Ficha do Proponente

Proponente

    Christian Hugo Pelegrini (UFJF)

Minicurrículo

    Christian Hugo Pelegrini é formado em Rádio & TV pela UNESP de Bauru e Doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP. Atualmente é professor do curso de Cinema e Audiovisual e do Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora. Desenvolve pesquisas acerca de ficção seriada, especialmente sobre as reconfigurações de narrativa e estilo em sitcoms de câmera única contemporâneos.

Ficha do Trabalho

Título

    O estilo sutil: distinções de estilo nos sitcoms multicâmera All in th

Resumo

    A pesquisa se volta para a pretensa ausência de estilo em sitcons multicâmera. Nossa investigação vai procurar as mais sutis traços que possam se constituir em estilemas de um programa, comparando especificamente os antológicos All In The Family e The Mary Tyler Moore Show. O estudo vai escrutinar parâmetros de produção como enquadramentos, movimentação de câmeras e atores, performances vocais e corporais, iluminação e cenário, montagem e outros parâmetros que se mostrarem pertinentes.

Resumo expandido

    Desde o início das transmissões regulares de TV nos EUA, os sitcoms tem posição garantida nas grades de programação. Sua frequência, no entanto, não era, necessariamente, sinônimo de variedade em termos de situações e perfis de personagens. Sub-grupos de programas compreendiam famílias WASPs um tanto conservadoras, seres tão mágicos quanto atrapalhados, monstros “gente boa” e pequenas variações em torno de tais temas. No sitcom, como no resto da TV, repete-se o ciclo de inovação-repetição-saturação criativa em ondas que vem e passam. No entanto, muito mais repetitivo que as matrizes temáticas a gerar os programas é sua dimensão formal, em especial os regimes de filmagem e edição.

    A partir das técnicas desenvolvidas por Karl Freund para a produção de I Love Lucy, esse modo de se produzir sitcoms tornou o hegemônico na indústria de TV e as técnicas de filmagem e edição acabam se confundindo com o gênero. Para além de sua pervasividade, cabe apontar que o modo de produção multicâmera, adotado na gravação de programas até hoje, é uma forma com pouca margem para variação, reduzindo as possibilidades de estilo a ponto de autores qualificarem o sitcom multicâmera como “grau zero de estilo”. Em termos comparativos, o sitcom multicâmera é, guardadas as óbvias proporções, uma espécie de “mostração” mais elaborada (no sentido que Gaudreault dá ao termo)

    Em recentes pesquisas (PELEGRINI, 2014; PELEGRINI, 2015), corroboramos com tal afirmação, na medida em que abordamos o sitcom de câmera única e nos detemos na emergência de uma serialização de estilo após o ano 2000. No entanto, se o sitcom multicâmera parece, de fato, desprovido de estilo quando comparado ao câmera única (e aos demais gêneros da TV), nossa reflexão propõe agora analisar se não existiriam distinções e marcas de estilo entre diferentes sitcoms multicâmera. Nossa hipótese é que aquilo que parece ausência de estilo quando observado à luz do estilo proeminente da TV pós anos 80, é de fato uma variação bastante sutil, que só se revela quando comparada aos seus congêneres.

    Para tal, propomos comparar dois programas antológicos no gênero: All in The Family e The Mary Tyler Moore Show. Tomando um número de episódios definidos por métodos estatísticos, elencaremos parâmetros de análise que constituem, usualmente, o estilo de textos audiovisuais, dando atenção, também, aos parâmetros que sejam especialmente relevantes no contexto do sitcom multicâmera.

    Assim, nossa análise vai observar elementos como tipos e dimensões dos enquadramentos, marcações de atores e câmeras, movimentação de câmeras, iluminação, aspectos de cenografia, posicionamento dos atores e performance corporal, impostação de voz dos atores, andamento e ritmo dos diálogos, duração dos planos/número de cortes e outros parâmetros que se mostrarem pertinentes no decorrer da análise.

    Nosso trabalho pretende escrutinar os programas em busca de diferenças na sua manifestação sensível e estabelecer possíveis vínculos com a dimensão narrativa (de cada episódio e, eventualmente, da premissa dramática do programa como um todo).

    A análise deve se pautar pelo arcabouço bibliográfico acerca da estética televisual, bem como em livros e textos técnicos sobre produção de programas de TV. Também devemos recorrer a registros de profissionais técnicos e artísticos envolvidos no programas através de biografias ou de entrevistas escritas e/ou em vídeo (e.g. os Archives of American Television).

    Esta pesquisa é uma ramificação da pesquisa atualmente em curso no Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de fora, intitulada Reconfigurações Narrativas e de Estilo em Sitcoms de Câmera Única Contemporâneos.

Bibliografia

    BUTLER, Jeremy G. Television: Critical Methods and Applications (Kindle Edition). London, Taylor & Francis, 2002.

    _____Television Style (Kindle Edition). New York: Routledge, 2010.

    JONES, Gerard. Honey, I’m home! Sitcoms: selling the american dream. New York, Grove Weindenfeld, 1992.

    JACOBSON, Mitch. Mastering Multicamera Techniques: from preproduction to editing and deliverables. Oxford: Focal Press, 2010.

    MILLS, Brett. The Sitcom. Edinburgh: Edinburgh University Press Inc, 2009.

    NEALE, Steven & KRUTNIK, Frank. Popular Film and Television Comedy. New York, Routledge, 2005.

    NEUWIRTH, Allan. They’ll Never Put That on The Air: An oral history of taboo-breaking TV Comedy. New York, Allworth Press, 2006.

    PUTTERMAN, Barry. On television and comedy: essays on style, theme, performer and writer. Jefferson: McFarland & Co., 1995.

    RAFKIN, Alan. Cue the Bunny on the Rainbow: tales from the most prolific Sitcom director. New York, Syracuse University Press, 1998.

    ZETTL, Herbert. Manual d

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.