sirino. Cinema e Educação: pensando em uma proposta de ensino para o Cinema Brasileiro. In: Revista ECOS. Literaturas e Linguísticas. Cáceres: UNEMAT Editora, 2013.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2016.

 

Carta aberta ao Ministério da Educação e Ministério da Cultura

 

Assunto: Base Nacional Comum Curricular

 

 

A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) tem acompanhado os esforços de construção da Base Nacional Comum Curricular. Nosso comentário aqui irá se ater à especificidade de nossa área e sua relação com as propostas apresentadas na BNCC.

Dentro do texto preliminar do BNCC o componente curricular ARTE parte de uma grande área chamada linguagens. Dentro desta área as artes foram divididas em quatro grandes eixos: “artes visuais, dança, teatro e música”, conforme as licenciaturas específicas em arte, desconsiderando a Licenciatura em Cinema e Audiovisual (Resolução do CNE n. 10, de 27 de junho de 2006) e excluindo completamente o cinema como uma arte específica.

Foi essa subdivisão que nos trouxe uma primeira preocupação. Junto à todos esses subcomponentes da área de artes nos parece fundamental que esteja também o cinema. Esta atenção e necessidade não existe apenas porque trabalhamos e pesquisamos cinema e estamos atentos aos seus destinos, mas porque o cinema está intensamente presente na escola e na sociedade e, no momento da construção de uma base nacional para o currículo do ensino infantil, médio e fundamental as questões, contribuições e potencias do cinema na escola não podem ser excluídos.

Diversos componentes curriculares lançam mão de filmes de ficção, seriados, documentários para abordarem temas transversais e específicos de diferentes naturezas. O debate teórico que investigamos apontam para uma necessária vivência no âmbito escolar dos dispositivos cinematográficos desde a tenra idade seja para desenvolver a imaginação na Educação Infantil, na elaboração de cenários para o faz de conta, seja para a construção de identidade pessoal e cultural, seja pela singularidade da experiência sensível que o cinema possibilita.

Vale notar alguns fatos que sustentam nossa preocupação. Primeiramente o cinema é hoje obrigatório na escola. Graças à lei 13006/14, há uma obrigação de exibição de pelo menos duas horas de filmes brasileiros nas escolas. Esta lei, em vias de regulamentação, também exigirá que espaços físicos e materiais sejam garantidos nas escolas para sua efetivação, além da necessidade de uma real inclusão do cinema nas questões que tocam o currículo como um todo, transcendendo mesmo as linguagens específicas. Além de oferecer uma ampla versatilidade de conteúdo, a leitura de filmes e a própria produção audiovisual – inclusive com dispositivos móveis de comunicação – permite a professores e estudantes olhar para a realidade para descobri-la e inventá-la – gestos essenciais na produção de conhecimento.

Como bem é lembrado na proposta de BNC, “a formação em Arte acontece em licenciaturas específicas (artes visuais, dança, teatro e música)”, pois, também em licenciaturas de cinema. Embora talvez se presuma que “artes visuais” inclua de algum modo ao cinema, ele tem uma especificidade na formação do professor. Desde 2012 a Universidade Federal Fluminense possui uma licenciatura em cinema e a mobilização de outras universidade no mesmo caminho é evidente. Devemos ainda atentar à intensa contribuição que diversos programas de pós-graduação vêm dando às relações entre cinema e educação, algo que se evidência nos próprios encontros da sociedade que representamos, onde a cada ano temos diversos trabalhos e comunicações dedicados às relações do cinema com a educação.

Além da materialidade legal, de formação e de pesquisa que evidencia a íntima relação entre o cinema e a escola, a Rede Kino: Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisual, formada por professores e pesquisadores que trabalham na interface entre cinema e educação, vem mapeando projetos e iniciativas que se dedicam à essa interface, desde 2008. Projetos que acontecem em todo o país e que mobilizam centenas de escolas. Por fim, sabemos que o cinema é amplamente presente nas escolas por conta da contribuição que ele traz em tantas áreas, conteúdos e debates, da matemática às ciências, passando pelas histórias, geografias e humanidades em geral. Por todos esses motivos, pela intensa força pedagógica do cinema na escola, nos preocupa que no momento de construção de uma Base Curricular tão pouca atenção tenho sido dada ao cinema.

No nosso entender, a BNC deveria incluir um eixo Cinema e Audiovisual dentro do componente curricular artes, só assim garantiremos uma formação consistente em uma área decisiva da cultura contemporânea, além de uma experiência e uma habilidade em uma dimensão central das linguagens no mundo atual.

 

Atenciosamente

 

 

Cezar Migliorin

Presidente da SOCINE

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.