Ficha do Proponente

Proponente

    Virgínia Paula Pinho Freitas (UFC)

Minicurrículo

    Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federeal do Ceará. Formada pela terceira turma do Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes. virginiapaulapinho@gmail.com

Ficha do Trabalho

Título

    A fuga como um caminho

Resumo

    Em “A saída dos operários da fábrica” (1995) Harun Farocki produz crítica da economia das imagens que transborda na crítica da própria história do cinema. O trabalho fabril é observado pela câmera de segurança e ocultado pela imagem do cinema. A saída da fábrica é a fronteira contraditória entre essência e aparência. Contradição expressa nos corpos em tensa coreografia, através da qual a imagem da classe ora se faz, ora se desfaz. Pensamos aqui conectando categorias de Marx, Rancière e Lepecki.

Resumo expandido

    Em “A saída dos operários da fábrica” (Arbeiter verlassen die Fabrik, Alemanha, 1995), Harun Farocki toma como ponto de partida a película “A saída dos operários da fábrica Lumière” (La Sortie des usines Lumière, França, 1895), dos irmãos Louis e Auguste Lumière. Considerado como um marco na história do cinema, o filme dos Irmãos Lumière dura aproximadamente 45 segundos e mostra frontalmente cerca de 100 operários saindo da fábrica de artigos fotográficos de Lyon-Montplaisir. Durante 12 meses Farocki se debruçou sobre uma vasta produção imagens realizadas em diversos períodos e suportes e para diversas finalidades que registravam variações possíveis para esse tema: a saída da fábrica. Com esse material fez um filme.

    A saída da fábrica destaca a contradição entre a fuga para a liberdade do não-trabalho, do ócio, da vida lá fora, ao mesmo tempo em que expõe uma coreografia do controle. Uma coreografia que se revela mais sutil e opaca, por isso mesmo mais eficiente. Neste sentido, Farocki vai ao encontro da perspectiva de Ranciére, na qual “se existe uma conexão entre arte e política, ela deve ser colocada em termos de dissenso – o âmago do regime estético” (RANCIÈRE, 2010). Lepecki também enfatiza esse ponto de vista ao caracterizar esse âmago como algo que “é em si mesmo dinâmico, cinético, no sentido de que dissenso produz a ruptura de hábitos e comportamentos, e provoca assim o debandar de toda sorte de clichês: sensoriais, de desejo, valor, comportamento, clichês que empobrecem a vida e seus afetos.” (LEPECKI, 2012.)

    A base material do trabalho fabril recobriu o fenômeno do trabalho alienado com uma “capa” de invisibilidade difícil de ser devassada pelas imagens. Restou pouco para o cinema. Talvez um reduzido território fronteiriço. Quase uma linha traçada no chão, que faz da “saída dos operários”, paradoxalmente, um “retorno” necessário. Ali, para além da imagem-clichê do sistema de máquinas e dos movimentos repetitivos da grande indústria, encontra-se um limiar, uma condição de movimento, um espaço de contingência e mutação, de passagem. Um limiar que se faz através de uma tensa coreografia de controle dos corpos. Uma coreografia também de obscuridade, com pontos cegos, opacidade. Fronteira entre essência e aparência, entre a esfera da produção e da circulação de mercadorias. Lembrando que nessas circunstâncias históricas, o trabalho fabril é fundamentalmente trabalho alienado (Marx, 2004).

    A negação que Farocki faz se dá através de um estranhamento brechtiano, onde fica evidente o despedaçamento da lei da circulação de mercadorias. O estranhamento é produzido na imagem estática do coro. Tudo está parado. O movimento cessa. Uma coreografia sem movimento. O direito de propriedade que está lastreado na lógica da circulação de mercadoria não dá conta do conflito, é, na verdade, a causa do conflito. O “Não” da ordem se segue ao “Não” dos trabahadores. Surge o dissenso no filme. A greve aparece como anti-movimento da circulação sistêmica. A coreopolítica proposta por Lepecki vai além do espaço do saída da fábrica, que é o foco de Farocki, seu palco é toda a cidade. Contudo, a perspectiva e o modo operante são profundamente interligados. Há aqui uma apropriação dos conceitos de Ranciére e Lepecki com objetivos próprios na compreensão do filme “Saída dos operários da fábrica”.

    A porta da fábrica é um espaço de coreografia específica dos trabalhadores, espaço de fronteira, de devir, de ruptura onde explodem contingência e liberdade. Lugar de transição, apesar de ser o espaço de controle por excelência. Por outro lado, essa liberdade sublimada recai elipticamente numa constante dessublimação repressiva, suave, total. O movimento não realiza a liberdade. O movimento permanece repetido, como movimento da mercadoria que vai reproduzir seu valor para retornar no dia seguinte ao processo de produção e circulação. Consumir como indivíduos para serem consumidos enquanto classe no espaço oculto da produção.

Bibliografia

    ADORNO, Theodor e HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento – Fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1985.
    FAROCKI, Harun. Influências transversais / montagem flexível. In: (ORG.), Gerardo Yoel. Pensar o Cinema: Imagem, Ética e Filosofia. São Paulo: Cosac Naify, 2015. p. 227-234.
    ________.. Trabalhadores saindo da fábrica. In: (ORG.), Amir Labaki.A verdade de cada um. São Paulo: Cosac Naify, 2015. p. 211-220.
    ________. Desconfiar de las imágens. Bueno Aires: Caja Negra, 2013.
    LEFEBVRE, Henri. O Direiro à Cidade. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2001.
    LEPECKI, André. Coreopolítica e Coreopolícia. 2012. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ilha/article/view/24920
    MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Editora Boitempo, 2004.
    MARX, Karl. O Capital–Critica d aeconomia política. Volume I. LivroPrimeiro. São Paulo: Abril Cultural, 1996.
    RANCIÈRE, Jacques. Dissensus: On Politics and Aesthetics. New York: Continuum, 2010.

O XX Encontro SOCINE acontecerá na UTP, em Curitiba, de 18 a 21 de outubro de 2016.

A lista dos trabalhos aprovados pode ser acessada aqui. Os associados também podem checar a avaliação final de seus trabalhos pela sua área de associado.

Todos os aprovados precisam realizar o pagamento dentro do prazo para que sua participação seja confirmada. Os valores, após o primeiro prazo, terão acréscimos.

  • PRIMEIRO PRAZO: 25 de julho a 10 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 150,00 – Discentes: R$ 75,00
  • SEGUNDO PRAZO: 11 a 21 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 170,00 – Discentes: R$ 85,00
  • TERCEIRO PRAZO: 22 a 29 de agosto de 2016 – Docentes e profissionais: R$ 200,00 – Discentes: R$ 100,00

Tendo qualquer dúvida ou dificuldade, favor contatar a secretaria no e-mail socine@socine.org.br.

Prezados membros da Socine,

 

Na semana passada foi divulgado o prêmio Compós para teses e dissertações na área de Comunicação.

Gostaríamos aqui de felicitar os vencedores.

Para nossa alegria, os nove premiados – orientandos e orientadores – são membros de nossa Sociedade de Estudos.

Parabéns Clarisse Maria Castro de Alvarenga, André Brasil, Claudia Mesquita, Luis Carlos de Oliveira Jr, Ismail Xavier, Dieison Marconi Pereira, Cássio Tomaim, Erica Ramos Sarmet dos Santos e Mariana Baltar Freire!

 

O resultado

Melhor Tese 2016:  Da cena do contato ao inacabamento da história: Os últimos isolados (1967-1999); Corumbiara (1986-2009); Os Arara (1980-)”

Autora: Clarisse Maria Castro de Alvarenga

Orientador: André Brasil (UFMG)

Co-orientadora: Claudia Mesquita (UFMG)

Menção Honrosa/Tese 2016 : Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno

Autor: Luis Carlos de Oliveira Jr

Orientador: Ismail Xavier (USP)

 Melhor Dissertação 2016:

Documentário queer no Sul do Brasil (2000-2014): narrativas contrassexuais e contradisciplinares nas representações das personagens LGBT

Aluno: Dieison Marconi Pereira (UFSM)

Orientador: Cássio Tomaim  (UFSM)

Menção Honrosa/Dissertação 2016 : Sin porno no hay posporno: corpo, excesso e ambivalência na América Latina

Autora : Erica Ramos Sarmet dos Santos

Orientador : Mariana Baltar Freire (UFF)

Temos a satisfação de informar que os Anais do XIX Encontro da Socine, ocorrido em 2015,  na Unicamp, estão publicados e podem ser acessados pela nossa página.
Mais uma vez, temos duas publicações:

1 – Anais digitais: publicação dos resumos expandidos de todos os trabalhos apresentados no Encontro.

2 – Anais de textos completos: publicação dos textos completos recebidos na chamada de trabalhos.

Agradecemos a participação de todos e esperamos reencontrá-los em Curitiba para o encontro deste ano.

Atenciosamente,

A Diretoria

São 12 os Seminários Temáticos aprovados para o biênio 2015-2017 da SOCINE:

  1. Cinema e América Latina: debates estético-historiográficos e culturais;
  2. Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos;
  3. Cinema e educação;
  4. Cinema e literatura, palavra e imagem;
  5. Cinema Queer e Feminista;
  6. Cinemas em português: aproximações – relações;
  7. Corpo, gesto, performance e mise en scène;
  8. Exibição cinematográfica, espectatorialidade e artes da projeção no Brasil;
  9. Interseções Cinema e Arte;
  10. O comum e o cinema;
  11. Teoria dos Cineastas;
  12. Teoria e Estética do Som no Audiovisual.

A lista detalhada com ementa e coordenadores de cada seminário está disponível aqui.

Manifestamos aqui nossa preocupação e atenção em relação aos recentes acontecimentos políticos no país.

Na área que nos é mais próxima, temos visto duríssimos ataques ao jornalismo que se pauta pela democracia, ética e princípios republicanos. Com objetivos políticos não mais velados, jornalistas que atuam nos grandes meios perderam o respeito não apenas pelas suas profissões, mas pela própria importância de uma mídia equilibrada, democrática e justa.

O que vimos nos últimos dias, sobretudo com as Organizações Globo, atenta contra o grande esforço que nas últimas décadas tantos atores sociais têm feito para que a justiça e uma imprensa livre sejam parte constituinte da república. Não há como defender o fim da corrupção e corromper todos os meios para destruir este ou aquele ator político.

Afirmamos assim que:

– Qualquer atuação dos grandes órgãos de imprensa que atente contra a ordem democrática através de difamações e incitações à instabilidade é inaceitável.

Sobre os recentes acontecimentos, afirmamos ainda que:

– Nenhuma atuação do jurídico ou da polícia federal deve ser feita com fins partidários e com arbitrariedades e abusos de poder.

– Qualquer abuso de poder do poder judiciário deve ser coibido e a igualdade entre indivíduos respeitada.

A crise do país e as importantes investigações sobre corrupção não justificam que certos atores sociais, no poder jurídico ou na grande imprensa, atentem contra a democracia e a ordem republicana.
SOCINE – Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual
diretoria do FORCINE – Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual

  1. Prazo de pagamento da anuidade: de 1 a 24 de março; 
  2. Prazo de submissão de propostas de trabalhos para apresentação [XXI Encontro]: de 5 a 31 de março;
  3. Divulgação de propostas aprovadas para apresentação [XXI SOCINE]: 9 de junho;
  4. Período de pagamento das inscrições [XXI SOCINE]:
      • PRIMEIRO PRAZO: 3 a 13 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 180,00 – Discentes: R$ 90,00
      • SEGUNDO PRAZO: 14 a 24 de julho de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 210,00 – Discentes: R$ 105,00
      • TERCEIRO PRAZO: 25 de julho a 1 de agosto de 2017 – Docentes e profissionais: R$ 250,00 – Discentes: R$ 125,00
  5. Chamada de candidaturas [Eleições da SOCINE]: 21 de agosto a 22 de setembro;
  6. Inscrição de ouvintes [XXI SOCINE]: a partir de 11 de setembro;
  7. Divulgação da programação [XXI SOCINE]: 19 de setembro;
  8. Divulgação das candidaturas homologadas [Eleições da SOCINE]: 29 de setembro;
  9. XXI Encontro SOCINE, na UFPB, em João Pessoa: de 17 a 20 de outubro;
  10. Eleições da SOCINE: 18 e 19 de outubro;
  11. Assembleia e posse da nova diretoria: 20 de outubro;
  12. Prazo de envio de trabalhos para os Anais de Textos Completos [XXI SOCINE]: a definir.

APENAS TRABALHOS ENVIADOS PARA O E-MAIL ANAIS@SOCINE.ORG.BR SERÃO ACEITOS.

CADA ASSOCIADO PODERÁ ENVIAR APENAS UM ARQUIVO. NO CASO DE ENVIO DE MAIS DE UM ARQUIVO APENAS O ÚLTIMO SERÁ CONSIDERADO.

OS TEXTOS NÃO SERÃO REVISADOS, SENDO DE RESPONSABILIDADE DOS AUTORES OBSERVAREM NORMAS DE CITAÇÃO, REFERÊNCIAS, DIREITOS AUTORAIS, CORREÇÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL.

OS TEXTOS DEVEM APRESENTAR TÍTULO EM PORTUGUÊS E EM INGLÊS, RESUMO E ABSTRACT COM NO MÁXIMO 500 CARACTERES COM ESPAÇO CADA E PALAVRAS-CHAVE E KEYWORDS (MÁXIMO DE 5, SEPARADAS POR VÍRGULAS E COM PONTO FINAL).

OS TEXTOS NÃO PODEM ULTRAPASSAR O VOLUME DE 17.000 CARACTERES CONTANDO OS ESPAÇOS, INCLUÍDOS NESSE TOTAL TODOS OS ELEMENTOS TEXTUAIS COMO TÍTULO, TITLE, RESUMO, ABSTRACT, PALAVRAS-CHAVE, KEYWORDS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS, NOTAS, LEGENDAS E CITAÇÕES.

TEXTOS FORA DAS NORMAS NÃO SERÃO PUBLICADOS E NÃO HAVERÁ NOVA CHAMADA PARA CORREÇÃO OU ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS.

OS TEXTOS DEVEM SER ENTREGUES DE ACORDO COM A ORDEM DE ELEMENTOS E O PADRÃO APRESENTADOS NO ARQUIVO MODELO. A FALTA DE QUALQUER ELEMENTO TEXTUAL, OU DESACORDO COM O VOLUME TEXTUAL APONTADO, IMPLICARÁ NA NÃO PUBLICAÇÃO DO TEXTO, SEM AVISO PRÉVIO.

PADRONIZAÇÃO:

Os textos deverão ser padronizados da seguinte forma (conforme arquivo modelo):

  1. Arquivo em formato .doc ou .docx;
  2. Arquivo nomeado da seguinte forma: NOME_SOBRENOME_DATADEENVIO.doc
  3. Espaçamento entre linhas 2, formato A4, fonte Arial, tamanho 10;
  4. Título e title destacados em negrito, em fonte Arial ,tamanho 14;
  5. Autor destacado em negrito, fonte Arial, tamanho 10;
  6. Subtítulos destacados em negrito (com espaço entre linhas adicional antes), fonte Arial tamanho 10;
  7. Destaques ao longo do texto devem ser feitos em itálico;
  8. Notas de rodapé em fonte Arial, tamanho 9, e numeradas em sequência.
  9. As citações referenciais não vão em nota de rodapé, devendo ser identificadas (entre parênteses) no texto, logo após o trecho citado, colocando o sobrenome do autor (com todas as letras em maiúsculo), o ano e, quando necessário, a página.Exemplos:
    • Um autor: (WENTH, 1998, p. 12);
    • Dois autores: (LAMARE; SOARES, 1990, p. 134-135);
    • Três ou mais autores: (HARRIS et al, 1998, p. 26).
  10. Citações com mais de quatro linhas deverão vir em parágrafo específico, com recuo de 4 cm, em espaçamento 1, tamanho de fonte 10 e espaço simples antes e depois das citações. Não usar Idem ou Ibidem.
  11. A lista de referências bibliográficas deve estar em ordem alfabética, de acordo com as normas ABNT (6023 e 10520).Exemplos:
    • Formato para livros:
      CALDWELL, J. T. Televisuality: style, crisis, and authority in American television. New Jersey: Rutgers, 1995. (Subtítulo em minúscula e depois de dois pontos, sem itálico.
      – Prenomes dos autores abreviados; maiúscula apenas na primeira letra do título; não utilizar prenomes em editoras, desde que isso não comprometa a identificação).
    • Formato para teses e dissertações:
      MUANIS, F. As metaimagens na televisão contemporânea: as vinhetas da Rede Globo e MTV. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
    • Formato para artigos:
      PAIVA, S. “A propósito do gênero road movie no Brasil: um romance, uma série de TV e um filme de estrada”. Rumores:, São Paulo, v. 1, n. 6, set.-dez. 2009.
    • Formato para trabalhos apresentados em eventos:
      REGUILLO, R. “El lenguaje e los narcos”. In: SEMINARIO NARCOTRÁFICO Y VIOLENCIA EN CIUDADES DE AMÉRICA LATINA: retos para un nuevo periodismo, 2009, México. Anais eletrônicos:… México: FNPI, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 ago. 2011.
  12. Caso o trabalho contenha imagens, quadros ou tabelas, é necessário incluí-los ao longo do texto, de modo compatível com o arquivo. As legendas devem estar imediatamente abaixo das figuras e dos gráficos e os títulos imediatamente acima dos quadros e das tabelas. Todos deverão estar numerados consecutivamente, em arábico. De acordo com a lei de direitos autorais, as fotos e os desenhos devem vir acompanhados dos nomes de seus autores.