Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Juliano Rodrigues Pimentel (UFRGS)
Minicurrículo
- Juliano Rodrigues Pimentel é roteirista, docente do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, campus Alvorada, nos cursos de áudio e vídeo, e processos fotográficos. Também é doutorando do PPGCOM-UFRGS com projeto em historia do cinema brasileiro e filosofia.
Coautor
- Guilherme Fumeo Almeida (UFRGS)
Ficha do Trabalho
Título
- Jabor filma Nelson: tensões entre tragicomédia e pornochanchada
Resumo
- Estudo sobre a história do cinema brasileiro a partir de uma análise sócio-estética das confluências entre historiografia e crítica cinematográfica. A reflexão tem como objeto de estudo os filmes O Casamento (1974) e Toda nudez será castigada (1972), ambos adaptações de Nelson Rodrigues por Arnaldo Jabor, como ancoragem empírica para organização de um debate entre as categorias historiográficas de “pornochanchada” e “tragicomédia”.
Resumo expandido
- O Cinema Brasileiro, pelos olhos de Paulo Emílio, em, A trajetória do subdesenvolvimento (1996), se apresenta desinteressado pelo próprio passado, algo que se caracteriza desde as dificuldades de se criar e manter uma cinemateca até conceituar e problematizar as particularidades da sua própria historiografia. Ismail Xavier, Alex Viany, Glauber, Bernardet, e tantos outros, resgataram, criaram, e legitimaram um conjunto de olhares que contam a história do nosso cinema, e entre esta percepção do passado de Paulo Emílio e as vozes plurais e críticas dos outros autores, percebemos uma lacuna teórica demarcada pelo fato de o discurso histórico do cinema brasileiro se misturar diretamente com a crítica cinematográfica de jornais e revistas. Um dos exemplos disto, tratado neste estudo, é o de dois filmes dirigidos por Arnaldo Jabor e que, esteticamente e historiograficamente, possibilitam um debate sobre os entendimentos de Pornochanchada e Tragicomédia, ambas designações utilizadas na década de 70, mas sem uma maior acuidade e pormenorização dentro do discurso histórico.
Assim, buscamos responder o seguinte questionamento: como as contextualizações críticas e historiográficas dos filmes Toda Nudez Será Castigada (1972) e O Casamento (1974), tencionam as diferenças entre tragicomédia e pornochanchada? Para responder a esta pergunta, faremos análises fílmicas e historiográficas dos dois filmes, amparadas por noções e conceitos ligados à diferença dentro do discurso histórico e seus reflexos estético-fílmicos.
A problematização sobre os dois filmes de Jabor enquanto tragicomédias parte da classificação de Ismail Xavier (2003, p. 184 e 185), segundo quem o cineasta direcionou as adaptações cinematográficas da obra de Nelson Rodrigues para um tom moderno e melodramático, dando destaque para “o ressentimento de pais e filhos, maridos e mulheres, sem se contaminar pela estreiteza de suas visões, abrindo um horizonte político de observação”. Dessa maneira, se abriu espaço para a inovação do tratamento de Toda Nudez das relações entre família, sociedade, sexo e política através das desventuras de Herculano na união com Geni, e para a radicalização de O Casamento em sua proposta de “incorporação dos excessos, atingindo um grotesco inusitado na estilização do melodrama do pai” (XAVIER, 2003, p. 185). Por meio de uma abordagem que une profundidade dramática, melodrama e experimentações estéticas em torno de uma exploração do grotesco, os dois filmes se consolidaram com suas próprias marcas, que serão exploradas dentro de suas especificidades e enquanto diferentes das produções identificadas com o gênero cinematográfico nacional que se consolidou especialmente durante a década de 1970 em termos de diálogo com um grande público, a pornochanchada.
Ao ressignificar cinematograficamente elementos presentes em diversas formas de entretenimento popular, como o teatro de revista, o circo e o rádio, além de atualizar a dinâmica humorística urbana das chanchadas dos anos 1940 e 50, a pornochanchada se firmou enquanto um gênero que explorava um humor marcado pela ambiguidade, pelo duplo sentido, pelo erotismo e pela crítica de costumes comportamentais, segundo Nuno César Pereira de Abreu (2002). O gênero também pode ser visto como uma representação da liberação de costumes nacionais no período, especialmente em termos sexuais, aponta Inimá Simões (2007), mas sendo essa liberação operada em uma sociedade conservadora e regida por uma ditadura militar, e portanto representada através de marcas como a erotização. Esta proposta é um braço comum de outras duas investigações, a primeira, uma pesquisa de doutorado que analisa a representação das relações interpessoais sociais nas pornochanchadas brasileiras das décadas de 70 e 80, e a segunda, também de doutorado, faz uma revisão crítica das marcas de estilo do Cinema Novo. Ambas são desenvolvidas pelos autores no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul(PPGCOM-UFRGS)
Bibliografia
- ABREU, Nuno César Pereira de. Boca do Lixo: cinema e classes populares. Orientador: Fernão Vitor Pessoa Ramos. Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, Campinas, BR-SP, 2002.
BERNARDET, Jean Claude. Cinema Brasileiro: propostas para uma história. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2009.
GOMES, Paulo Emilio S. A trajetória do subdesenvolvimento. São Paulo, SP: Paz e Terra, 1996.
RAMOS, Fernão (Org.). História do cinema brasileiro. São Paulo, SP: Círculo do livro S.A., 1987.
ROCHA, Glauber. Revisão crítica do cinema brasileiro. São Paulo, SP: Cosac & Naify, 2003.
SIMÕES, Inimá. Sexo à brasileira. Revista ALCEU – v.8, n.15, jul./dez. 2007.
XAVIER, Ismail. O olhar e a cena – Melodrama, Hollywood, Cinema Novo, Nelson Rodrigues. São Paulo: Cosac Naify, 2003.
XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. São Paulo, SP: Paz e Terra, 2001.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

