Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Vitor Gurgel de Medeiros (UFF)
Minicurrículo
- Mestrando do PPGCOM-UFF (Estudos de Cinema e Audiovisual). Graduado em Cinema e Audiovisual pela UFF.
Ficha do Trabalho
Título
- Hong Sang-Soo e a quarta parede performática
Seminário
- Corpo, gesto, performance e mise en scène
Resumo
- Este trabalho pretende verificar de que maneiras a mise-en-scène de Hong Sang-Soo – especialmente nos filmes lançados entre 2005 e 2016 – retrabalha as noções de teatralidade, minimalismo e efeito de presença. Para isso, serão articulados também os conceitos de câmera-corpo e cinema-dispositivo, analisando as relações entre as personagens, o espaço, a instância mediadora e o espectador. Veremos como elas “animam uma à outra com uma certa instabilidade” (MARGUILES, 2016).
Resumo expandido
- A dificuldade em situar os filmes do realizador sul-coreano Hong Sang-Soo em uma vertente ou tendência específica do cinema contemporâneo foi o ponto de partida deste trabalho. Para Luiz Carlos Oliveira Jr., “a serialidade de suas narrativas e a sistematização quase absoluta de suas estratégias formais (sobretudo nos filmes mais recentes) nos leva a pensá-lo antes como um cineasta do dispositivo do que como um metteur en scène.” (2013, p. 206) Erly Vieira Jr. enquadra o cinema de Hong em uma outra tradição: “a dos corpos cotidianos, apresentados sem sobressaltos ou espetáculos, (…) os herdeiros de Ozu”, caracterizados por um “minimalismo milimétrico” (2012, p. 47). David Bordwell associa este realizador a uma tradição do cinema que preza pela mise-en-scène (2007) e relaciona-o à estética que chama de minimalismo asiático: planos longos, personagens comuns vivendo situações corriqueiras, pouca movimentação de câmera, por sua vez posicionada a uma distância razoável dos personagens. No entanto, nos escritos de Ivone Marguiles sobre o cinema de Chantal Akerman (2016), há uma articulação dos conceitos de teatralidade, minimalismo e presença que aponta para um caminho que acredito ser bem próximo do cinema de Hong. Sobre Akerman, Marguiles afirma que “sua mise-en-scène evoca, assim como nega, a quarta parede.” (2016, p. 122-123) “As relações das personagens entre si e com a audiência não são mutuamente exclusivas, mas animam uma à outra com uma certa instabilidade.” (ibidem, p. 123) A autora recorre à estética minimalista não apenas para pensar sobre os elementos fílmicos, mas, principalmente, para verificar como um conjunto de procedimentos pode estabelecer determinada relação entre espectador e obra. Marguiles apropria-se das reflexões de Michael Fried sobre absorção e teatralidade (1988) para descrever a reconsideração radical dessas noções, empreendida por alguns filmes de Akerman. Nesse sentido, trago o conceito de câmera-corpo proposto por Camila Vieira da Silva (2010) para ajudar-nos a entender a mise-en-scène de Hong Sang-Soo. Assim como em determinados filmes contemporâneos asiáticos, a câmera de Hong pode ser considerada um corpo habitando o universo diegético, contudo, seu comportamento difere daqueles apresentados por Silva. Ela não possui uma fluidez ou organicidade, tampouco uma curiosidade em explorar o universo, é muito mais um corpo mecânico. A cada gatilho, a câmera executa abruptamente um gesto (seja um movimento de pan/tilt no próprio eixo ou um zoom ótico). E a mesma lógica se aplica a outros elementos da encenação, como as intervenções de trilha musical e as marcações dos atores: há sempre essa sensação artificiosa e performativa, oscilando entre o espontâneo e o programado, entre o humano e o robótico. Isso nos leva de volta à definição de Oliveira Jr. apresentada no início, que associa Hong à tradição de cinema-dispositivo. Para o autor, este cinema visa “propor um jogo em que, uma vez estabelecidas as regras e acionadas as peças, o mundo possa construir sua própria significação, as ações possam se inscrever no espaço e no tempo por si mesmas.” (2013, p. 9) Esta analogia faz sentido até certo ponto, entretanto, os filmes-dispositivos analisados pelo autor produzem um efeito de “real” e de “mundo” que difere radicalmente do universo diegético construído pelo realizador sul-coreano aqui estudado. Nos filmes de Hong, não há uma sensação de que as ações se inscrevam “por si mesmas” a partir de um jogo previamente proposto, mas parece que um novo jogo se constitui a cada instante. E este jogo não se encerra dentro do filme; está direcionado ao espectador. Portanto, pretendo analisar alguns trechos desses filmes que transitam entre mínimo e excesso, verificando o comportamento dessa quarta parede performática.
Bibliografia
- BORDWELL, D. Beyond Asian Minimalism: Hong Sang-Soo’s Geometry Lesson. In: Korean Film Directors: Hong Sang-soo. Org. H. Moonyung. Seul: K.F.C., Ed Kindle, 2007.
FRIED, M. Absorption and Theatricality: Painting and Beholder in the Age of Diderot. California: Univ. of California Press, 1988.
GUMBRECHT, H. U. Producao de Presenca: o que o sentido nao consegue traduzir. Rio de Janeiro: Contraponto e PUC-Rio, 2010.
LOPES, D. No coracao do mundo: paisagens transculturais. Rio de Janeiro: Rocco, 2012.
MARGUILES, I. Nada Acontece: o cotidiano hiper-realista de Chantal Akerman. Sao Paulo: Ed. USP, 2016.
OLIVEIRA JR, L. C. A mise en scene no cinema: do classico ao cinema de fluxo. Campinas: Papirus, 2013.
SILVA, C. V. O sensivel da imagem: sensorialidade, corpo e narrativa no cinema contemporaneo da Asia. Diss. Mestrado. (Or.: S. B. Furtado) UFC. Fortaleza, 2010.
VIEIRA JR, E. Marcas de um realismo sensorio no cinema contemporaneo. Tese Doutorado. (Or.: D. Lopes). UFRJ. Rio de Janeiro, 2012.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

