Como alguns associados já notaram, o sistema do Banco do Brasil não está gerando os boletos bancários para pagamento da inscrição no encontro. Assim que o problema for resolvido, divulgaremos as novas datas para pagamento.
Trabalhos aprovados para o XXI Encontro SOCINE – UFPB – 2017
O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.
A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.
Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.
- PRIMEIRO PRAZO: 12 a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
- SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
- TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.
Trabalhos Aprovados 2017
Ficha do Proponente
Proponente
- Ana Costa Ribeiro (UERJ)
Minicurrículo
- Artista e cineasta. Doutoranda em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, possui Master of Fine Arts em Cinema pela San Francisco State University e graduação em Comunicação Social pela UFRJ. Seus filmes foram exibidos no Brasil, na Holanda, na Alemanha, na Espanha, na Índia e nos EUA. Montou diversos documentários e dirigiu séries para a TV Brasil, o Canal Brasil e o SporTV. Foi professora de montagem na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e de processo criativo audiovisual no Ateliê da Imagem.
Ficha do Trabalho
Título
- VESTÍGIOS DA MEMÓRIA EM NOSTALGIA DA LUZ, DE PATRICIO GUZMÁN
Seminário
- Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais
Resumo
- O trabalho estabelece relações entre memória e paisagem através da noção de vestígio, a partir da análise do filme Nostalgia da Luz, de Patricio Guzmán. No filme, o realizador investiga os mistérios de uma paisagem – o deserto do Atacama – para se questionar acerca da memória de um país – o Chile. Através da observação direta dos vestígios encontrados no céu e na terra do deserto chileno, Guzmán chega à sua principal temática: a memória dos presos políticos desaparecidos na ditadura de Pinochet.
Resumo expandido
- Na arte contemporânea em geral e, particularmente, na criação audiovisual contemporânea, há uma aproximação das paisagens através da organização de vestígios, sejam eles encontrados naturalmente nas paisagens, sejam eles produzidos especialmente para elas. Reconhecer que as paisagens tenham sido percorridas por outros corpos que ali deixaram vestígios ou produzir artificialmente vestígios para se deixar nas paisagens é algo que permite a criação de novos enquadramentos e composições.
As paisagens cinematográficas permitem construções de diversas formas de ritmo, uma vez que lidam tanto com o ritmo da imagem quanto com o ritmo da paisagem, isto é, tanto com as relações entre a imagem e a paisagem, quanto com as relações entre a paisagem e os corpos que se relacionam com ela. Dentre as inúmeras formas de ritmo que se pode estabelecer com as paisagens, destacamos a relação com a memória. No livro Paisagem e Memória, o escritor Simon Schama indica uma conexão intrínseca entre esses conceitos. Para Schama, tal relação é de tal forma imprescindível que, apesar de estarmos habituados a situá-las em campos distintos, paisagem e memória são inseparáveis: “Antes de poder ser um repouso para os sentidos, a paisagem é obra da mente. Compõe-se tanto de camadas de lembranças quanto de estratos de rochas” (1995, 17).
A fim de aprofundar a pesquisa sobre a relação entre paisagem e memória, seria interessante fazer uma reflexão acerca da noção de vestígio. Segundo o filósofo Emmanuel Lévinas, “o vestígio é a inserção do espaço no tempo” (2012, p. 65). Nesse sentido, o vestígio é a presença da ausência e a ausência, um estado que incorpora uma presença.
O corpo que passa deixa um rastro na paisagem. São as marcas dessa passagem que inscrevem memória nos espaços. Na filosofia de Lévinas, “O vestígio não é um sinal como qualquer outro. (…) Ser, na modalidade de deixar um vestígio, é passar, partir, absolver-se” (2012, p. 63-65).
Nesse sentido, a relação entre paisagem e memória se faz através de negociações entre lembrança e esquecimento. O vestígio encontrado em determinada paisagem permite que algo seja lembrado – a passagem de um corpo, de uma comunidade, de um fenômeno físico, etc. – e, ao mesmo tempo, que algo seja esquecido, uma vez que o vestígio é a prova da existência de um passado no presente, isto é, de algo que já não está. Desse modo, a coexistência da lembrança e do esquecimento é fundamental para se pensar na relação entre memória e paisagem. O vestígio é um índice de que algo se passou em determinado espaço. Assim, estabelece uma ponte entre espaço e tempo.
Segundo o pensador Andreas Huyssen, a memória não se dá somente no tempo: “A memória, é claro, não diz respeito apenas ao tempo, mas é sempre espacializada em contextos nacionais, urbanos e daí por diante. Então, tempo e espaço devem ser pensados juntos e eu não pensaria em separá-los, mas sim em vê-los em sua relação dialética” (cit. in CONDE, 2012). Se lembrar significa ler vestígios, a memória de uma paisagem está diretamente relacionada com o que se deixou ou se encontrou nela.
O presente trabalho pretende estabelecer relações entre memória e paisagem no filme Nostalgia da Luz (2002) a partir da noção de vestígio. No filme, o realizador Patricio Guzmán investiga os mistérios de uma paisagem – o deserto do Atacama – para se questionar acerca da memória de um país – o Chile. Através da observação direta dos vestígios encontrados no céu e na terra do deserto chileno, Guzmán chega à sua principal temática: a memória dos presos políticos desaparecidos na ditadura de Pinochet.
Bibliografia
- CONDE, Miguel. “Andreas Huyssen discute relações entre políticas da memória e direito”.
Globo Universidade, 3 de agosto. Acesso em 22 de março de 2017. Disponível em:
http://redeglobo.globo.com/globouniversidade/noticia/2012/08/andreas-huyssen-discute-relacoes-entre-politicas-da-memoria-e-direitos.html
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, escrever, esquecer. São Paulo: Editora 34, 2014.
LÉVINAS, Emmanuel. Humanismo do outro homem. Petrópolis: Editora Vozes, 2012.
SCHAMA, Simon. Paisagem e Memória. São Paulo: Editora Schwarcz, 1995.
HUYSSEN, Andreas. Culturas do Passado Presente. Rio de Janeiro: Contraponto Editora,
2014.
__________________. Memórias do Modernismo. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.
Bernadette Lyra recebe título de professora emérita da UFES
Parabenizamos a professora Bernadette Lyra, membro do Comitê Científico da SOCINE, pela outorga, na última sexta-feira, 26 de maio de 2017, do título de Professora Emérita da UFES, um justo reconhecimento a sua destacada contribuição para a educação superior.
Anais do XX Encontro SOCINE
Chamada REBECA 11
NORMAS DE ENVIO DE TEXTOS COMPLETOS PARA OS ANAIS
Estudos de Cinema – 2000

Textos selecionados das comunicações apresentadas no IV Encontro Anual da SOCINE, realizado de 8 a 11 de novembro de 2000, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Prorrogação dos prazos
Prezados,
Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.
A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).
Pedimos que avisem aos colegas.
Último dia para pagamento da anuidade 2017 da SOCINE
Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.
Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.
Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

