O XXI Encontro SOCINE acontecerá na UFPB, em João Pessoa, de 17 a 20 de outubro de 2017.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 12  a 26 de junho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
  • SEGUNDO PRAZO: 27 de junho a 17 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
  • TERCEIRO PRAZO: 18 de julho a 7 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Ficha do Proponente

Proponente

    Maria da Conceição Fontoura de Paula Cardoso (UFPE)

Minicurrículo

    Mestranda em comunicação pela UFPE, possui graduação em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (2013). Atua como montadora, roteirista e diretora em cinema/video-arte. Realizou seu primeiro curta-metragem (roteiro e direção) em 2016 com o incentivo do Edital do Audiovisual do Fundo de Incentivo à Cultura do Estado de Pernambuco – Funcultura. É diretora artística e curadora do FINCAR – Festival Internacional de Cinema de Realizadoras.

Ficha do Trabalho

Título

    Interseções entre o cinema e a videoarte feita em Pernambuco

Resumo

    Pernambuco tem uma produção audiovisual marcante, onde o cinema e o vídeo, desde a década de 90, encontram-se em grande potência de realização. Em algumas produções recentes, podemos perceber o início de uma convergência dessas formas em obras, o que gera um debate sobre os caminhos e novas possibilidades de produção audiovisual local. Esta pesquisa se propõe a investigar os resultados dessas convergências e seu

Resumo expandido

    Pernambuco se tornou um estado onde as produções cinematográficas se tornaram verdadeiros acontecimentos, uma produção de cada vez maior potencial artístico, qualidade técnica e comercial. Ao mesmo tempo, nesse mesmo espaço geográfico é onde se encontram grandes artistas visuais como Paulo Bruscky, Jomard Muniz de Britto, entre outros. Claramente numa relação de forças – talvez motivadas pelo sistema econômico das artes – a visibilidade dos artistas visuais não é tão “visível” quanto a de cineastas, mas não por isso que essas produções deixaram de se influenciar mutuamente. Em algumas produções recentes, podemos perceber o início de uma convergência dessas formas em obras, o que gera um debate sobre os caminhos e novas possibilidades de produção audiovisual local. Este anteprojeto propõe uma pesquisa que investigue o resultado dessas convergências em obras do cinema feito em Pernambuco e seus impactos nos modelos de produção das mesmas.
    Partir para investigar o “entre” seria, de certa maneira, se aproximar da perspectiva de ir além da forma fílmica proposta pelo cinema de narrativa clássica, e seguir no desejo de romper subjetivamente com esse sistema de arte industrial do cinema, consequentemente implicando em descobrir os novos modos de produção. Então, para esta proposta de pesquisa, essa disposição é um um gesto divergente, dissonante, de diferenciação, algo que guarda um componente que se atualiza, uma necessidade de sair desse lugar padrão do cinema, lugar de estruturas fixadas e confortáveis.
    Raymond Bellour acredita que o vídeo deve ser compreendido como “um lugar de passagem e um sistema de transformação das imagens umas nas outras” (BELLOUR, 1997, p 17). Em Cinema, Vídeo e Godard (DUBOIS, 2004, p 16), Arlindo Machado, na apresentação do livro, nos instiga a pensar sobre o vídeo em relação ao cinema a partir de uma proposta de Dubois: “o vídeo poderia ser encarado já não mais como uma maneira de registrar e narrar, mas como um pensamento, um modo de pensar.” Nesse sentido, visualizo nas obras que compõem meu corpus de pesquisa, o transbordamento da narrativa, não preocupado em enclausuramentos de formas pré-definidas, sendo a forma o movimento do pensamento de seus autores. Por isso, intuo esse lugar do “entre”, da “interseção”, para essas obras e procuro uma outra forma de me relacionar com elas, entendendo suas características de transbordamento da narrativa clássica como tentativa de ir além da necessidade de transmissão de saberes:
    “Hipótese de que as imagens não devem sua eficácia apenas a transmissão de saberes – visíveis, legíveis ou invisíveis – mas que sua eficácia , ao contrário, atua constantemente nos entrelaçamentos ou mesmo no imbróglio de saberes transmitidos e deslocados, de não saberes produzidos e transformados” (HUBERMAN. 2013, p. 23.)
    Buscando obras audiovisuais que caminhem no “entre”, ou seja, nessa interseção entre o cinema e o videoarte, selecionei obras que caminhassem de ambos os espaços de produção para esta convergência . Ou seja, escolhi duas obras de realizadores consagrados enquanto cineastas – “Brasil S/A” de Marcelo Pedroso, “Super Barroco” de Renata Pinheiro -, e duas obras de realizadores consagrados enquanto artistas visuais – “O Peixe” de Jonathas de Andrade e “Encantada” de Lia Letícia. Sendo este o corpus inicial, durante a pesquisa mantém o potencial em chegar a outras obras.
    Trabalhando com a convergência tanto dos realizadores quanto de suas obras para as interseções entre cinema e videoarte, pretendo nortear essa pesquisa com as seguintes perguntas: quais tipos de investigação estética e narrativas levam tais realizadores para o espaço do “entre”? Quais os impactos dessas investigações nos métodos de produção das obras?

Bibliografia

    BELLOUR, Raymond. Entre imagens. Campinas. São Paulo: Papirus. 1997.
    DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. São Paulo: Editora 34, 1998.
    ________________________. Diante da imagem. São Paulo: Editora 34, 2013.
    DUBOIS, Philippe. Cinema, Vídeo, Godard. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
    __________________. Um “efeito cinema” na arte contemporânea. In: COSTA, Luis Cláudio da. Dispositivos de registro na arte contemporânea. Rio de Janeiro: Contracapa/ FAPERJ, 2009.
    MACIEL, Kátia. Transcinemas.Rio de Janeiro: Contracapa, 2009.
    MACHADO. Arlindo. Pré-cinemas e Pós-cinemas. São Paulo: Papirus, 2007.
    ROCHA, Iomana. Cinemas Fluidos: Análise das interrelações entre cinema independente experimental brasileiro e arte contemporânea no contexto pós-cinema. 2014. 183 f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Artes e Comunicação. Comunicação, 2014.

Estão publicados os anais do XX Encontro SOCINE, sediado em outubro de 2016 pela UTP – Universidade Tuiuti do Paraná.

As duas versões – anais digitais e anais de textos completos – estão em nosso site:

Anais 2016

Qualquer problema deve ser comunicado à secretaria no socine@socine.org.br.

Prezados,

Informamos que os prazos de pagamento da anuidade 2017 e de inscrição de trabalhos para o XXI Encontro SOCINE acabam de ser prorrogados.

A nova data limite para impressão do boleto (e vencimento do mesmo) é 4 de abril.
A nova data limite para inscrição das propostas em nosso sistema é 10 de abril (até à meia-noite, horário de Brasília).

Pedimos que avisem aos colegas.

Lembramos aos associados que hoje, 24 de março, encerra-se o prazo de pagamento da anuidade de 2017 da SOCINE.

Além de ser um compromisso dos sócios para a manutenção da sociedade, estar em dia com as anuidades é pré-requisito para inscrever trabalho para o Encontro.

Quaisquer dúvidas ou problemas devem ser comunicados diretamente à secretaria no socine@socine.org.br.

Comunicamos que a SOCINE é agora sócia da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, entidade que congrega mais de 130 Sociedades Científicas para a consecução de objetivos comuns, visando a defesa do desenvolvimento científico e tecnológico do País.