Ficha do Proponente

Proponente

    Márcio Câmara (UFF)

Minicurrículo

    Graduado em Cinema pela San Francisco State University e Mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense, é Professor de Prática e Teoria Sonora há 20 anos. Sound Designer e Realizador Audiovisual tendo dirigido diversos filmes com carreiras nacionais e internacionais. Como Técnico de Som Direto foi indicado 5 vezes ao prêmio de melhor som direto pela Associação Brasileira de Cinematografia e 4 vezes ao da Academia Brasileira de Cinema

Ficha do Trabalho

Título

    O SOM DIRETO NO CINEMA BRASILEIRO: ENTRE A CRIATIVIDADE E A TÉCNICA

Seminário

    Teoria e Estética do Som no Audiovisual

Resumo

    Com base nos dados da minha pesquisa de mestrado com Técnicos de Som Direto, os quais são responsáveis pela captação de diálogos, ambientes e efeitos no processo de realização audiovisual, o artigo pretende refletir sobre a participação criativa desse profissional no cinema contemporâneo brasileiro, em contraponto com o tecnicismo ao qual ele é delimitado. Será abordado como as mudanças do território sonoro e das tecnologias influenciaram e influenciam no trabalho de captação de som.

Resumo expandido

    Os dados sobre os quais este artigo se debruça fazem parte da dissertação de mestrado O Som Direto no Audiovisual Brasileiro Contemporâneo: entre a criatividade e a técnica (Câmara, 2015). Partindo do pressuposto que existe uma invisibilidade do trabalho criativo do Técnico de Som Direto dentro da cadeia de produção audiovisual, o artigo tem o objetivo de questionar os parâmetros criativos dentro de uma perspectiva sonora, analisando obras audiovisuais brasileiras contemporâneas e o trabalho de quem capta o som direto dessas obras: o Técnico de Som Direto.
    Diante do entendimento de a percepção sonora tem sofrido constantes transformações através de anos de um regime de escuta diferenciado, refletida através de um território sonoro cada vez mais urbano e fragmentado, e com técnicas de reprodução sonora e audição que se modificaram bastante nos últimos 40 anos, a ideia é analisar a participação criativa do Técnico de Som no processo audiovisual (também influenciado por essas mudanças) e como essas transformações do território sonoro e das tecnologias influenciaram e influenciam no trabalho de captação de som.
    Estereotipado como uma função técnica, geralmente excluído nas análises criativas de um produto audiovisual, o Técnico de Som Direto profissional que nasce no cinema ao final da década de 1920 com o advento do cinema falado é na analogia de Murch (2000) alguém que nasceu rei, virou rainha e depois tornou-se criada pelos corredores do anonimato do palácio do entretenimento. Apesar do campo de Estudos de Som no Brasil ter se expandido nos últimos anos, com uma crescente interlocução entre técnicos e teóricos dentro dessa área de estudo, falta a análise e um consequente reconhecimento do trabalho realizado pelo Técnico de Som Direto na sua tarefa de captação sonora dos elementos auditivos de uma obra audiovisual. Esse profissional tem papel fundamental na construção do universo sonoro de uma obra audiovisual, podendo influenciar na dramaturgia do filme, dando forma sonora a determinada realidade. Enquanto alguns estudos têm caráter historiográfico e outros dão importância aos estudos de recepção, a maioria dedica atenção ao processo de edição de som, deixando uma lacuna sobre o papel dos Técnicos de Som Direto na cadeia sonora. Em um passado não tão distante tínhamos uma forte tradição de dublagem no Brasil. Aliado a isso, tínhamos também uma falta de cultura sônica cinematográfica, devido em parte a uma falta de discussão bibliográfica, por falta de títulos sobre o assunto em língua portuguesa, passando por uma sistematização recente do ensino audiovisual nas universidades brasileiras. Além disso a instável qualidade de reprodução sonora nos cinemas fazia com que a captação de som também fosse considerada de qualidade duvidosa, criando o esteriótipo que “o som do cinema brasileiro é ruim”.
    Para entender como essa condição de escuta tem se modificado analiso as trajetórias de diferentes Técnicos de Som Direto, de diferentes décadas do cinema brasileiro, ainda quando foi introduzido o som direto no Brasil – 1960 – através da figura de Wálter Goulart, passando pela transição da dublagem para o som direto com Cristiano Maciel e Zezé D’alice – 1970 -, chegando na importante de contribuição de Heron Alencar e Mark van der Willigen – 1980 – até a participação de Paulo Ricardo Nunes e João Godoy – 1990 -. Essas trajetórias apontam diversas contribuições criativas para repensar o lugar de importância e reflexão do trabalho sonoro que se inicia quando o Técnico de Som abrange seu ouvido na intenção de escutar o mundo e como essa escuta transforma a realidade do cinema.

Bibliografia

    ALTMAN, Rick. Genre: the musical. London: Routledge/British Film Institute, 1981.
    ___________. (org.). Sound Theory, Sound Practice. New York: Routledge, 1992.
    CHION, Michel. Audio-vision: sound on screen. New York: Columbia University Press, 1994.
    COSTA, Fernando Morais da. O som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008.
    DA-RIN, Sílvio. O som nosso de cada dia. In: Filme Cultura, Rio de Janeiro: n.58, jan/fev/mar 2013. págs 31 a 36.
    FLORES, Virgínia. Catálogo da Mostra Cinematográfica “O som no cinema”. Rio de Janeiro: Caixa Cultural, 2008.
    _________. O cinema uma arte sonora. Rio de Janeiro: AnnaBlume, 2013.
    MURCH, Walter. New York Times – Artigo Esticando o som para ajudar a mente a ver – 01/10/2000.
    SOUZA, J. B. G., Procedimentos de trabalho na captação de som direto nos longas metragens brasileiros Contra todos e Antonia: a técnica e o espaço criativo. Tese de Doutorado – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, 2010.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.