Ficha do Proponente

Proponente

    Claudio Henrique Brant Campos (PUC SP)

Minicurrículo

    Doutor em Comunicação e semiótica pela PUC-SP com pesquisa sobre o audiovisual digital em diálogo com a estética da arte; Mestre em Estudos de linguagem, em Letras, pela PUC-Rio com pesquisa sobre a oralidade e a narrativa no telejornal brasileiro e foco sobre a relação entre texto e imagem; Especializado pela PUC-Rio em Língua Portuguesa, no âmbito do ensino de línguas; Graduado em Letras pela UFMG.

Ficha do Trabalho

Título

    A convergência de imagem e som no videoclipe digital

Resumo

    Este artigo aborda a convergência de imagem e som no videoclipe computacional, já nascidos na mesma ‘fonte’: a sequenciação de dados. Pretende-se fazer uma análise de um audiovisual situado na internet, de autoria de um VJ (videojockey), o qual remixa dados sonoros e imagéticos, na confecção de texturas e atmosferas sob um ritmo ininterrupto. Argumenta-se, por isso, que imagem e som compõem uma peça artística, com características estéticas típicas da arte da música.

Resumo expandido

    Este artigo pretende abordar a convergência de imagem e som no videoclipe feito em ambiente computacional, para perceber modos de criação audiovisual em que som e imagem têm a mesma ‘fonte’: a sequenciação de dados. A partir desta primeira convergência, já intrínseca aos modos de produção deste gênero audiovisual, argumenta-se como imagem e som convergem também para um encontro mútuo em torno do ritmo saturado de pulsos e de quadros imagéticos. As imagens se tornam pulsantes. Tornam-se música, podendo adquirir uma forma de apresentação que Machado (2000) chama uma estrutura motovisual. Este fenômeno da transformação de imagens em tempo musical é saudado por variados autores, como Santaella&Noth (2008), Plessner (1977) e Sodré (2002).

    Pretende-se fazer uma análise de um exemplo audiovisual disponível na internet, na autoria de um VJ (videojockey), profissional praticante do VJing. Nessa análise, pretende-se observar como o gênero audiovisual do VJing permite a fusão de som e imagem em torno de padrões constituintes que se tornam comuns a ambos: volumes, massas, texturas, atmosferas, densidades, pontilhismos, entre as correspondências mais gerais.

    A prática do VJing poderia ser situada como herdeira de uma longa tradição de pesquisa e experimentação em busca de fusão e de relações lúdicas entre som e imagem, que vem desde Pitágoras e as geometrias celestes em sinergia com as geometrias da acústica sonora da música, depois a Renascença europeia e os espetáculos multissensoriais de Leonardo da Vinci, depois então a contínua construção nos séculos pós-renascentistas de aparelhos audiovisuais chamados teclados de cores, passando então pelo cinema sinestésico (cf. Youngblood, 1970) do século 20 e então as experiências lisérgicas dos anos 1970, num caminho que chega hoje à computação gráfica como uma variação infinita de dados.

    Este artigo reconhece, assim, o ambiente da computação gráfica como de uma possível estética, baseada na arte da programação e da sequência, na qual imagens sonoras e visuais podem adquirir atributos que são peculiares à própria passagem da música: a sequenciação no tempo, a interação sonoro-imagética por contraponto, ou seja, uma configuração para a percepção de texturas e de atmosferas, materializadas na figura do loop.

    Significando laço, volta, trecho, o loop, elemento da geração de todos os cinemas, se firmaria, como lembra Manovich (2001), como um elemento estético-narrativo por excelência da era digital, trazendo de volta, com ele, ao mesmo tempo, saberes estéticos de períodos artísticos tão remotos e ‘atuais’ como o início do século 20 e até mesmo o ‘longínquo’ estilo barroco: remixagem ininterrupta e infinita de dobras, de voltas, de curvas. O loop, seguindo a sugestão de Manovich, nos parece o material de uma estética da remixagem ininterrupta de dados imagetico-sonoros.

    Entende-se aqui esta remixagem como uma arte sobretudo da música, a música que se compõe de imagens e sons. Podemos agregar esta percepção ao pensamento de Chion (2011), segundo o qual o contrato audiovisual do cinema é tal que o som projetado na imagem produz uma nova percepção audiovisual, que por sua vez constituirá o quadro audiovisual total final, o que este autor chamou o valor acrescentado. Este artigo defende, portanto, a ideia de que o ‘valor acrescentado’ do videoclipe praticado pelo VJ é uma música.

    Argumenta-se, por fim, de como a prática da sequenciação de loops volta a ser, nos dias de hoje, uma tendência estética, sugerindo um elo com os séculos 18 e 19, do amadurecimento do próprio cinema, na sua formatação do cinematógrafo. Com a computação gráfica, a arte de sequenciar loops evidencia uma renovação de estilos estéticos. Neste artigo, argumenta-se de como este pós-cinema (cf. Machado, 1997), também uma forma de cinema expandido (cf. Youngblood, 1970), retoma questões composicionais e, portanto, estéticas, em torno da convergência de som e imagem para um pensamento estruturalmente musical.

Bibliografia

    CHION, Michel. A audiovisão. (trad. Pedro Elói Duarte), Lisboa: Edições texto&grafia, 2011

    MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2000

    __________________. Pré-cinemas e pós-cinemas. Campinas, SP: Papirus, 1997

    MANOVICH, Levy. The Language of New Media. Cambrige, Mass.: MIT Press. 2001

    PLESSNER, Helmuth. Antropologia dos sentidos. In: GADAMER, H. G. & VOGLER, P. (orgs.). Nova Antropologia: o homem em sua existência biológica, social e cultural; São Paulo: EPU, Ed. Da Universidade de São Paulo, 1977, 7v

    SANTAELLA, Lucia. & NOTH, Winfried. Imagem. Cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Iluminuras, 2008

    SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede. Petrópolis, RJ: Vozes, 2002

    YOUNGBLOOD, Gene. Expanded cinema. Nova York: P. Dutton & Co., Inc.,1970

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.