Ficha do Proponente

Proponente

    Juliano Gomes (ECO-UFRJ)

Minicurrículo

    Crítico e professor. Formado em Cinema, Doutorando (ECO-UFRJ). Lecionou na Pós Grad. em Audiovisual na UNOCHAPECO, além do curso de audiovisual da Vila das Artes (Fortaleza -2014), Academia Internacional de Cinema, e no Festival Fronteira (Goiânia). Redator na Revista Cinética. Faz a concepção audiovisual de espetáculos de teatro e dança desde 2010. É performer em “Help! I need somebody”. Dirigiu o curta “…”(2007) e está finalizando o curta “As Ondas”. Programou a Sessão Cinética no IMS-RJ.

Ficha do Trabalho

Título

    Rua de mão múltipla: notas sobre “Fantasmas”(2010), de André Novais

Resumo

    Desejo analisar a maneira com que o curtametragem “Fantasmas”(2010) cria um curtocircuito de formas, construindo através de sua mise-en-scene uma aguda reflexão sobre o estatuto ontológico das imagens hoje. A partir de uma ficção apartentemente banal, o filme se reconfigura e evoca repertórios variados. O encaramos como uma espécie de fábula sobre o dispositivo cinematográfico, onde o dentro e o fora, direto e indireto, a atividade e a passividade, se colocam em intercâmbio permanente.

Resumo expandido

    “Fantasmas”, curtametragem dirigido por André Novais, narra em plano único, fixo, um momento banal entre dois amigos, jogando conversa fora, até um desenlace inusitado. O mote de uma desilusão amorosa leva a uma construção em abismo onde a câmera também se torna um personagem, em sua aparente passividade. O que vemos é filmado por um dos personagens. Isto é: descobriremos, na sua segunda metade, que a câmera foi colocada por ele. Gabriel e Maurílio estão fora do quadro, nunca aparecem para nós, diretamente. Sua construção, seu “tomar forma” se dá de maneira indireta.

    Desdobraremos este pequeno grande filme analisando a maneira de como sua construção se torna lugar de uma reflexão sobre as possibilidades de uma imagem na reconfiguração das partes do sensível. Sendo assim, torna-se uma espécie de investigação sobre o próprio estatuto da imagem hoje, atravessada por situações de visibilidade e de reprodução das mais variadas formas.

    Em grande parte do filme não se sabe o que estamos vendo. O foco está no som. Não há figura, só uma escura paisagem urbana qualquer, um posto, um não lugar.
    O filme se localiza num lugar de passagem, de passagens. Na rua, passam ônibus e carros. O quadro parece não privilegiar nada exatamente. Toda armação ficcional aponta para uma certa insignificância de suas matérias. A conversa, as pessoas, o momento, nada parece ser espacialmente relevante (parte de sua dramaturgia passa por questionarmos o porquê de estarmos a assistir o próprio filme já que ele insiste em boa parte de seu primeiro ato em não nos “mostrar nada”), o que dá relevo a uma consciência do filme como forma, matéria.

    Tal superfície radicalmente superficial já é uma marca ética de sua perspectiva. Seus aparentes parcos meios (um filme de plano único, fixo, com câmera amadora, sem atores profissionais, imagens escuras, indefinidas) e enredo pra lá de pueril à princípio (reencontro de dois amigos, e conversa acerca de uma desventura amorosa de um deles) são ferramentas de uma ação aguda na composição dramatúrgica e numa investigação sobre o estatuto da imagem simultaneamente.

    Vista Lumière, vídeo amador, câmera de vigilância por outro, “Fantasmas” (assim como outros trabalhos de André Novais) cria um jogo discreto e ativo entre forças dentro e fora do filme permanentemente ,que transcende e reconfigura sua cartografia ficcional. A relação do filme com o espectador já se coloca em terreno indecidido: o que estamos vendo afinal?

    O que é um fantasma? Um defeito? A presença de alguém que morreu? Um signo visual sem a presença de um corpo? Um corpo só imagem: Alguém fora de seu próprio tempo? “Fantasmas” coloca sob uma investigação ficional o problema do real numa construção em abismo, onde os personagens (que assistem) parecem não diferir em nada de nós. O protagonista, homônimo do ator Gabriel Martins, diz: “eu vejo para esquecer. Eu só queria ter certeza”. Pra quê vemos um filme? Que situação é essa que se coloca na experiência cinematográfica e que tipo de saber ela produz?

    O enredo do filme fala de uma imagem cujo objetivo era de comprovação de um fato. Porém, ao final, uma imagem, em si, nada diz. “Fantasmas” vai falar justamente desta mudez ativa, desta espécie de morte dos enunciados que a experiência opera. Na medida em que são personagens-espectadores, estamos nós, do lado de fora do filme, agora dentro e metaforizados. Por quê querer ver? Para que serve ver? O que um som e uma imagem podem comprovar? Não há nada para ver. Mas é preciso ver. Fantasmas, entre os vários encontros que narra, fala do encontro da inteligência humana e da inteligência da máquina. Uma atividade e uma passividade combinadas.

    Partindo destas observações, este trabalho pretende observar a maneira com que o filme se reconfigura e evoca repertórios variados, encara-lo como uma espécie de fábula sobre o dispositivo cinematográfico, onde o dentro e o fora, direto e indireto, a atividade e a passividade, se colocam em intercâmbio permanente

Bibliografia

    EPSTEIN, Jean. Buenos Dias, cine. Espanha, Intermedio, 2015
    DELEUZE, Gilles. A Imagem-tempo, Cinema vol.2. São Paulo, Editora Brasiliense, 2005
    RANCIERE, Jacques. A fábula cinematográfica . Campinas, Papirus, 2013
    RANCIERE, Jacques. A partilha do sensível. São Paulo, Editora 34, 2009
    XAVIER, Ismail (org.). A Experiência do Cinema. São Paulo, Graal, 1983

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.