Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Alessandra Soares Brandão (UFSC)
Minicurrículo
- Alessandra Brandão é professora e pesquisadora do PPGI e do curso de Cinema da UFSC. É vice-presidente da Socine e editora da Rebeca.
Ficha do Trabalho
Título
- Vidas precárias, vidas em trânsito
Seminário
- Cinema Queer e Feminista
Resumo
- A partir de um recorte de precariedade e sobrevivência, este trabalho propõe uma análise da relação entre a perambulação da mulher na cidade em contraste com as forças imobilizadoras do capital. O foco se dá nos modos de sobreviver na e da precariedade quando a falta, o dano, o controle e a vulnerabilidade impulsionam determinadas trajetórias femininas (Dois dias, uma noite; A teta assustada; O céu de Suely, Amor, plástico e barulho) na contramão dos vetores de exclusão do capital.
Resumo expandido
- Em um contexto contemporâneo marcado por uma intrínseca relação entre o capitalismo e a produção de subjetividades, importa pensar os modos como as vidas femininas se tornam precárias no interior da máquina convulsa do capital e de que maneiras ressurgem sobreviventes na e da precariedade, quando a falta, o dano, o controle e a vulnerabilidade impulsionam determinadas trajetórias femininas na contramão dos vetores de exclusão do capitalismo. Mais especificamente, que imagens o cinema oferece para pensarmos a imbricação entre a exclusão de mulheres e suas estratégias de sobrevivência forjadas como ‘pequena luz’ no auge do espetáculo de circulação massificada de pessoas, bens, imagens? Nesse sentido, as jornadas singulares das protagonistas em filmes como Dois dias, uma noite (Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, 2014); Amor, plástico e barulho (Renata Pinheiro, 2013), A teta assustada (Claudia Llosa, 2009) e O céu de Suely (Karim Aïnouz, 2006), por exemplo, são mobilizadas ao mesmo tempo pela falta de e em direção a formas de re/conexão com o capital (PELBART, 2011), tecendo linhas de fuga nas contingências da precariedade. Por outro lado, se pensamos, com Judith Butler (2009), que a condição precária se dá em perspectiva relacional, ou seja, no âmbito coletivo, social e não individual, busco analisar esses filmes a partir de uma mirada que tanto reconhece as narrativas que colocam as mulheres em movimento contextual de mobilidade social quanto as forças estéticas que politizam suas trajetórias, de maneira a compor um espécie de mapeamento das alianças que constituem suas diversas formas de sobrevivência diante da falta. Em Amor, plástico e barulho, Jaqueline, personagem interpretada por Maeve Jenkings, é uma estrela decadente do tecnobrega que busca espaço em uma indústria dominada por homens e sempre ameaçada pela chegada de novos talentos, como é o caso da amiga Shelly. Nesse universo, periférico e desigual, a precariedade de Jaqueline é sempre iminente na trajetória neófita de Shelly, marcada pela provisoriedade de suas carreiras, de performances esparsas em espaços cada vez mais isolados da cidade. Em O céu de Suely, a perambulação se dá em busca de um lugar, um emprego, um porquê de habitar a isolada cidade de Iguatu. É vendendo a rifa de ‘uma noite no paraíso’ que Hermila se reinventa como Suely, fazendo de sua própria precariedade um “vetor de autovalorização” (PELBART, 2002). Da periferia de Lima para o centro da cidade, onde precisa trabalhar, Fausta, personagem central de A teta assustada, percorre as ruas como se travasse uma luta consigo mesma e contra o mundo de fora. É preciso sobreviver na superfície, ainda que acometida pela ‘doença da teta assustada’, lenda segundo a qual sua alma está no escuro da terra, como a batata que traz entranhada no ventre. Apesar do medo herdado do corpo materno violentado em sua gravidez, trabalhar significa poder financiar o enterro da mãe na vila e origem, ao mesmo tempo que a coloca no centro de sua própria sustentação. Em Dois dias, uma noite, Sandra quase sucumbe diante da notícia de que seus colegas de trabalho aceitaram um bônus de 1.000 euros em troca de sua demissão. A custo de muito esforço, precisa sair de porta em porta, solicitando que cada um deles retome sua posição e lhe dê a chance de restituir o emprego em nova votação. Esses são filmes que, queremos crer, constroem o trânsito dessas personagens como uma marcha, um gesto de enfrentamento diante das perdas, da falta, dos danos, e da exclusão. Em conjunto, portanto, oferecem pequenas luzes que podem iluminar uma aliança de forças que resitem/existem/sobrevivem através e a despeito da precariedade que constitui o universo particular de cada uma dessas vidas errantes.
Bibliografia
- BUTLER, Judith. Frames of war: when is life grievable. London & New York: Verso, 2009.
_______. Precarious life: the powers of mourning and violence. London & New York: Verso, 2006.
_______. Conferência Magna no I Seminário Queer – Cultura e Subversões de Identidade. Sesc, São Paulo, 2015. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IkLS0xMo-ZM&list=PLtukD4KW-eVKg0ScgFBnxIi5LfjsNRzjq&index=1.
DELEUZE, Gilles & GUATTARI, Félix. Kafka: Por uma literatura menor. Rio de Janeiro: Imago, 1977.
PELBART, Peter Pal. Vida capital: ensaios de biopolítica. São Paulo: Iluminuras, 2011.
_______. “Biopolítica e biopotência no coração do império”. Disponível em: http://www.multitudes.net/Biopolitica-e-Biopotencia-no/.
_______. “Poder sobre a vida, potência da vida.”. Lugar comum. n. 17. 2002.
ROLNIK, Suely. “Subjetividade antropofágica”. In: LINS, Daniel (org.). Razão nômade. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

