Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Daniel Dória Possollo Carrijo (UFPR)
Minicurrículo
- Daniel Dória é mestre em História pela UFPR e atualmente bolsista de doutorado também pelo departamento de pós-graduação em História da UFPR, orientado pelo Profº Drº Pedro Plaza Pinto, da linha de Cultura e Poder. Analisa as narrativas fílmicas da história do blues do século XXI, problematizando conceitos tais como lugar de memória fílmico e autenticidade. Dedica atualmente especial atenção aos estudos relacionados à trilha sonora, em especial com relação ao conceito de paisagem sonora.
Ficha do Trabalho
Título
- O BLUES NA PAISAGEM SONORA DE “O BROTHER, WHERE ART THOU?”
Resumo
- Propõe-se analisar a construção do lugar de memória fílmico relativo à história do blues a partir da compreensão do efeito de autenticidade produzido pela utilização da banda sonora e pelas paisagens simbólicas que a mesma suscita em “O Brother Where art Thou?” (2000), dos irmãos Coen. Espera-se demonstrar assim de que forma e a partir de quais elementos sonoros constrói-se um supercampo crível, de acordo com as imagens mnemônicas acerca do recorte histórico retratado.
Resumo expandido
- Propõe-se analisar a construção do lugar de memória fílmico relativo à história do gênero musical blues a partir da compreensão do efeito de autenticidade produzido pela utilização da banda sonora e pelas paisagens simbólicas que a mesma suscita. Por objetivo, espera-se demonstrar de que forma e a partir de quais elementos sonoros – música, ruído, ferramentas audiovisuais, tais como o dolby surround – constrói-se um supercampo crível, de acordo com as imagens mnemônicas sociais acerca do recorte histórico retratado.
Partiremos da obra “O Brother, Where art Thou?” (2000), dirigido pelos irmãos Coen, com T Bone Burnett assinando a trilha sonora. O filme, que consiste de uma alegoria paródica da obra A Odisséia de Homero, ambientada nos EUA à época da Grande Depressão (anos 1930), introduz como figura coadjuvante de destaque a personagem Tommy Johnson, um músico negro de blues encontrado em uma encruzilhada após concluir um trato com o diabo em troca de sua alma, aludindo claramente à figura histórica de Robert Johnson, o músico misterioso e virtuoso que morrera tragicamente aos 29 anos na mesma época em que se passa o filme. Como trabalhado anteriormente em nossa pesquisa, concluímos em 2014 com Cinema & Blues: representações do gênero no século XXI, a nível narrativo, que o blues é parte relevante, um lugar comum, quando se pensa a cultura estadunidense da metade do século XX, principalmente quando se refere à região Sul, em especial o delta do rio Mississipi, pela intensa presença de indivíduos de origem africana – ex-escravos ou seus descendentes, que à época viviam em grande parte submetidos ao regime de sharecropping, espécie de feudalismo moderno, segundo Robert Palmer. Além disso, a memória social relativa a esse grupo é marcada pela errância, pelo sincretismo religioso e misticismo, pela exploração, racismo, violência – ambas as referências presentes na obra em relação à personagem estudada. O que propomos aqui é um estudo mais aprofundado acerca da construção dessa narrativa, desse lugar de memória audiovisual tido por autêntico, de acordo com o imaginário coletivo dominante, a partir da trilha sonora, fortemente marcada pelo gênero musical em questão e pelo uso da ferramenta dolby surround. Acreditamos que a atmosfera do Sul dos EUA, berço do blues, apresentada na obra, com cânticos de spirituals, work songs, ruídos brancos de vento e mato, somados à própria escolha da trilha musical, tanto de fosso quanto diegética e acusmática, com especial destaque àquelas interpretadas pela personagem em questão, como a canção tema “Man of Constant Sorrow” – que apesar de soar mais como um country apresenta fortes características do gênero estudado, reforçando o argumento apresentado – são peças fundamentais para a construção da paisagem sonora que soma à narrativa fílmica sua impressão de autenticidade, medida fundamental, como propõe Natalie Zemon Davis, para o sucesso de qualquer filme que se proponha a retratar o passado. Aqui, dessa forma, analisamos o papel do blues e de seu imaginário social (e sonoro, por que não) enquanto elemento central da construção do território historicamente reconhecido como sendo o dos EUA à década de 1930 a partir do tratamento sonoro da obra, levando em consideração também, naturalmente, os aspectos subjetivos característicos de seus responsáveis – os irmãos Coen e T Bone Burnett.
Bibliografia
- CHION, M. A audiovisão: som e imagem no cinema. Lisboa: Edições Texto & Grafia, 2008.
DAVIS, N. Z. “Any Resemblance to Persons Living or Dead: Film and the Challenge of Authenticity.” Yale Reviews, vol. 76, no. 4 (September 1987).
DÓRIA, D. P. C. Cinema & Blues: representações audiovisuais do gênero no século XXI. 76 f. Dissertação – Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014.
GUYNN, W. Writing History in Film. New York, Routledge, 2006.
NORA, P. “Entre memória e história: a problemática dos lugares”. Projeto História: Revista do Departamento de História da PUC-SP, No. 10 (Dezembro 1993).
PALMER, R. Deep Blues: A Musical and Cultural History from the Mississippi Delta to Chicago’s South Side to the World. USA: Penguin Books, 1982.
SCHAFER, M. O ouvido pensante. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1991.
WISNIK, J. M. O Som e o Sentido: uma outra história da música. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

