Brasil, 03 de agosto de 2017.

 

Exmo.  Sr. Gilberto Kassab

Ministro de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Brasília – DF

 

É com grande apreensão que a Coordenação do Fórum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, organização que reúne mais de meia centena de instituições científicas e acadêmicas, acompanha a situação do financiamento de C&TI no país. Preocupa-nos, particularmente, neste momento, a precária situação orçamentária do CNPq, órgão de grande centralidade  e importância para o funcionamento do Sistema Nacional de C&TI.

Os reiterados cortes de recursos do MCTIC, os atrasos na execução dos editais e, mais recentemente, os riscos de interrupção do pagamento de bolsas amplamente noticiados pela imprensa e de conhecimento de toda comunidade acadêmica, contrastam com os anúncios oficiais do Ministério, e da própria Presidência do CNPq, acerca da possibilidade de uma recomposição imediata do orçamento do órgão para que ele possa fazer frente aos compromissos financeiros já assumidos, inclusive para pagamento contínuo e imediato, como é o caso das bolsas.

Será muito lamentável, Senhor Ministro, se esse governo e a sua gestão à frente do Ministério ficarem para a história como aqueles que conseguiram, em um curto período de tempo, destruir um patrimônio acadêmico e científico brasileiro como é o CNPq.

O Fórum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas espera, portanto, que o Sr. Ministro traga à comunidade acadêmica e científica brasileira, mais do que promessas,  efetivas respostas para a solução dos graves problemas financeiros a que foram submetidos o MCTIC  e os diversos órgãos e institutos a ele vinculados, particularmente o CNPq.

Certos de podermos contar com a vossa atenção, enviamos cordiais saudações.

 

Atenciosamente,

Prof. Luciano Mendes de Faria Filho

Coordenador do FCHSSA

Prezados,

seguem abaixo as indicações de hotéis com tarifas diferenciadas para a XXI SOCINE. Alguns hotéis também oferecem diárias específicas para quem quiser viajar na semana anterior, para passar o feriado de 12 de outubro. Qualquer dúvida, não hesitem em entrar em contato com Marcel Vieira, da Comissão Local, pelo e-mail marcelvbs@hotmail.com.

Hotéis Socine 2017

Universidade Federal da Paraíba

João Pessoa – PB

 

VerdeGreen Hotel

Av. João Maurício, 255  www.verdegreen.com.br

83 3044.000 reservas@verdegreen.com.br

Superior – Single R$ 291,00, – Duplo R$ 343,00, Triplo R$ 444,00

Superior frente – Single R$ 310,00, – Duplo R$ 364,00

Suíte Manaíra – Single R$ 581,00, – Duplo R$ 685,00

Ambassador Flat

Av. Cabo Branco, 1890  www.ambassadorflat.com.br

83 3044.6700   reserva@ambassadorflat.com.br

SINGLE – R$ 158,00 + 5%

DUPLO – R$ 180,00 + 5%

TRIPLO – R$ 238,00 + 5%

Ibis

Av. Cabo Branco, 4350  www.ibis.com ou accor.hotels.com

83 2108.9200

A partir de R$ 149,00

 

Netuanah Praia Hotel

Av. Cabo Branco, 2698   www.hotelnetuanah.com.br

83 3247.5050/3373  reserva@hotelnetuanah.com.br

Diárias 17-20 outubro: Duplo – R$190,00, triplo – R$ 240,00

Diárias Feriadão: Duplo – R$290,00, triplo – R$ 340,00

 

Xenius Hotel

Av. Cabo Branco, 1262  www.xeniushotel.com.br

83 3015.3535   reservas@xeniushotel.com.br

Valor da diária entre 12 e 15/10/2017

Single – R$ 200,00 + 10 % (Taxa de serviço) = R$ 220,00

Duplo – R$ 254,54 + 10 % (Taxa de serviço) = R$ 280,00

Triplo  – R$ 330,00 + 10% (Taxa de serviço) = R$ 363,00

Valor da diária entre 15 e 20/10/2017

Single – R$ 160,00 + 10 % (Taxa de serviço) = R$ 176,00

Duplo – R$ 205,00 + 10 % (Taxa de serviço) = R$ 225,50

Triplo  – R$ 270,00 + 10% (Taxa de serviço) = R$ 297,00

 

Val Atlantic Hotel

Av. Cabo Branco, 4290   www.valtlantichotel.com.br

83 3022.0150/0151/0152  reservas@valatlantichotel.com.br

Apto Single Standard  R$ 139,00

Apto Duplo Standard  R$ 179,00

Apto Triplo Standard  R$ 259,00

Prezados(as),

O problema com o sistema do Banco do Brasil foi resolvido. A partir de amanhã os boletos estarão disponíveis na área de associado de cada um. Reajustamos o cronograma de pagamento respeitando os 3 prazos com valores diferenciados, conforme a seguir:

 

  • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Regina Lucia Gomes Souza e Silva (UFBA)

Minicurrículo

    Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (especialidade em Cinema), professora no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia onde também é coordenadora do Grupo de Pesquisa Recepção e Crítica da Imagem – GRIM. Tem experiência na área de Comunicação com ênfase em Estudos de Recepção, Análise e Crítica de Cinema e Audiovisual.

Coautor

    Wanderley de Mattos Teixeira Neto (UFBA)

Ficha do Trabalho

Título

    Resistência e Memória: A Política e a Recepção da Crítica a Aquarius

Resumo

    Através das críticas nacionais e estrangeiras de Aquarius (2016) e a partir dos estudos históricos contextualistas de Janet Staiger e David Bordwell, objetivamos compreendê-las como práticas receptivas do filme de Kleber Mendonça Filho em seu contexto lançamento, levando em consideração o momento político do Brasil em 2016 e o ato do cineasta no Festival de Cannes. Percebemos que a obra foi encarada como um estudo de personagem, mas também como uma metáfora do posicionamento do seu cineasta.

Resumo expandido

    Em 2016, o Brasil passou por um emblemático momento político, o processo de impeachment movido contra Dilma Rousseff, mobilizando um cenário de opiniões polarizadas. Naquele ano, Kleber Mendonça Filho disputava a Palma de Ouro no Festival de Cannes com seu segundo longa-metragem de ficção, Aquarius, três anos depois da bem-sucedida recepção do seu filme anterior, O Som ao Redor (2013). Durante a sua passagem pelo evento, o realizador e seu elenco seguraram cartazes que denunciavam àquele processo político como golpe de estado. O ato do diretor e sua equipe deu início a uma reação de adesões e rejeições em diversas esferas públicas a Aquarius antes mesmo que o filme fosse exibido comercialmente nos cinemas.
    A cobertura mundial dos acontecimentos políticos do Brasil em 2016, a visibilidade do Festival de Cannes e a notoriedade do cineasta pareciam preparar um cenário incomum de recepção a Aquarius, uma percepção reforçada pela não nomeação do filme como candidato brasileiro a uma vaga na categoria filme estrangeiro do Oscar. Toda esta trajetória do longa nos motivou a pensar sobre a recepção da crítica nacional e internacional de Aquarius e na maneira como esse contexto histórico foi articulado por esta instância na compreensão da obra.
    A análise levou em consideração críticas brasileiras e estrangeiras por entender que dada a projeção do filme e do ato da equipe do longa em Cannes, o contexto histórico-cultural do lançamento de Aquarius revela uma variante na recepção que extrapola limites territoriais. Entre os veículos nacionais, foram escolhidas críticas da Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Cinética e Veja e como representantes internacionais, a Variety, The Hollywood Reporter, L.A. Times, New York Times, The Guardian e El País. A seleção levou em consideração o potencial de repercussão de seu conteúdo, compondo aquilo que Mattias Frey (2015) compreende como autoridade, ou seja, a capacidade de um discurso ser formulado e ser reconhecido como uma fala legítima sobre a obra.
    Para analisar as críticas consideramos o sistema téorico-conceitual dos “Estudos Históricos da Recepção nos Media” explorado, sobretudo, por Janet Staiger (1992; 2000; 2005) e David Bordwell (1991) que entendem que os diferentes modos de recepção relacionam-se a condições históricas específicas, moldadas por processos interpretativos que escapam à análises meramente imanentistas dos textos. Dessa forma, a crítica de cinema é vista como instância de recepção cujos vestígios são impressos nos discursos públicos dos críticos. Além disso, também avaliamos a perspectiva que José Luiz Braga (2006) traz a respeito da recepção, entendendo-a como uma etapa de produção de respostas sociais sobre conteúdos midiáticos, compreendendo a crítica em sua dimensão sistêmica.
    Nossas conclusões apontam para a presença nos discursos de críticos brasileiros e estrangeiros, em que se destaca a protagonista Clara (Sônia Braga), enquadrando sua trajetória no longa como uma metáfora da resistência e da memória, e também a demasiada ênfase na discussão sobre a construção narrativa do filme. Segundo os críticos, o posicionamento de Mendonça Filho em Cannes encontra eco no filme quando nele se percebe um discurso do realizador sobre o cerceamento de direitos enfrentado por sua protagonista. Existe, contudo, nos textos brasileiros, um esforço de sublinhar a possibilidade do espectador apreciar o longa independente de compartilhar o ponto de vista político do seu realizador, ou seja, um empenho em não reduzir o filme às polêmicas suscitadas no contexto cultural de seu lançamento. Já para a crítica internacional Aquarius foi visto como um filme que, por se apresentar como um estudo de personagem, possibilitaria ao espectador (não brasileiro) encará-lo como uma narrativa que aborda temas universais, ainda que a partir de contextos particularmente brasileiros (a especulação imobiliária na orla de Recife, o trabalho doméstico etc).

Bibliografia

    BARROS, Laan Mendes. Recepção, mediação e midiatização: Conexões entre teorias europeias e latino-americanas. In: MATTOS, Maria Ângela; JANOTTI JUNIOR, Jeder; JACKS, Nilda (org.). Mediação e Midiatização. Brasília, Salvador: Edufba (Compós), 2012;
    BORDWELL, David. Making meaning: inference and rhetoric in the interpretation of cinema. USA : Harvard University Press, 1991;
    BRAGA, José Luiz. A Sociedade enfrenta a sua Mídia: Dispositivos Sociais de Crítica Midiática. São Paulo: Paulus, 2006.
    FREY, Mattias. The Permanent Crisis of Film Criticism: The anxiety of authority. Amsterdam: Amsterdam University Press, 2015.
    STAIGER, Janet. Interpreting films: studies in the historical reception of american cinema. Princeton: Princeton University Press, 1992.
    STAIGER, Janet. Perverse spectators: the practices of film reception. N.Y: New York University Press, 2000.
    STAIGER, Janet. Media Reception Studies. N.Y: New York University Press, 2005.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.