Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Simplicio Neto Ramos de Sousa (ESPM)
Minicurrículo
- Diretor e Roteirista de documentários “Onde a Coruja Dorme” e “Carioca era um Rio”. Bacharel em Ciências Sociais pela UFRJ, Mestre e Doutor em Comunicação pelo PPGCOM-UFF. Pesquisa o realismo no cinema brasileiro. Foi Professor Substituto no Dep. de Cinema e Video da UFF, de 2008 a 2010. Hoje é Professor Assistente I do Curso de Cinema e Audiovisual da ESPM-Rio. Curador e Editor de Catálogo de Mostras nos CCBBS, como “Cineastas e Imagens do Povo” e “Os múltiplos lugares de Roberto Farias”
Ficha do Trabalho
Título
- Teoria dos cineastas na Saga Filmes: autoria, gênero e grossura lírica
Resumo
- No levantamento da produção escrita publicada de diretores brasileiros, que, a nosso ver, chegaram a criar teorias próprias sobre a “questão realista” no Cinema Nacional, pudemos delinear outra questão correlata, a “questão da comunicação”. As respostas dadas pelo grupo reunido na Saga Filmes de Leon Hirszman serão nosso foco de interesse, e demonstram como esses cineastas elaboraram conceitos únicos, relativos a linguagem, autoria, gênero, e recepção no Cinema, com implicações até hoje
Resumo expandido
- Este trabalho é um dos desdobramentos de nossa tese de doutorado “A realidade brasileira no cinema: as teorias dos cineastas brasileiros sobre a representação do real”, de 2014. No levantamento da produção escrita publicada de diretores brasileiros de longa-metragens de ficção, que, a nosso ver, chegaram a criar teorias próprias sobre da “questão realista” no Cinema Nacional, pudemos delinear outra questão correlata, a “questão da comunicação”. As respostas a ela, dadas pelo grupo reunido na Saga Filmes nos anos 60, serão nosso foco de interesse, e demonstram como nossos cineastas elaboraram conceitos relativos a linguagem, autoria, gênero, e recepção no Cinema. Gustavo Dahl (apud AUTRAN, 2008), antes um divulgador da “Politique des Auteurs” da Cahiers du Cinema no Brasil, já em 1966 fala do mal estar frente aos resultados de bilheteria de seus pares na Revista Civilização Brasileira, anunciando a “questão que atormenta todo o Cinema Novo”: a de “como vencer a contradição entre um cinema responsável no nível do pensamento e da linguagem e sua aceitação pelo público”. Para Dahl, só há três opções: “a consolidação econômica da atividade”, ou “as investigações estéticas e ideológicas”, ou “uma solução que conseguisse conciliar os dois eixos” (DAHL apud AUTRAN, 2008). Nesse contexto, querer um Cinema Novo, mas também o amor do público nacional-popular, gera a Saga Filmes, e seu cinema autoral-popular. Leon Hirszman compra tal empresa de Joaquim Pedro de Andrade, e nela faz uma série de obras autorais com estratégias de gênero, visando a tal “comunicação” com o público pagante. Ao longo de 1967, a Saga Filmes lança o musical Garota de Ipanema, do próprio Leon, a comédia romântica Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos de Oliveira, e o policial de Miguel Borges, Perpétuo contra o esquadrão da morte. “Eu prestava atenção nas reações do público”, conta Leon, explicando que essa safra de filmes “pretendia ser a base de um possível caminho industrial do cinema brasileiro” (HIRSZMAN, 2005). Seu amigo, o então roteirista Eduardo Coutinho, participa de vários projetos da Saga, dirigido a comédia O homem que comprou o Mundo (1968), e a adaptação de Shakespeare, Faustão (1970), primeiro de quatro longas sobre o cangaço, investimento da Saga no popular gênero do “nordestern”. Termo cunhado “habilmente” por Salvyano Cavalcanti de Paiva, segundo Glauber Rocha, que co-roteirizou Garota de Ipanema, e então comentou: “só me sentirei bem com o cinema no dia em que, sem fazer concessões à pornografia e ao mau gosto, conseguir atingir o público” (ROCHA, 1967b). Glauber aqui contrapõe sua colaboração na Saga, com o seu desdém pelo então chamado “cinema grosso”, associado aos policiais de Jece Valadão e ao cinema de Miguel Borges (SILVA NETO, 2008). Um dos fundadores do Cinema Novo, com o curta Zé da Cachorra, parte de Cinco Vezes Favela (1962), e com o longa Canalha em Crise (1965), Borges é o primeiro dissidente do movimento. No calor do lançamento das obras autorais-comerciais da Saga, Borges aproveita as entrevistas sobre Perpétuo para, atacando o Cinema Novo, conceituar a “grossura lírica”, uma prévia de categorizações posteriores, como “cinema-cafageste”, feita por Carlos Reichenbach ao lançar As libertinas (1969). Como se vangloria Borges (1970) ao crítico José Carlos Monteiro numa entrevista para o Caderno B, seu filme “é um precursor”, pois “quem o diz é Rogério Sganzerla, citando-o entre os melhores resultados do cinema novo”. Empenha-se em afirmar seu afastamento do autorismo, criticando contraposição entre autor e artesão, termo elaborado no Brasil, de Paulo Emilio Salles Gomes a Glauber Rocha, e que permeia a questão da comunicação, problematizada ao extremo com essa série de filmes. A análise, a defesa e o ataque a estes, feita pelos cineastas-críticos no calor do lançamento, é a fonte dos conceitos em jogo, e do eixo de construção teórica por parte dos realizadores, que analisaremos
Bibliografia
- AUTRAN, Arthur. As concepções de público no pensamento industrial cinematográfico. Revista FAMECOS. Porto Alegre, n. 36, p. 84-90, ago. 2008.
BORGES, Miguel. Depoimento sobre o lançamento de Canalha em Crise. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 27 jun. 1963.
______. Um cineasta no espelho. Entrevistador: José Carlos Monteiro. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 26-27 abr. 1970.
HIRSZMAN, Leon. É bom falar! In: CALIL, Carlos Augusto (Org.). Mostra Leon Hirszman – CineSesc. São Paulo: SESC, 2005.
RAMOS, Fernão Pessoa (org.). História do Cinema Brasileiro. São Paulo: Art Ed. LTDA, 1990.
ROCHA, Glauber. Entrevista de Glauber Rocha sobre o lançamento de Terra em Transe. Revista Artes, ago.-set. 1967b.
______. Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. São Paulo: Cosac & Naif. 2003.
______. Revolução do Cinema Novo. São Paulo: Cosac & Naif. 2004.
SILVA NETO, Antonio Leão da. Miguel Borges – Um Lobisomem Sai da Sombra/Coleção Aplauso. São Paulo: Editora: Imprensa Oficial, 2008.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

