Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Carlos Gerbase (PUCRS)
Minicurrículo
- Carlos Gerbase possui graduação em Jornalismo pela PUCRS (1980), doutorado em Comunicação Social pela PUCRS (2003) e pós-doutorado em Cinema pela Universidade Paris III – Sorbonne Nouvelle (2010). É roteirista e diretor cinematográfico desde 1978, tendo realizado sete longa-metragens e dez curtas. É escritor, com quatro trabalhos de ficção, três obras ensaísticas na área do cinema (tecnologias digitas, direção de atores e realização em super-8) e uma obra didática sobre fundamentos de cinema.
Ficha do Trabalho
Título
- A PSICANÁLISE EXPLICANDO O CINEMA: O QUE RESTOU DESSE DISCURSO?
Resumo
- Na clássica antologia “A experiência do cinema”, lançada em 1983, Ismail Xavier, organizador da obra e autor do texto introdutório à terceira parte (intitulada “O prazer do olhar e o corpo da voz: a psicanálise diante do filme clássico”), afirma que, entre as três grandes bases teóricas capazes de estudar a narrativa cinematográfica – a semiologia, o marxismo e a psicanálise – apenas esta última resistira aos grandes embates epistemológicos dos anos 70. Perguntamos: será que ainda resiste?
Resumo expandido
- A semiologia, o marxismo e a psicanálise foram, durante boa parte do século 20, ferramentas teóricas importantes na análise da narrativa cinematográfica. Esta primeira constatação, presente em texto de Ismail Xavier publicado em sua clássica antologia “A experiência do cinema”, lançada em 1983, dificilmente seria motivo de polêmica em meados dos anos 80. Mas Ismail deu um passo a mais: escreveu que, naquele momento, tanto a semiologia quanto o marxismo estavam enfraquecidos pelos “desquites, reconciliações, rearranjos e ressentimentos” (XAVIER, 1983, p.356) ocorridos na arena epistemológica dos anos 70. Enquanto isso, a psicanálise ainda resistia, pois permanecia como “o elemento mais estável, ponto de articulação que permanece mais atrativo a teóricos de orientações distintas” (XAVIER, 1983, p.356).
Ismail escolheu cinco autores do campo da reflexão cinematográfica que trabalharam com a psicanálise para compor a terceira parte do livro (“O prazer do olhar e o corpo da voz: a psicanálise diante do filme clássico”): o alemão Hugo Mauerhofer (texto de 1949), os franceses Jean-Louis Baudry (texto de 1970) e Christian Metz (texto de 1975 e entrevista concedida em 1979), a inglesa Laura Mulvey (texto de 1975) e a americana Mary Ann Doane (texto de 1980). Nossa proposta é voltar aos textos dos três primeiros autores e dar mais um passo no raciocínio de Ismail Xavier, fazendo a pergunta: a psicanálise ainda é uma base confiável para analisar a narrativa dos filmes em 2017?
Mauerhofer aborda a importância dos sonhos e das fantasias que podem ocorrer no início do sono, aparentemente alinhado a Freud. Destacamos ainda o que Mauerhofer chama de função psicoterapêutica do cinema, que estaria ligada à sua capacidade de provocar “respostas que substituem aspirações e fantasias sempre proteladas que perderam grande parte de sua substância” (MAUERHOFER, in XAVIER, 1983, p.380).
Jean-Louis Baudry trabalha com Freu e Derrida e propõe uma análise que incorpore “o lugar da base instrumental no conjunto de operações que concorrem para a produção de um filme, excluindo deste nível as implicações econômicas.” (BAUDRY, in XAVIER, 1983, p. 385) A seguir, Baudry faz uma digressão sofisticada sobre representação, em que lança mão da fenomenologia Husserl, chegando a Lacan e aos conceitos de especularização e estádio de espelho. A partir daí, o jargão psicanalítico mostra todo o seu poder (ou toda a sua artificialidade, dependendo do ponto de vista do leitor).
O texto de Christian Metz com o título “História/discurso (nota sobre dois voyeurismos)” é curto (nove páginas) e claro. Entretanto, na entrevista que se segue, o resultado é bem diferente. Segundo Ismail Xavier, Metz “discute as relações cinema/sonho, cinema/devaneio, cinema/fantasia, tentando tornar menos metafóricas as afirmações a que já estamos acostumados” (XAVIER, 1983, p.364). Para isso, faz largo uso de conceitos freudianos e lacanianos, chegando, é claro, à “ausência do pênis na mulher”, que origina o “processo do fetichismo” (XAVIER, 1983, p.429). Será que Metz ainda está falando de cinema? A sério?
Na boa teoria e na boa ciência, para além dos jargões e dos novos conceitos, estão ideias que dialogam com a realidade. Ou pelo menos deveriam dialogar. Entre 1983 (lançamento de “A experiência do cinema”) e 2017 (quando escrevo) passaram-se 34 anos. Perguntamos: o que restou dessas elocubrações psicanalíticas em relação aos filmes que vemos hoje, em múltiplos suportes, mas também – e ainda prioritariamente – nas venerandas salas de cinema? Nestas três décadas, a psicanálise foi confrontada por dois oponentes muito agressivos: a psicologia evolutiva e a neurociência. Vamos nos deter em algumas descobertas científicas relatadas por Edward O. Wilson, Michael Gazzaniga, Todd Heatherton, Antonio Damasio e Steven Pinker e tentar verificar o que ainda permanece sólido na psicanálise e, por consequência, na teoria psicanalítica no cinema.
Bibliografia
- DAMASIO, Antonio. E o cérebro criou o homem. São Paulo: Cia. das Letras, 2011
GAZZANIGA, Michael & HEATHERTON, Todd. Ciência Psicológica: Mente, Cérebro e Comportamento. Porto Alegre: Artmet, 2005
PINKER, Steven. Tabula rasa: a negação contemporânea da natureza humana. São Paulo: Cia. das Letras, 2004
WILSON, Edward. Consiliência, a unidade do conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1990
XAVIER, Ismail. A experiência do cinema. Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, 1983
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

