Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Lillian Bento de Souza (UNICAMP)
Minicurrículo
- Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Multimeios do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Comunicação e Cidadania na Universidade Federal de Goiás (UFG) (2007-2009) e jornalista formada pela mesma instituição (2005). Foi professora substituta no curso de Jornalismo da UFG (2007-2008) e no curso de Comunicação Social – Audiovisual da Universidade Estadual de Campinas (2013-2014).
Ficha do Trabalho
Título
- A teoria do fascínio cinemático e o corpo de Cronenberg
Resumo
- A teoria do fascínio cinemático proposta por Steven Shaviro (2015) pontua que, no cinema, atuam uma força de desoriginação e de desterritorialização, que levam a um imediatismo visceral da experiência cinematográfica. “Sons e imagens são “reativados”, multiplicados e intensificados. A partir do filme Rabid (1977), de David Cronenberg, este trabalho propõe uma experimentação do método proposto por Shaviro diante de um corpo cinemático que é excessivo, literal e grotesco.
Resumo expandido
- Ao assistirmos a um filme estabelece-se uma relação de delírio, sedução e fascínio, uma absorção da imagem que pode gerar sensações de aproximação ou repulsa. Diante dessa afeição, como poderia o analista do cinema se libertar em absoluto dessa subjetividade e pretender uma análise isenta capaz de isolar a imagem e exaltar a palavra? Para contrapor essa ideia, busco na proposta por Steven Shaviro (2015), a “teoria do fascínio cinemático” uma alternativa radical para o paradigma psicanalítico da teoria do cinema.
Shaviro segue na contramão do que propõe Christian Metz (1982), que busca justamente romper o vínculo com o cinema enquanto objeto do imaginário. Para Metz só é possível para o analista trabalhar a partir de uma busca por minimizar os danos causados por suas percepções subjetivas. Segundo avalia, essa subjetividade seria como uma barreira para o avanço do conhecimento científico para o cinema e por isso é preciso afastá-la.
Ao contrário dessa resistência à maneira como o filme afeta o analista, Shaviro (2015) admite as próprias subjetividades para construir um modelo de análise livre do que aqui se busca destruir: a castração, ou seja, o muro que contém o desejo e o buraco negro que o engole, para fazer referência a Deleuze e Guattari (1980).
O desejo de reproduzir e o desejo de manter um distanciamento das excitações voyerísticas diante do filme criam uma tensão, que terminou por levar a teoria do cinema a um medo das imagens. Medo esse que já se configurava como algo constante no pensamento ocidental desde Platão com os alertas para “não sermos seduzidos por reflexos e sombras”.
O que Shaviro (2015) afirma é que a teoria semiótica e psicanalítica do cinema se configuraram como uma “construção fóbica”, que mantém as imagens à distância por medo. Elas ficam isoladas como monstros, como seres abjetos e, tal qual os corpos abjetos criados pelo cineasta canadense David Cronenberg me interessa aqui que essas imagens pulsem e ocupem seu lugar na análise. Tanto quanto quer a proposta de Deleuze e Guattari (1980) que o desejo não seja castrado, quero aqui que a imagem também não o seja.
Shaviro pontua que o temor do pensamento ocidental não é provocado pela falta, o suposto vazio das imagens, ao contrário, é a sua fartura, seu poder. “As imagens tem uma capacidade excessiva de seduzir e enganar, de afetar o espectador sem aviso prévio.” (Shaviro, 2015, p.27) Assim, quando diante das imagens de Cronenberg, do corpo que o cineasta constrói ao longo de sua trajetória fílmica, não estou diante do desejo como falta, mas do excesso. Cronenberg é, essencialmente, excessivo, literal e grotesco de modo que não há ali um desejo contido, o muro ou o buraco negro, o que há é a manifestação literal e material do desejo, um corpo composto por potências que se transformam em novos órgãos sexuais, em substâncias purulentas, em diversas manifestações físicas.
Como recorte para a análise, pretendo aqui olhar para o filme Rabid (1977), em que a protagonista Rose (Marilyn Ghambers) se transforma em uma mulher-mutante após ser submetida a uma experiência genética criada para transformar a pele humana em novos órgãos. No entanto, Rose desenvolve um ferrão fálico na axila esquerda, que sai de um orifício rugoso semelhante a um ânus, mas com formato de vagina. É desde órgão novo e sexual que sai toda a ameaça ao futuro da humanidade. Rose é tomada por um desejo que a transborda e converte-se em uma mulher vampiro que com sua picada fatal transforma as vítimas em zumbis sedentos por sangue e fadados à morte.
É a partir da análise do corpo de Rose, que este trabalho busca experimentar a proposta da teoria do Fascínio Cinemático de Steven Shaviro. Se por um lado a imagem é tão literal quanto o corpo de Rose e confronta o espectador diretamente, por outro, essa literalidade é vazia. Nada há ali senão luzes piscantes, sons e figuras efêmeras. Ainda, assim, a imagem cinematográfica é literal, sem mediações, é plena.
Bibliografia
- BEARD, William. The Artist as Monster – The Cinema of David Cronenberg. Rev. and expanded. Toronto, CA: University of Toronto Press Incorporation, 2006.
DELEUZE, Gilles. Francis Bacon – Lógica da Sensação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2007. (Estéticas)
______. Cinema: A Imagem-Movimento. Brasília: Editora Brasiliense, 1983.
______. Conversações. 2 ed. São Paulo: Editora34, 1996.
DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. São Paulo: Editora34, 1995. v.2 .
DELEUZE, G e GUATTARI, F. Mil Platôs. São Paulo: Editora34, 1997. v.4.
DELEUZE, G. & GUATTARI, F. (1972) O Anti-Édipo. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1976.
GOROSTIZA, Jorge e PÉREZ, Ana. David Cronenberg. Madrid, ES: Humanes de Madrid, 2003.
NOVAES, Adauto (org.). O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo, SP:
RAMOS, Fernão Pessoa. Teoria Contemporânea do Cinema. Vol 1: Pós-Estruturalismo e Filosofia Analítica. São Paulo: Senac Editora, 2005.
SHAVIRO, Steven. O corpo cinemático. São Paulo: Paulus, 2015
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

