Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Andrea C. Scansani (USP/UFSC)
Minicurrículo
- Doutoranda em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/USP e professora do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Área de pesquisa e atuação: direção de fotografia, materialidade da imagem, corpo e câmera e processos foto-químicos.
Ficha do Trabalho
Título
- O gesto químico: uma subversão da forma no cinema
Seminário
- Corpo, gesto, performance e mise en scène
Resumo
- A partir do diálogo entre as obras fotográficas La Nébuleuse e Penthesilée (1938) de Raoul Ubac com os filmes Mu(e)s e Esquisse (2015) de Frédérique Ménant, investigaremos a subversão da forma na imagem cinematográfica como propulsora do pensamento desencadeado pelo gesto químico.
Resumo expandido
- A imagem é dotada de intenção, de certa personalidade, para além do conteúdo referencial que preenche nossos olhos, através de sua inevitável visibilidade, e independente de qualquer propósito de seu autor. No cinema, essa potência anímica da imagem pode ser examinada pelo olhar atento às especificidades inscritas em sua matéria, em seus gestos. Se para Giorgio Agamben (2008) “o elemento do cinema é o gesto e não a imagem”, falta-nos compreender os desdobramentos que esta afirmação charmosa e, de algum modo, pouco esclarecedora nos coloca. Em seu livro “Gestures”, Vilém Flusser esboça uma definição, manifestamente inconclusa, com a qual podemos nos aproximar do gesto do [e no] cinema. Para ele, os gestos podem ser compreendidos como movimentos do corpo, ou dos instrumentos e ferramentas unidos a este, que expressam uma intenção diferente da razão (FLUSSER, 2014). Parece-nos legítimo pensar o cinema como uma expressão emancipada da razão na qual os corpos humanos, obrigatoriamente vinculados e processados por inúmeras ferramentas, transformam-se em matéria fílmica.
A partir do pressuposto de que um conjunto de gestos híbridos (humanos e técnicos) tecem o que chamaremos de gesto cinematográfico e que este agrupamento é a substância fundante das camadas da estrutura fílmica, nos concentraremos nas possibilidades de criação de um dos gestos mais ousados e invasivos – portanto menos explorados – do cinema: o gesto químico. Esta possibilidade de manejo da matéria, este gesto intimamente atrelado ao processamento químico, encontra-se, muitas das vezes, escamoteado em uma disfarçada representatividade figural do objeto filmado. Ou, nas palavras de Jacques Aumont (2004) “a matéria fílmica está sempre contida pela representação, ela nunca é autorizada a se exibir sozinha, mesmo que seus vestígios apareçam às vezes”. A subversão da forma no cinema, a explicitação de sua matéria, de sua carne, é legado do cinema experimental, salvo concessões esporádicas em momentos, ou em cineastas, pouco ortodoxos (i.e. Buñuel, Epstein). “A poética da matéria e a exploração sensorial dos elementos formam um dos capítulos mais belos da invenção cinematográfica […], o cinema nos ensina ou nos lembra que a matéria é o tecido do mundo. […] Descobrimos através do cinema quão profundamente a assinatura plástica do mundo […] está inscrita em nós” (SIETY, 2017).
A subversão da forma cinematográfica, através de suas nuances físico-químicas, coloca em evidência a maleabilidade criativa da emulsão fotográfica e seu paradoxal apelo indicial; sublinha a potência sensorial do cinema ao expor sua familiar estranheza, sua ambiguidade; subverte os corpos filmados com sobreposições, solarizações, arranhões, distorções, corrosões, queimaduras, véus. O corpo humano e o corpo fílmico transformam-se em laboratório da matéria numa liberação poética do vestígio. Pensar o gesto químico como uma forma de pensamento sobre a “assinatura plástica do mundo” é a proposta deste trabalho. Para tanto traçaremos um diálogo entre as obras fotográficas de Raoul Ubac, mais precisamente “La Nébuleuse” e “Penthesilée”, ambas de 1938, com os filmes “Mu(e)s” e “Esquisse” de Frédérique Ménant (2015) – realizados em conjunto com a artista plástica Nathalie Menant e processados artesanalmente no laboratório coletivo L’Etna, em Paris. Os modos de produção da imagem cinematográfica são de fundamental importância para que a diversidade processual possa ser explorada. Não à toa aproximamos o fazer fotográfico de Ubac com o trabalho artesanal da cineasta. Ambos apresentam caminhos frutíferos na anatomia desta conversa de corpos expostos ao derretimento da forma, à dissolução da matéria e que se tornam a “metáfora viva do tecido do mundo”.
Bibliografia
- AGAMBEN, Giorgio. Notas sobre o gesto. Artefilosofia, Ouro Preto, n. 4, janeiro 2008, pp 09-14.
AUMONT, Jacques. O olho interminável: cinema e pintura. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.
BAQUÉ, Dominique. La photographie plasticienne: un art paradoxal. Paris: Editions du Regard, 1998.
FAURE, Élie. « De la cinéplastique », in L’Arbre d’Éden, Crès. 1922.
FLUSSER, Vilém. Gestures. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2014.
LEMAGNY, Jean-Claude. La matière, l’ombre, la fiction. Paris: Nathan/BNF, 1994.
__________. L’ombre et le temps. Essais sur la photographie comme art. Paris: Nathan Université, 1992.
SIETY, Emmanuel. De la matière. Texto de abertura da sessão “De la matière”, de curadoria do próprio autor, no L’Espace en cours organizada pelo grupo Braquage em 03 de abril de 2017 em Paris.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

