Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Roberta Veiga (UFMG)
Minicurrículo
- Professora Doutora do Dep. de Comunicação Social da FAFICH-UFMG e do PPGCOM-UFMG. Editora da Revista Devires – Cinema e Humanidades. Pesquisadora junto ao grupo Poéticas da Experiência (UFMG) onde desenvolve a pesquisa “A escrita de si pela imagem: cinema, história e espetáculo”. Membro do comitê científico do Forumdoc.bh (Festival do Filme Documentário). Tradutora do livro “Nothing Happens: Chantal Akerman’s Hyperrealist Everyday”, de Ivone Margulies, pela Edusp. Secretária Acadêmica da SOCINE.
Ficha do Trabalho
Título
- Há sempre uma imagem que falta
Resumo
- O cineasta Rithy Panh busca um arquivo, crianças nos campos de trabalho no Camboja: não há. Retorna a aldeia de sua infância roubada: não lembra. Frente à dupla falta da imagem física e mental, Panh cria uma maquete com bonecos de argila. A essa invenção no presente do cinema, a montagem chama o passado pelos arquivos do regime comunista. Ao unir memória e história, esquecimento e imaginação, pode esse dispositivo lúdico-politico, de A imagem que falta, elaborar o trauma e tornar o luto comum?
Resumo expandido
- Assistir A imagem que falta (2013), do cineasta cambojano Rithy Panh, é de fato sentir que a imagem falta. Falta a imagem que nos documentários do cineasta nos dava a ver ex-soldados do partido comunista, torturadores de inocentes, reencenando seus atos, como em S-21 a máquina de morte do Khmer Vermelho (2003). Falta a imagem de Duch, o mandante do regime totalitário do KV, a se esquivar das provas contra ele. Mas, por acaso, faltariam as imagens-pensamento, que ao colocarem vitima e algozes frente a frente, nos interpela sobre como pode o ser humano produzir sofrimento, espalhar dor, e se vincular, assim, a morte? Se em S-21 e Duch, o mestre das forjas do inferno (2011) vemos imagens indiretas do genocídio, ocorrido entre 1975-1979 no Camboja, aquelas possíveis de serem geradas no presente junto aos participantes do acontecimento, e outras que de lá vieram na forma de arquivos, e ainda assim algo do passado sempre falta, em A imagem que falta, a imagem do presente que inscreve o filme num aqui-e-agora se ausenta, parece não mais haver o que filmar.
Em entrevista a Jean-Luc Godard, Chantal Akerman disse: a escrita começa da página em branco já o cinema, quando se liga a câmera, algo está lá. Para onde apontar a lente quando o que se quer filmar é uma ausência ou uma página em branco na memória? É preciso inventar com o aparato para que a memória encontre formas de se manifestar– pois é que a memória cria imagens uma vez que esquece. Depois de fracassar em sua perseguição por uma imagem concreta de crianças trabalhando em condições precárias nos campos cambojanos, Panh precisa lidar com a falta que se duplica. Não aparece o arquivo e também sua memória não mais se liga a aldeia a qual deixou nos anos 70. Se a falta é dupla – da imagem física e da imagem mental – a invenção também o é. Não há como encenar o que ocorreu na aldeia onde os cambojanos, despidos de suas identidades, eram forçados ao trabalho – quando de seu retorno, ela só é ausência – seria preciso criar o cenário de sua infância, onde os pais foram mortos. Fantasmas e lembranças, do massacre da ditadura comunista, poderiam enfim reaparecer para povoar a maquete, aldeia imaginária, que Panh constrói, e os bonequinhos de argila o fazem. A imagem sempre faltará, aquela que é a origem de tudo, mas outras vêm atender ao chamado político de Panh de reencontrar os seus, salvá-los do apagamento completo. Esse dispositivo mnemônico parece fazer a infância retornar apenas como resistência enquanto encena seu apagamento.
A ideia é escavar os extratos históricos, semióticos, políticos, e subjetivos que compõe essa imagem que falta. Interessa-nos traçar com maior precisão as conexões entre a imagem material (o arquivo ausente) e a imagem-memória (a lembrança ausente) com apoio da reflexão de Didi-Hubberman que nos lembra, junto com Benjamin, que a lógica da história é mnemônica: lacunar, esgarçada. Queremos percorrer o fio que vai do pessoal ao político através desse tecer da memória pela invenção de um dispositivo fílmico, um processo criativo no presente, que permite a Panh se colocar em obra e criar um meio de restituir algo do comum que a promessa ideológica do KV transformou em miséria moral e física.
Não há passado ao qual se instalar é no presente que o sujeito tece a memoria, diria Benjamin lembrando Proust. Poderíamos falar que no processo de criar e por em cena os bonequinhos de argila, A imagem que falta, não é apenas a elaboração do trauma de Panh, mas a perlaboração do luto histórico, como diria Maria Rita Kehl? Ao animar o passado com pueris miniaturas, gesto ficcional confesso, e confronta-lo às imagens oficias, aquelas feitas a mando o regime ditatorial de Pol Pot, o cineasta monta um dispositivo lúdico-narrativo-político. Se tal dispositivo credita à montagem a criação de um espaço conflituoso de memória que, ao unir presente e passado, escancara o dano coletivo e se oferece como contra-história, porque há sempre uma imagem que falta?
Bibliografia
- BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas Vol.I: São Paulo: Brasiliense, 1987.
DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante do Tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2015.
GAGNEBIN, Jeanne-Marie. O que significa elaborar o passado?Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo, 34, 2006.
Kehl, Maria Rita. Tortura e Sintoma Social. O que resta da ditadura : a exceção brasileira. E. Teles e V. Safatle (Org.) São Paulo: Boitempo, 2010.
LEANDRO, Anita. A história na primeira pessoa: em torno do método de Rithy Panh. Anais da Compós – 23◦ Encontro da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, UFPA, 2014.
PANH, Rithy. Sou um agrimensor de memórias. In: Catálogo da mostra O cinema de Rithy Panh. CCBB, 2013.
ROLLET, Sylvie. Devolver o olhar. In: Catálogo da mostra O cinema de Rithy Panh. CCBB, 2013.
SELIGMANN-SILVA, Márcio. Narrar o trauma: a questão dos testemunhos de catástrofes históricas. Psicol. clin.2008, vol.20, n.1.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

