Ficha do Proponente

Proponente

    Philipi Emmanuel Lustosa Bandeira (UFPE)

Minicurrículo

    Realizador audiovisual, pesquisador, fotógrafo e professor, Philipi Bandeira é bacharel em Ciências Sociais (UFC) e mestrando em Comunicação (UFPE). Tem experiência em cinema e vídeo, fotografia e etnologia indígena, com ênfase em documentário e antropologia visual. Dirigiu Espelho Nativo (52’, 2009, prêmio DocTv Brasil IV), entre outros documentários, filmes etnográficos, realizações coletivas e curtas em processos de formação, tendo participado de cerca de 20 filmes.

Ficha do Trabalho

Título

    Documentário radical ou a ficção como colaboração: da crise ao engajam

Resumo

    O presente ensaio busca debater o documentário brasileiro contemporâneo partindo de apontamentos da historiografia do gênero clássico, partindo das experiências de três filmes recentes (As Hipermulheres, A cidade é uma só? e A vizinhança do Tigre) para uma reflexão sobre seus modos de produção coletivistas e processos de criação compartilhados . São obras que ressaltam artifícios de ficção e fabulação ao passo que reafirmam seus engajamentos de base, reafirmando-se documentários e híbridos.

Resumo expandido

    Visto numa clivagem histórica entre pioneiros e contemporâneos, o atual documentário brasileiro pode ser considerado uma experiência que radicaliza a formulação clássica de “tratamento criativo da realidade”, justamente pelos artifícios ficcionais e/ou funções fabuladoras lançadas em linguagens híbridas e modos colaborativos de produção. Filmes como As Hipermulheres (2011), A cidade é uma só? (2012) e A vizinhança do Tigre (2013), se por um lado configuram-se a partir da performação de realidades sociais periféricas ou mesmo de outras alteridades, como a cosmologia ameríndia, por outro só são possíveis porque firmam-se em engajamentos de base comunitária, que sustentam o paradigma do processo criativo e de representação fílmica. Nesse sentido, compreender a relação estética-política em sua indissociabilidade constitutiva, bem como a invenção ficcional não estereotipada do documentário (Rancière 2005) ou a “obrigação de criar”, neste, “as narrativas não escritas, as ficções não esgotadas”, no dizer do Comolli (2010), parece-me ser crucial para uma debate sobre estas obras. A função fabuladora seria, ainda, ao contrário de uma suposição primária ou cartesiana que julga tal artifício como oposto à verdade factual, precisamente o exercício que lança as personagens à uma realidade de fato, preenchendo-as de presente entre temporalidades de passado e futuro, opondo-se à ficção e à verdade “dominantes”, no que Deleuze chamou de “as potencias do falso” (1990).
    O objetivo de recuperar uma historiografia do documentário em seus pioneiros para trazer ao debate sobre os contemporâneos brasileiros é, inicialmente, desfazer a falsa divisão entre “gênero” documentário e “vanguardas modernistas”, pontuando que estas vertentes não apenas possuem uma inter-relação de origem, mas que transformaram-se mutuamente. Apesar da repressão dos normatizadores clássicos, que tentaram banir a abordagem social e a estética fragmentada do modernismo na reconfiguração de discursos “oficiais” de aparelhamento ideológico do estado, contudo, o documentário desenvolveu-se como um largo campo em disputa, entre a afirmação e a crítica do poder instituído, reaparecendo aqui e ali as características engajadas e de experimentalismo formal. Interligando a linhagem tradicional do documentário à vertente contemporânea brasileira, volto a Grierson para chamar a atenção que, em seu manifesto, o quê ele opõe veementemente ao documentário é o artifício da encenação de estúdio, e não a dramatização em si: afinal, a configuração de seu gênero no modelo “etno-melodramático” de Robert Flaherty seu melhor exemplo. Paul Rotha, parceiro e compatriota de Grierson, reitera essa posição ao afirmar categoricamente que “a essência do documentário é a dramatização do material real” (apud Jacobs 1979). Portanto, a julgar por esta tradição griersoniana, os filmes contemporâneos recortados no corpus podem ser considerados, à despeito de suas cargas ficcionais – ou justamente por estas – como radicalmente documentários.
    Ou como documentários radicais. Isto porque no cenário contemporâneo o documentário brasileiro parece radicalizar o gesto de dar tratamento criativo à realidade, ao utilizar-se livremente da ficção, partir para a experiência da fabulação ou investir diretamente nos “dispositivos”, derivando para as bordas e flertando com fronteiras. Em certas obras, entretanto, a própria fricção a um ponto indiscernível entre real e fabulação é uma artifício de tensão não só dramática, mas política, que carrega um lugar de fala. Estética e política. Cinema híbrido e cinema expandido. O cinema político ou a política do cinema?
    A reflexão encontra referência sobretudo em filmes brasileiros recentes, em que a escrita fílmica é firmada e assinada com a comunidade e suas pautas – parte delas e delas faz parte, na verdade. O filme, enquanto projeto, não implementa uma agenda externa; tampouco o paradigma é comercial, mas orientado por uma política cultural coletiva e autônoma das comunidades.

Bibliografia

    ALLRED, Jeff. American modernism and depression documentary. Nova Iorque: Oxford University Press, 2010.
    COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder: a inocência perdida – cinema, televisão, ficção, documentário. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
    _______.Os homens ordinários. A ficção documentária. In: O comum e a experiência da linguagem. GUIMARÃES; OTTE; SEDLMEYER (orgs.). Belo Horizonte: UFMG, 2007.
    DELEUZE, Gilles. “As potências do falso”. A imagem-tempo (Cinema II), Rio de Janeiro: Brasiliense, 1990.
    LABAKI, Amir. (org) A verdade de cada um (org.) São Paulo: Cosac Naify; 2015
    MIGLIORIN, Cézar. Território e virtualidade: quando a “cultura” retorna ao cinema. Revista Famecos, Porto Alegre, v. 20, n. 2, pp. 275-295, 2013.
    NICHOLS, Bill. Documentary Film and Modernism Avant-Guard, 2001. Chicago: Critical Inquierity, Vol 27, Nº4, 2001.
    RANCIÈRE, Jacques. A partilha do sensível: estética e política. São Paulo, Ed. 34, 2005.
    TAGG, John. El peso de la representación. Barcelona: Editorial Gustavo Gili; 20

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.