Ficha do Proponente

Proponente

    Marcelo Carvalho da Silva (UFRJ)

Minicurrículo

    Doutor e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ). Especialista em Arte e Filosofia pela PUC-RJ e em Comunicação para o Terceiro Setor pela UCAM-RJ. Graduado em Comunicação Social (em Cinema e em Jornalismo) pela UFF. Codiretor e co-roteirista do filme Chão de estrelas. Tem artigos publicados nas revistas E-Compós, Galáxia, Significação, InTexto, Em Questão, Contemporânea, Razón y Palabra etc.

Ficha do Trabalho

Título

    Subjetivações perambulantes: uma teoria dos filmes de Karim Aïnouz

Seminário

    Teoria dos Cineastas

Resumo

    Esta proposta de comunicação visa discutir a presença da ideia de “perambulação” em filmes de Karim Aïnouz. Nossa hipótese é a de que o cineasta construiria processos de subjetivação colocando em cena personagens em deslocamentos espaciais perambulantes a partir de incidentes desarticuladores. A poética de Aïnouz ensejaria todo um discurso teórico subjacente acerca do binômio “mobilidade espacial / processo de subjetivação” enquanto concepção e práxis cinematográficas.

Resumo expandido

    Esta proposta de comunicação visa discutir a presença da ideia de “perambulação” em filmes de Karim Aïnouz, tanto como diretor, quanto como roteirista. Nossa hipótese é a de que o cineasta colocaria em jogo constantes deslocamentos espaciais perambulantes que põem em curso processos de subjetivação (verdadeiros deslocamentos “intensivos”) a partir de um incidente desarticulador (momento de mutabilidade em seus filmes).

    A figura dominante na maior parte dos longas-metragens de ficção de Aïnouz é a da situação inicial que tem seu equilíbrio desfeito, restando aos personagens apenas conexões rompidas e disjunções de toda ordem. É o drama vivido por Hermila de O céu de Suely (2006): ao saber de seu companheiro que ele não irá ao seu encontro em Iguatu, no interior do Ceará, e que criará o filho sozinha, passa a zanzar pela cidade até encontrar uma saída existencial, rifar seu corpo para financiar a próxima viagem, reinventando-se em outro lugar.

    Em Praia do futuro (2014) o viajante Konrad tem seu périplo pela América do Sul interrompido pela morte do amigo por afogamento. Com a perda do objetivo, Konrad perambula por Fortaleza. Por sua vez, o salva-vidas Donato entra em crise por não ter conseguido salvar a vida do amigo de Konrad. Desorientados, acabam por iniciar um relacionamento amoroso. “Queria um personagem que tivesse uma profissão com uma questão de vida ou morte. (…) Sempre tive essa imagem de um personagem que quer se mudar, mudar de vida, começar tudo de novo” (AÏNOUZ, 2014).

    É também esta a figura encontrada em O abismo prateado (2013, a partir de roteiro de Beatriz Bracher): Violeta, surpreendida pelo abandono inesperado do marido, está presa numa perambulação solitária pela noite de Copacabana. Em sua “viagem urbana” desesperada, ela tenta – em meio a encontros fortuitos com desconhecidos (e, principalmente, consigo mesma) – recompor pequenos nichos afetivos em sua vida subitamente esvaziada: Violeta “não interage muito com ninguém, é mais uma interação com o tempo e o espaço, que são os grandes antagonistas. É um filme mais de sensação” (AÏNOUZ, 2013).

    Mas há uma variação dessa figura expressa quando o incidente desarticulador é anterior ao filme. Em Viajo porque preciso, volto porque te amo (2009, em codireção com Marcelo Gomes), há um efeito retardado de compreensão da situação perambulante onde o personagem se encontra. Não vemos o personagem do filme, apenas ouvimos sua voz em off. As referências extemporâneas à saudade que sente da companheira dissonam das descrições objetivas sobre o trabalho em execução. A situação perdura até ele revelar que a companheira o havia abandonado e que não tem mais porque voltar: somos informados que a realidade até então relatada pelo personagem só existe como saudade e ressentimento. Aos poucos o trabalho é esquecido em prol de uma perambulação na qual o personagem inventa novas formas de existência para si.

    E há ainda a inversão da figura principal, isto é, quando um incidente desarticulador, em vez de deflagrar, interrompe uma situação de perambulação. Como em Cinema, aspirinas e urubus (2005, de Marcelo Gomes). Mesmo que a participação de Aïnouz seja colaborativa (é coautor do roteiro com Paulo Caldas, Marcelo Gomes e João Miguel), parece-nos que suas preocupações estéticas encontram-se presentes: Johann e Ranulpho perambulam de caminhão pelo interior do Nordeste. Após o Brasil declarar guerra à Alemanha nazista, Johann, sendo alemão, é chamado para ser detido num campo de concentração ou voltar para Alemanha e ter que alistar-se no exército. Johann livra-se de seus documentos, torna-se clandestino, enquanto Ranulpho inicia nova perambulação pelo sertão nordestino.

    Pareceu-nos que a poética de Aïnouz enseja todo um discurso teórico subjacente acerca do binômio “mobilidade espacial / processo de subjetivação” enquanto concepção e práxis cinematográficas, características encontradas tanto em seus filmes quanto em entrevistas concedidas à imprensa.

Bibliografia

    AÏNOUZ, Karim. A política do corpo e o corpo político. Entrevista à Revista Cinética. Disponível em Acesso em: 14 mai. 2016.

    ______. Brasil não faz comédia, faz chanchada. Entrevista ao Portal IG, 27 abr. 2013, Disponível em Acesso em: 18 mai. 2016.

    ______. Os deslocamentos e as perturbações no cinema de Karim Aïnouz. Entrevista à Revista de Cinema / UOL, 15 mai. 2014. Disponível em Acesso em: 17 mai. 2016.

    BRANDÃO, Alessandra. Viagens, passagens, errâncias: notas sobre certo cinema latino-americano na virada do século XXI. Rebeca (revista brasileira de estudos de cinema e audiovisual), ed. 1, n. 1, jan.-jun. 2012. Disponível em: Acesso em: 4 mai. 2016.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.