Ficha do Proponente

Proponente

    MARCELA DUTRA DE OLIVEIRA SOALHEIRO CRUZ (UNISUAM)

Minicurrículo

    É bacharel pelo curso de Comunicação Social com habilitação em Cinema da UFF e finalizou em 2014 o mestrado com bolsa Capes em Comunicação Social na linha de Estudos de Cinema e Audiovisual do Programa de Pós Graduação em Comunicação Social da UFF com a pesquisa: JANE AUSTEN É POP – o papel do leitor e do espectador na Austen Mania. É professora de Comunicação Social – Jornalismo e Publicidade. Em 2012 tornou-se sócia fundadora da empresa Geringonça Filmes Produções Artísticas.

Ficha do Trabalho

Título

    Cinema e literatura: a adaptação literária enquanto espaço de memória

Resumo

    Este artigo tem como objetivo se debruçar sobre a relação entre literatura e cinema – leitura e espectatorialidade – buscando compreender quais dinâmicas de memória são geradas a partir da experiência subjetiva do espectador/leitor. Pretendemos propor, ainda, uma análise sobre as interações entre o repertório do leitor/espectador e a memória cultural circulada de um cânone, sob a perspectiva de uma espiral de referências e citações presentes em adaptações audiovisuais contemporâneas de J. Austen

Resumo expandido

    A relação entre cinema e literatura é permeada por inúmeros debates nos seus respectivos campos teóricos.
    Entendemos que parte dos diálogos travados acerca da interação entre essas as artes se dá através de questionamentos sobre as suas possíveis reminiscências, no que tange a busca da compreensão sobre permanências e apagamentos, assim como manutenções e descartes.
    Este artigo surge, então, como momento preliminar da elaboração de uma base teórico analítica que nos permita abordar as possíveis operações de memória que são geradas nesse contexto. O questionamento que propomos é, portanto: de que forma a construção midiática em torno de um cânone, através de produtos audiovisuais que se referenciam e se citam, influencia a memória cultural circulada de um cânone? E, posteriormente, quais as consequências desses processos nessa memória, no caso específico dos produtos contemporâneos da obra de Jane Austen?
    John Ellis propõe, em seu artigo A adaptação literária, (1982), que o produto audiovisual oriundo do processo adaptativo de um romance fonte deverá dialogar com o conhecimento cultural difuso do cânone – a sua memória cultural circulada – objetivando a atualização do universo de referências imagéticas preexistente desta memória com as imagens que oferece. Assim fazendo, o audiovisual estaria acrescentando camadas de profundidade à memória deste romance.
    Trataremos, neste trabalho, a memória como a interação lúdica entre passado, presente e futuro. Pretendemos demonstrar que ela não se trata apenas de algo que se isola num tempo passado e sim de um importante artifício que permite a construção narrativa da obra de um cânone literário em um intenso dinamismo criativo que redundará na produção de referências e citações em espiral. Para sustentar nossa hipótese e embasar os conceitos propostos por nós neste artigo, relacionamos memória e narrativa a partir da Tríplice Mimese de Ricouer (1994).
    Nesse sentido, procuramos dialogar com Wolfgang Iser (1979) e o seu conceito de repertório do Leitor implícito, no que tange a sua potência atualizadora. Iser propõe que no momento da experiência de leitura o sujeito concretiza o diálogo subjetivo entre o seu repertório (de ordem social, histórica e cultural), e o texto. A interpretação deste texto, portanto, será oriunda da interação entre o seu arcabouço de conhecimento e o texto lido.
    O repertório deste leitor, formado a partir de suas referências, é gerado a partir de dinâmicas subjetivas de memória que selecionam o que é pertinente para aquela interlocução. Entendemos que o processo que se dá na ocasião da experiência do espectador audiovisual, também na esfera da memória, assemelha-se ao proposto por Iser.
    A experiência de recepção encharca os sujeitos de referências audiovisuais, tornando-se leitores intermidiáticos, em acordo com Adalberto Müller em Linhas Imaginárias (2012). Ainda neste contexto, propomos que as adaptações audiovisuais realizam sua interlocução com informações prévias deste cânone – com a sua memória cultural circulada – assim, relacionando-se mais intimamente no contexto desta memória mais difusa preexistente, na qual o espectador está inserido.
    Dessa forma, a sua experiência de recepção, entremeada por referências audiovisuais, será de suma importância para a articulação midiática desta memória e, consequentemente, para a sua permanência neste universo de trocas, que chamamos de espiral de referências.
    Posteriormente, ela será instrumental na sua produção de conteúdo, inserindo o leitor em um contexto de participante e contribuinte da concepção do cânone com o qual estabelecerá laços referenciais.
    Podemos dizer, então que esses sujeitos fruíram do prazer do texto literário e, ao se deparar posteriormente com referências e citações presentes em produtos audiovisuais, fruíram também do prazer do reconhecimento, só possível a partir de uma operação memorável.

Bibliografia

    ELLIS, John The literary adaptation. Screen 23 (Maio-Junho): 3-5, 1982
    GRABES, Herbert Cultural Memory and the literary canon In: ERLL, Astrid e NÜNNING, Ansgar (Ed) Cultural Memory Studies. Berlim: Walter de Guyter 2008
    HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.
    HUTCHEON, Linda A theory of adaptation.Nova Iorque: Routledge, 2006
    ISER, Wolfgang. The act of reading. Routledge and Kegan Paul, 1979.
    MÜLLER, Adalberto Linhas imaginárias, poesia, mídia, cinema Porto Alegre: Editora Sulina, 2012
    RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa (tomo 1). Campinas, SP: Papirus, 1994.
    SANDERS, Julie Adaptation and Appropriation. Nova Iorque: Routhledge, 2006
    STAM, Robert Teoria e prática da adaptação: da fidelidade à intertextualidade . Florianópolis: UFSC, 2006
    ————— A literatura através do cinema -realismo, magia e a arte da adaptação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008
    STEENKAMP, Elzette “Janeites for a new millenium”, Transnational Literature V.1, NO.2 Maio, 2009

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.